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Notícia

Açores: Turismo e recuperação económica impulsionam imobiliário

Em 2016, a região foi aquela onde a venda de casas mais cresceu em Portugal. Imobiliário não residencial também está mais dinâmico.

iStock.com/Karnizz

Susana Correia

No ano passado, foram vendidas 1.889 casas na Região Autónoma dos Açores, num valor global de €156 milhões, mostram os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se de um crescimento face a 2015 de 30,8% no número de casas vendidas e de 38,9% no volume de vendas, posicionando a região como aquela que registou a subida mais acentuada no país e uma das únicas a superar a média nacional (de 18,5% em número de casas vendidas e de 18,7% em volume de vendas).

“Foi, de facto, um ano muito mais animado”, confirma Norberto Massa, Broker da Remax 4 You, que trabalha os mercados de São Miguel – onde tem maior força de vendas -, além do Faial e do Pico, mas também Terceira ou Santa Maria. E também Paulo Rego, Gerente da ERA Ponta Delgada, confirma que em “2016 houve um aumento efetivo do negócio”, de tal forma que “a nossa agência foi a que mais imóveis (em número) vendeu a nível nacional na rede ERA”.

Além das alterações conjunturais ligadas à maior abertura da Banca na concessão de crédito à habitação e aos baixos níveis das taxas de juro - que convidam muitos particulares a olhar para o imobiliário como forma de aforro em alternativa a aplicações financeiras -, a recuperação económica da região e o crescimento do turismo são apontados como os grandes impulsionadores do mercado imobiliário. A melhoria da economia leva a que “haja mais confiança dos consumidores para a compra de casa para habitação permanente”, diz Norberto Massa. Os compradores locais são os mais ativos neste mercado de habitação para uso próprio, mas também na aquisição de imóveis como forma de investimento. “São quem mais procura imobiliário para canalizar as suas poupanças, especialmente casas para arrendamento de curta ou longa duração”, diz Norberto Massa, dando nota de que tal realidade é muito impulsionada pelo “boom do turismo”, que trouxe maior atratividade ao imobiliário como fonte de retorno. Mas não só. O crescimento do turismo tem tido um impacto mais amplo no mercado imobiliário. Ainda que continue predominantemente local – cerca de 80% da atividade da ERA, por exemplo é com locais e os restantes 20% com o mercado externo (quer nacional quer estrangeiro), a procura de imóveis por externos tem aumentado, especialmente com a entrada das companhias aéreas low cost, defende Paulo Rego, para quem esta foi uma das principais mudanças a afetar o mercado em 2016. “Os Açores estão claramente em rota ascendente enquanto destino turístico, pela sua tranquilidade, clima e segurança”, diz. E também Ramiro Gomes, responsável de Vendas- Grandes Imóveis Sul da Direção de Negócio Imobiliário do Millennium bcp, considera que “o facto da região ser um polo crescente de atração turística, tem traduzido um amplo desenvolvimento dos negócios, em particular no setor imobiliário”. E além do habitacional e do turístico, esta realidade “potencia também o desenvolvimento dos restantes produtos imobiliários, como lojas, armazéns e escritórios”, afirma. O mesmo diz Paulo Rego, que atribui o maior dinamismo do imobiliário não residencial ao crescimento do negócio turístico: “Há mais negócio, mais hotelaria, mais restauração, mais fluxos turísticos. É um ciclo económico que mexe com tudo, dá maior confiança à economia e que faz aumentar a procura de espaços”.



2017 continua a crescer

Os responsáveis esperam que o mercado continue o percurso positivo este ano, dado que “a atividade continua a aumentar”, diz Norberto Massa, ainda que “o ritmo de crescimento possa não ser tão acentuado como em 2016”. Paulo Rego confirma que a “atividade este ano está nos mesmos parâmetros”, ressalvando que 2016 constitui “já uma base de comparação alta”. Ramiro Gomes confirma também o bom desempenho do mercado regional, dando nota de que a venda de imóveis do Banco no decurso de 2017 já “cresceu 100% em número e mais de 500% em valor”.