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  • 5 Os dados do imóvel serão reportados à Confidencial Imobiliário (Ci) que em 24 horas* devolve um relatório por via eletrónica. Antes de serem enviados, os resultados são validados por um técnico da Ci, recorrendo à análise estatística do mercado / tipologia selecionados.
  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

A Formação Profissional é estratégica e prioritária para as empresas e para o País

No último Inquérito à Situação do Setor realizado pela AICCOPN, relativo ao segundo trimestre do ano, 74% das empresas indicaram que a falta de mão-de-obra especializada é, atualmente, um dos maiores constrangimentos ao exercício da sua atividade.

Opinião

Manuel Reis Campos - Presidente da AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas


Estamos, não apenas, a falar de três quartos das empresas, ou seja, um número esmagador e preocupante, mas também de uma realidade que é comum aos três segmentos de atividade em que, habitualmente, se divide o setor. Construção de Edifícios, Engenharia Civil e Atividades Especializadas da Construção, registam um valor de 77%, 71% e 74%, respetivamente, de empresas que identificam este problema.

É certo que, ao longo dos últimos meses, tanto a AICCOPN como a CPCI – Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, têm desenvolvido diversas ações no sentido de se encontrarem respostas efetivas para as empresas e deve-se reconhecer que, por parte dos responsáveis políticos, tem sido demonstrada sensibilidade e abertura para se encontrarem soluções. Por exemplo, ao nível do trabalho desenvolvido no âmbito do CEIE - Conselho Estratégico para a Internacionalização da Economia, foi apontada a necessidade de criar mecanismos que permitam às empresas uma melhor gestão dos seus recursos humanos, em especial no que diz respeito à mobilidade transnacional dos seus trabalhadores.

Porém, sem descurar a importância de medidas como agilizar concessão de vistos, facilitar a entrada em Portugal de profissionais que já estão a trabalhar para as nossas empresas nos mercados externos, ou mesmo rever a própria fiscalidade incidente sobre os trabalhadores deslocalizados, é essencial atuar sobre o atual funcionamento da Formação Profissional.

Os Centros de Formação Profissional do Setor têm demonstrado a sua competência, disponibilizando à Construção e Imobiliário, os formandos que ajudaram a construir e a engrandecer um tecido empresarial, hoje, de prestígio mundial. A alteração desta metodologia, adotando políticas que tendem a concentrar a formação profissional nas escolas que, sem correspondência com as efetivas necessidades do mercado, orientam os seus alunos para cursos profissionais, é um problema com reflexos evidentes no mercado de trabalho.

Colocar, nos Agrupamentos de Escolas o que deveria ser atribuição dos Centros de Gestão Direta e de Gestão Participada do Instituto do Emprego e Formação Profissional – IEFP, I.P., é desperdiçar os recursos que estes Centros dispõem, em particular na área da Construção, e ignorar que, uma importante fatia das contribuições para a Segurança Social são afetas, precisamente, à Formação Profissional, de forma a que, a cada momento, esta possa dar a resposta que o mercado de trabalho necessita.

A falta de mão-de-obra especializada é um problema estrutural que Portugal enfrenta e, em particular, no setor da Construção e Imobiliário, a curto prazo e ainda sem ter em consideração os Projetos estruturantes incluídos no Programa Nacional de Investimentos (PNI2030), são precisos cerca de 70 mil trabalhadores especializados, para responder à procura. Este é um desafio que deve ser assumido, garantindo ao tecido empresarial as condições que este necessita para produzir e aos trabalhadores, incluindo aqui, em especial, os jovens, condições para desenvolver uma carreira profissional com perspetivas de estabilidade e crescimento.