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Notícia

Bucelas: empreendimento turístico de 16 hectares à venda por 6,3 milhões

A Quinta do Forte Velho, em Bucelas, está à venda por 6,3 milhões de euros e tem prevista ‘casa aberta’ dia 26 de junho, das 14 às 18h, com necessidade de marcação prévia com o gestor do ativo, Carlos Carapinha (carlosbarria.carapinha@millenniumbcp.pt). O banco analisará as propostas de compra recebidas até às 17h do dia 10 de julho de 2019.

De todas as freguesias do Concelho de Loures, Bucelas é aquela que apresenta uma maior dimensão territorial (33,99 Km2). No entanto é, simultaneamente, a que tem menor densidade populacional – registou nos últimos censos 4.663 habitantes –, apesar desta ser elevada nos aglomerados urbanos dispersos pela freguesia, nomeadamente Bemposta, Bucelas, Vila de Rei e Freixial. Não obstante ter abraçado a modernização, é uma freguesia que continua a manter as suas inerentes caraterísticas rurais e tem na atividade vinícola fortes tradições pelos vinhos brancos de referência que produz. Aliás, região demarcada a partir do decreto Lei de 3 de março de 1911, foi registada oficialmente como capital do Arinto em 2010.

Não é por isso de estranhar que este território chancelado pelo Vinhos de Lisboa seja altamente requisitado em termos turísticos, com quintas de referência a povoarem o seu território. Aliás, a Região Vitivinícola de Lisboa foi eleita um dos melhores destinos vínicos do ano no último número da prestigiada Wine Enthusiast, revista de referência internacional no setor vitivinícola. “Como uma das regiões de exportação mais antigas de Portugal, as referências aos bens fermentados de Bucelas datam de séculos”, refere ainda a revista, que propõe “um mergulho profundo na uva Arinto”, por exemplo na “mansão em tons de salmão da Quinta da Romeira”, onde chegaram a repousar familiares do célebre Marquês de Pombal, famoso pelo apoio à vinha e ao incentivo à exportação.

É precisamente neste entorno que o Millennium bcp está a promover um empreendimento turístico com uma área de 16ha. A denominada Quinta do Forte Velho está situada a cerca de 12,5 km do centro de Loures, com acesso pela CREL e N116, a 4 km de Bucelas pela N116, a 3,8 km de Alverca do Ribatejo com acesso pela N116 e a 27 km de Lisboa com acessos quer pela A8-CREL-N116, quer pela A1 – N116.

Em termos de enquadramento no espaço, situa-se entre Vila de Rei e Alverca do Ribatejo, precisamente junto ao Wine Venture, na já mencionada Quinta da Romeira, sendo a sua envolvente caraterizada por região vitivinícola, arvoredo, um estaleiro da empresa das Construções do Tâmega e o empreendimento turístico Morgado Lusitano, com as suas valências de turismo rural e equestre.

O banco salienta que apenas pela sua localização é possível concluir que este ativo tem “excelentes condições para o desenvolvimento das estruturas que lhe foram definidas pelo alvará de construção, que apesar de caducado, necessita apenas de novos projetos para obtenção da sua renovação”. Explica ainda o Millennium que acrescem as valências e potencialidades de ser uma região demarcada de vinho, como o enoturismo e gastronomia, em articulação com outras atividades turísticas associadas ao património cultural e à natureza. “Julgamos que tanto investidores internacionais como nacionais podem interessar-se pelo ativo. No entanto, ainda que sejam de âmbito nacional, deverão ter vocação de captação de turistas a nível externo, dadas as caraterísticas muito próprias do turismo a desenvolver com este ativo”, aclarou ao Público Imobiliário Ramiro Gomes, responsável de Vendas Grandes Imóveis Sul, da Direção de Crédito Especializado e Imobiliário, do Millennium bcp.



Atividade turismo

A constituição de um empreendimento turístico decorre do facto de o Regulamento do PDM de Loures estabelecer que, na área onde se encontra instalado, o uso dominante dever corresponder a atividade de turismo (>70%), sendo apenas permitido o uso de caracter residencial numa área até 30%.

“Concretizando, estamos a falar de um empreendimento com uma área de 156.477 m2 inserido no PDM de Loures e cuja Planta de Ordenamento divide-se em duas parcelas”, lê-se na descrição do banco.

A parcela 1, com uma área de 56.652 m2 é considerada solo urbanizado para uso especial, nomeadamente uso turístico, sendo aceitável o turismo de habitação. Este espaço divide-se ainda em duas zonas. Na zona um situam-se 36 moradias, com um índice de construção de 70% e respetivas áreas de lazer, numa área de 35.416 m2. As moradias dividem-se em 15 V4, 20 V3 e 1 V2, com áreas a variar entre 123 e 226 m2, ar condicionado, lareira, painéis solares, cozinhas totalmente equipadas, áreas de circulação e zonas verdes. Este conjunto de moradias funcionaria em sistema de condomínio fechado, com a designação de Quinta Forte velho, com portaria, receção, parque infantil, piscina comum e campo de ténis.

Já na zona dois situam-se a casa do caseiro e a casa senhorial, numa área de 21.236 m2. A moradia principal ou senhorial, é composta por 3 pisos e de tipologia V6 com uma área útil de 792 m2, cave, rés-do-chão e sótão. A casa do caseiro é uma moradia térrea, de tipologia V4 e com uma área útil de 123 m2.

A parcela 2, com uma área de 99.825 m2, é considerada solo rural, de conservação, para espaços agrícolas e florestais.



Venda será pela totalidade do empreendimento

Neste momento, o banco procura um comprador proprietário que invista na totalidade do empreendimento, com todas as suas valências, independentemente da estruturação futura do seu negócio. “O mercado atual caracteriza-se por crescimento do turismo, quer a nível interno, quer internacional, estando a oferta de produtos turísticos de qualidade em atualização e crescimento permanente. Dado o crescimento dos turistas e dos seus gastos e a especificidade da oferta que pode ser posta em prática neste ativo, julgamos poder ser diferenciador e atrativo para um turismo de qualidade, que procura sossego, desporto e a atratividade do enoturismo e das atividades equestres”, disse Ramiro Gomes, salientando que o projeto não obriga à componente hoteleira. “O perfil de investidor que procuramos é um operador turístico, com capacidade de atração de clientes nacionais e estrangeiros, ou um promotor imobiliário, interessado em completar o projeto e colocá-lo em operadores turísticos, com oferta habitacional incorporada e enquadrada no tipo de turismo a desenvolver”.