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Notícia

Britânicos confiantes na consistência do mercado de segunda habitação

Operadores britânicos da rede Century 21 UK International apontam que “Portugal tem atualmente uma proposta atrativa”

Britânicos alertam para riscos das constantes alterações na captação de investidores

Ana Tavares

A convenção internacional da rede Century 21 em Lisboa foi o pretexto para uma conversa com dois dos maiores especialistas britânicos nos mercados do sul da Europa. Assinalando que o entusiasmo dos investidores em torno do imobiliário nacional não dá mostras de abrandar, Paul Morgan, CEO da C21 UK International e Stuart Pooley, diretor de vendas da C21 UK International, referem que Portugal recebe cerca de dois milhões de turistas britânicos anualmente, sendo que estes são responsáveis pela compra de 17 a 18 mil imóveis todos os anos, com mais de 50% a optarem pelo Algarve.

Segundo Paul Morgan, os britânicos procuram sobretudo “lifestyle, localização, acesso aos aeroportos regionais, voos rápidos e diretos”. Mas “o golfe, praias e gastronomia são também atrativos importantes”. Bem como o “clima político, a economia e a segurança”, complementa. Para Stuart Pooley, o facto de “o trabalho ser cada vez mais flexível” permite que “as pessoas possam trabalhar em qualquer lado”. Assim, os britânicos “gostam do facto de Portugal estar “à porta de casa” e poderem trabalhar cá”.



Mercado consistente

A escassez de propriedades que entra no mercado continua a sustentar os preços, de acordo com a Pesquisa de Mercado Imobiliário RICS/Ci. A informação veiculada ao público britânico dá conta do aumento de 5% (em média) por ano do preço das casas. Estes especialistas alertam que, se os preços “ficarem demasiado altos, as pessoas param de comprar”. Segundo Stuart Pooley, “o mercado é consistente”, pelo que “não devemos ter medo de casas mais caras por si só”. Paul Morgan assinala “um crescimento de 1 a 3%” nos próximos anos, à semelhança do Reino Unido. “Algumas áreas deverão chegar aos 5%”, o que, “a acontecer até 2021, pode levar ao arrefecimento do mercado”.

No mercado favorito dos compradores britânicos, o Algarve, a procura tem-se diversificado nos últimos anos. Em zonas do Algarve ocidental – como Lagos - os preços de oferta são já semelhantes aos praticados em Albufeira e Vilamoura. Nos últimos anos o sotavento algarvio tem vindo a recuperar no crescimento dos preços, impulsionado por compradores franceses à procura de casas em torno dos 300 mil euros ou menos.



Efeitos do Brexit

Na opinião destes operadores, os efeitos do Brexit fazem-se agora sentir de forma mais moderada, sendo que “o câmbio está de volta aos seus valores e estamos com níveis altos de emprego”. Apesar de ser ainda cedo para medir o impacto do Brexit, estes acreditam “na nossa relação com os parceiros europeus”.

E preveem que, após concretizada a saída, “vamos ver os grandes mediadores imobiliários a ganhar força na Europa em geral e também em Portugal”. As empresas “estão a organizar-se e a desenvolver produtos diferentes”. Desta forma, “o mercado de arrendamento irá crescer, pois os clientes vão querer experimentar antes de comprar”, refere Paul Morgan. Já para Stuart Pooley, “quando o Brexit acontecer, apenas quem compra para investir poderá retrair-se momentaneamente”.



A nova estratégia

A C21 Internacional lançou recentemente uma nova plataforma para o Reino Unido que visa agregar todos os agentes independentes naquele país e também em Portugal. “Isso vai fazer uma grande diferença no nosso negócio”, estima Paul Morgan. “Estamos a posicionar a marca de uma maneira específica para captar qualquer cliente”.

O crescimento da rede a nível internacional e sobretudo no Reino Unido, com 14 novas operações em 2017 e outras 10 nos próximos meses, aliada a ligação a Portugal e Espanha, permitirá aprofundar o mercado de emissão de compradores britânicos. Até porque, concluem, “Portugal tem uma proposta atrativa atualmente. O que existe para quem se quer reformar funciona muito bem. Há que não alterar esse funcionamento de um ano para o outro”, sugerem.