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SIGA OS SEGUINTES PASSOS PARA OBTER O SEU RELATÓRIO DE VALOR IMOBILIÁRIO

  • 1 Preencha o formulário abaixo com os dados do fogo cujo valor/renda pretende determinar.
  • 2 Confirme antes de submeter o formulário.
  • 3 Preencha os campos com os seus dados de contacto.
  • 4 Proceda ao pagamento eletrónico do serviço. Cada Relatório tem um preço de 30,00€.
  • 5 Os dados do imóvel serão reportados à Confidencial Imobiliário (Ci) que em 24 horas* devolve um relatório por via eletrónica. Antes de serem enviados, os resultados são validados por um técnico da Ci, recorrendo à análise estatística do mercado / tipologia selecionados.
  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

Ajustes expectáveis

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou recentemente o preço mediano dos alojamentos familiares em Portugal, referentes ao quarto trimestre de 2018, tendo-se registado um aumento de 1,2% face ao trimestre anterior e de 6,9% relativamente ao trimestre homólogo.

Opinião

Luis Lima - Presidente da APEMIP

Estes números são reveladores do ajuste que o mercado imobiliário nacional começa a sentir, fenómeno que é expectável e que tenderá a estender-se durante o ano de 2019.

Lentamente o mercado vai assistindo à suavização dos preços, com um mercado de usados a registar valores superiores ao dos ativos novos, situação que parece surpreender, mas que é ditada pela procura, uma vez que os usados continuam a ter uma localização mais “sexy” e apetecível, pois numa situação “normal”, perante dois ativos idênticos, o imóvel novo teria sempre um valor superior ao usado. Neste caso, havendo tão pouca oferta de ativos novos nas regiões que agregam maior procura, os usados continuarão a ser mais representativos e mais caros.

A questão da falta de ativos é o principal motivo que influência a subida de preços, mas, como sempre digo, o valor das casas não pode subir até ao céu, e haverá um momento em que a tendência será de estabilização.

Num panorama em que os preços estão muito àquem do grosso da procura existente, tornando-se absolutamente proibitivos para a classe média e média baixa, a necessidade de promover a construção nova para aliviar estes preços é urgente.

Mesmo para os segmentos mais elevados, os preços praticados começam já a retrair potenciais compradores, que vislumbram um mercado excessivamente cálido, que os leva a preferir adiar o negócio, fazendo com que os proprietários não consigam vender as suas casas ao preço inicialmente proposto, o que resulta na tendência de reajuste do preço de venda dos ativos.

Ainda assim, não se vislumbra a existência de uma bolha imobiliária. Para que assim fosse, teriam que estar reunidas determinadas condições como o excesso de oferta, ausência de procura ou o elevado endividamento bancário, e tal não é o panorama que hoje se apresenta. O mercado nacional tem muitas assimetrias de norte a sul e, ainda que se registem algumas “bolhinhas” perfeitamente identificadas em determinadas zonas, a nível global tal não acontece.

Haverá decerto locais onde os preços acabarão por estabilizar, mas ainda há muitos outros com um incrível potencial de valorização, sobretudo nas zonas de menor densidade populacional.

O problema que temos pela frente é o do desequilíbrio entre a procura e a oferta existente, e que tem vindo a ser empolado pela falta de produto imobiliário nas zonas onde há maior procura. E a única solução passa pela construção nova, dirigida para a classe média e média baixa, que são quem mais sofre com os problemas habitacionais que se vivem nas principais cidades do País, uma vez que se deparam com a ausência de alternativas habitacionais.