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Notícia

Augusto Mateus: “Precisamos de um sistema fiscal favorável ao investimento”

Num contexto de melhoria da economia e de atração de investimento a nível global, Portugal precisa hoje "de um sistema fiscal favorável à poupança e ao investimento", aponta o professor e economista Augusto Mateus. Estabilidade é essencial.

Em entrevista ao Público Imobiliário, o economista Augusto Mateus explica que o país "precisa de reformas significativas", mas não as encontra nos últimos Orçamentos de Estado, nem no de 2020, que acredita que tem uma série de medidas "corretivas e parciais", apesar de "justificáveis", pouco adequadas e que "violam a estabilidade fiscal".

Por um lado, em relação à suspensão dos “vistos gold” em Lisboa e Porto, acredita que "reduzir o território de Portugal não parece ser a solução. Era preciso, sim, uma boa regulação da atribuição de vistos. E faria mais sentido aumentar o valor mínimo para a concessão".

Já em relação ao alojamento local, considera que a área não deveria ter mais incentivos que a hotelaria, e que também "não tem defesa a correção feita" nos incentivos dados nos últimos anos. Seria, sim, necessária uma boa conceção desta atividade. "Estas alterações não são bons sinais e não se podem aplaudir. Temos capacidade de reagir, mas devíamos ter mais capacidade de agir".

A nível fiscal, considera que o sistema "dá mensagens bastante erradas. Temos uma espécie de “patch work” de várias intervenções com justificações variadas. Por exemplo, não tributamos como devíamos os rendimentos efetivamente elevados e separamos inadequadamente outro tipo de rendimentos. São dificuldades grandes que precisavam de ser corrigidas".



Uma “crise de investimento” a enfrentar

Isto porque "não precisamos só de mais investimento, mas sim de melhor investimento. Por isso as políticas não podem ser genéricas, temos de ter incentivos mais orientadores do comportamento do setor privado". Por outro lado, "também não basta estimular a poupança, é preciso criar novos produtos". Augusto Mateus considera que "precisamos de incentivos qualitativos, que não são contraditórios com o problema da dívida e da consolidação orçamental".

Segundo o economista, "numa primeira fase temos de captar investimento estrangeiro, de formas diversificadas". Alerta também para a necessidade de criar novos produtos financeiros atrativos, e para os problemas fiscais, por exemplo a taxa de IRC pouco competitiva e acima da média europeia.

No seu entender, as alterações previstas para o OE2020 traduzem "instabilidade fiscal", o que terá como consequência investimento de curto prazo. "Se queremos bom investimento, temos de ter um quadro fiscal adequado, mas duradouro. Há mudanças que não têm problema nenhum, desde que anunciadas atempadamente".





Um problema de Habitat

Portugal "tem mais problemas de Habitat do que de habitação", afirma, no decorrer de "muitos problemas de planeamento de cidades humanas e diversificadas. Há pouca ousadia na transformação do Habitat", e acredita que "a habitação acessível depende disso mesmo". Um melhor acesso à habitação "tem de ser pensado na valorização da diversidade. Porque fazer cidade é criar qualidade de vida".

Num mundo em rápida mudança e crescimento da economia de circular, Augusto Mateus considera que é no imobiliário "que se ganham ou perdem batalhas da economia circular". "A questão do novo paradigma da construção é fundamental. Podemos construir casas de outra maneira, pensando nas alterações climáticas e na sustentabilidade, para pararmos de entregar à geração seguinte um Planeta em muito pior estado". A visão do Habitat e não do cimento é a chave para o sucesso.

Será necessário que o setor saiba articular as questões da mobilidade, das novas cidades, da demografia, nomeadamente do envelhecimento da população, com a construção e o uso dos edifícios. "Precisamos de uma nova leitura do ciclo de vida das casas, de reformas fiscais e patrimoniais", além de "modelos muito mais sofisticados de criação de valor" no imobiliário, "um esforço não centrado no investidor, mas sim em sociedades de investimento com escala e ética".





Candidaturas abertas para o Prémio André Jordan

O Prémio André Jordan está de volta este ano, e já estão abertas as candidaturas para o mais prestigiado prémio nacional na área da investigação para a economia do imobiliário.

Lançado há 10 anos, este galardão é uma iniciativa bienal da Confidencial Imobiliário. Tem como objetivo promover a investigação sobre economia de imobiliário, contribuindo para a disseminação do conhecimento no mercado.

Enquanto presidente do júri deste prémio, Augusto Mateus comenta que este prémio "tem uma função muito útil de divulgação da investigação científica, e de ajudar a sociedade a conciliar-se com o ensino superior e a investigação".

"O prémio tem sido gerido como um prémio que pode premiar coisas muito diferentes. Não é para engenheiros, construção ou turismo, mas para esta grande diversidade de atividades, ideias, modos de vida. Procuramos premiar os trabalhos com valor, emitindo sinais para que as pessoas sintam que o prémio tem a ver com elas em várias disciplinas", explica. Até porque "não está nada estudado, muito menos o que é preciso mudar".

Vão a concurso as categorias de doutoramentos e Artigos Científicos - cujo vencedor recebe um prémio pecuniário de 7.500 € - e as Dissertações de Mestrado, cujo vencedor recebe um prémio pecuniário de 1.000 €. Os candidatos à edição de 2020 podem submeter as suas candidaturas até ao dia 31 de março.

"Vamos continuar a alargar o foco do prémio, batalhar para a sua internacionalização, e mantendo esta ligação entre o conhecimento científico e o mercado imobiliário", completa Augusto Mateus.