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Notícia

Arrendamento urbano e necessidades de habitação marcam Prémio André Jordan

O arrendamento urbano e as necessidades de habitação foram os temas protagonistas dos vencedores do Prémio André Jordan 2018, uma iniciativa da Confidencial Imobiliário.

O palco foi Lisboa e o motivo o Prémio André Jordan. Esta iniciativa da Confidencial Imobiliário (Ci) premiou trabalhos que versavam temas como o arrendamento urbano e as necessidades de habitação.

Esta distinção é uma iniciativa da Confidencial Imobiliário que, mais do que tudo, pretende promover o desenvolvimento de trabalhos académicos e científicos na área do imobiliário, turismo e cidades. A sua grande missão é “contagiar o meio científico com as preocupações do mercado e trazer para o mercado o conhecimento científico”, realçou na cerimónia de abertura Ricardo Guimarães, diretor da Ci.

Este ano, o trabalho “A Avenida Almirante Reis, uma história construída do Prédio de Rendimento em Lisboa”, de João Appleton, foi o grande vencedor na categoria de Teses de Doutoramento / Artigos Científicos. Uma das premissas deste trabalho foi “conhecer bem este património para que possa ser reabilitado com qualidade. Só assim é possível aproveitar esta vaga de investimento que Lisboa tem recebido”, comentou João Appleton.

Na mesma categoria, Sónia Alves recebeu uma Menção Honrosa com o trabalho “Polos opostos? Um estudo comparativo das políticas de habitação em Portugal e na Dinamarca”. Karl Benjamin Kraehmer foi distinguido na categoria Dissertações de Mestrado com o trabalho “Gentrification without Gentry? Tourism and Real Estate Investment in Lisbon”.

Para André Jordan, presidente do grupo André Jordan, “este prémio começou da escassez de trabalhos académicos sobre o setor imobiliário”. Destacando a evolução do setor nas últimas décadas, afirmou que “temos hoje uma indústria ao nível internacional na qualidade e no produto”.



Ferramenta para conhecer realidades

Augusto Mateus, presidente do júri do prémio, salientou no evento a importância do prémio enquanto ferramenta para ter um profundo conhecimento das realidades e para “sinalizar aquilo que a sociedade, os estudiosos e o mercado dão como mais relevante, numa articulação do mercado com a democracia”. Para Augusto Mateus, o imobiliário, o turismo ou as cidades “são atividades decisivas para o futuro, nas quais não se podem repetir os erros do passado”.



Um mercado de arrendamento “profundamente traumatizado”

No seguimento da entrega dos prémios, decorreu ainda uma mesa redonda de debate sob o mote “Habitação: investimento institucional em arrendamento”, que contou com a presença de Helena Roseta, deputada à Assembleia da República, e Sofia Galvão, advogada.

Para Sofia Galvão, o mercado de arrendamento habitacional português “é profundamente destruído e traumatizado”. E dada a fraca capacidade de investimento público na habitação, que responda às reais necessidades do país, acredita que a resposta passa pela criação de um regime de Real Estate Investment Trusts (REIT). “Os REIT são uma solução para democratizar o investimento imobiliário, tornando-o regulável e transparente, numa altura em que a escala do investimento vai ser fundamental".

Aliás, para a especialista, a revitalização do mercado depende de novos protagonistas que permitam esta escala. “Um tipo de investimento muito heterogéneo e fragmentado não vai resolver o problema. É importante trazer novas figuras de investidores institucionais para o mercado da habitação, que já estão no arrendamento comercial”.

Helena Roseta, por seu turno, defende a criação de uma lei de bases da habitação, “como temos noutras áreas”, e criar novas soluções para o problema da habitação. “Temos pressa, temos pessoas com grandes dificuldades e uma geração inteira que não consegue encontrar soluções de habitação”. Investimento direto público, política fiscal, subsídios e regulação são os quatro vetores essenciais das políticas públicas de habitação, considera.