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Notícia

Comércio de rua está a dinamizar o centro das cidades

RICS European Retail Conference debateu em Madrid os efeitos do comércio na evolução das cidades

O turismo é uma realidade a ter em conta quando falamos em comércio de rua

Como está a evolução do comércio de rua a contribuir para a transformação do centro das cidades? Esta foi a ideia base que lançou o debate na conferência que a RICS Espanha organizou em Madrid, perante uma diversificada audiência de profissionais de Portugal e Espanha. Uma sessão presidida por Marteen Vermeulen, diretor Europeu de RICS e por Eduardo Fernandez-Cuesta, Chairman de RICS Espanha.

Charles Ribak, da Comissão de Comércio do RICS França apresentou a iniciativa de acompanhamento da dinâmica do mercado comercial que existe em França. “Num ambiente sem crescimento de consumo, com um fortíssimo impacto das novas tecnologias nos hábitos de compra, como é que as marcas se estão a posicionar e adaptar?”

As respostas são múltiplas e obviamente dependem das dinâmicas das próprias marcas, mas o “prémio” a pagar por estar nas ruas mais exclusivas de comércio parece ser excessivo para algumas marcas. Charles Ribak alerta, ao mesmo tempo que o preço do imobiliário comercial atinge valores inacessíveis, vemos muitas marcas a considerar que não compensa pagar para estar nos Champs Elysées.

Novos conceitos como as “popup stores” e o “store sharing” surgem como resposta para muitas marcas. Leon Goldwater surge com um novo conceito de ser o Airbnb do comércio, gerando oportunidades para aproximar proprietários e retalhistas. “Uma popup store é a forma de uma marca fazer uma ativação muito forte num momento temporal de três meses numa zona nobre de uma cidade, sem ter de assumir o custo de uma loja permanente”, considera.

O “store sharing” surge como um outro conceito, onde marcas com uma linha de produto complementar partilham o custo, obviamente entre marcas com afinidade. Estes são novos conceitos mais abertos da economia da partilha, que são “vistos com muita naturalidade pela geração dos Millenials”, disse.



Impacto da tecnologia

A tecnologia está a impactar fortemente os hábitos de compra e a experiência do consumidor. Andrea Ometto, da Sonae Sierra, considera que esta é uma tendência que veio para ficar e à qual os proprietários e retalhistas têm que se adaptar. “O consumo de informação e a comparação de produto é uma experiência que tem hoje tanto de real no local de consumo como de tecnologia”, disse. Iñigo Pastor, um consultor independente presente no painel de debate reforça que “hoje o consumidor está na loja e a consultar para o mesmo produto os preços da concorrência no telemóvel”. Acabou a fronteira entre a experiência na loja e a consulta online.

Muitos retalhistas estão a acelerar esta tendência, ao permitir concluir o processo de compra online, mesmo quando o consumidor está na loja a interagir diretamente com o produto. Charles Ribak aponta como exemplo a FNAC, “que era há uns anos uma enorme marca francesa que estava com um modelo de negócio muito difícil”. Mas, na realidade, foi através do reforço da oferta de tecnologia e com “uma das melhores estratégias online que a FNAC conseguiu reinventar o seu modelo de negócio, com uma presença online muito agressiva que compete de forma direta com as suas próprias lojas”.



O peso do turismo

O turismo é uma realidade a ter em conta quando falamos em comércio de rua. Javier Hortelano, com a sua larga experiência no panorama do retalho espanhol, alerta para o facto das métricas de comparação de Espanha com outros países da Europa, “ignoram o facto de o turismo fazer duplicar o número de consumidores em Espanha”.

E o crescimento do turismo nos últimos anos tem sido realmente espetacular “induzindo uma dinâmica comercial muito importante ao comércio de rua e justificando o apetite por tantas marcas internacionais por Madrid e por toda a Espanha”.

Charles Ribak concorda com esta visão e reforça “o comércio de rua tem sido responsável por um importante contributo para a reabilitação de edifícios icónicos no centro das nossas cidades, valorizando o património e dando vida ao centro das nossas cidades”. E o turismo faz parte desta dinâmica de valorização e atração dos centros urbanos, revertendo uma tendência de declínio que se vivem em décadas anteriores.