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Notícia

Co-Revolution é “A” tendência do imobiliário

Co-revolution é a palavra do momento. Marta Esteves Costa, da C&W, acredita que esta deverá ser a tendência que vai marcar o mercado com mais força no futuro.

Há poucas certezas em relação ao futuro do imobiliário num mundo em mudança exponencial. Mas a “co-revolution” deverá ser “a tendência que vai marcar o mercado com mais força no futuro. Cada vez mais percebemos que aprendemos muito com a convivência com estranhos”, acredita Marta Esteves Costa, da C&W.

A Head of Research & Consulting da consultora falava durante a 2ª edição da conferência “The Future of Real Estate”, que decorreu esta semana na Fundação Champalimaud, em Lisboa, organizada pela C&W. Considera que “a sharing economy vai marcar o futuro”, apesar de ser ainda “um conceito ainda não muito sustentado e sem definição muito consistente”.

A grande vantagem é que “mais do que ser proprietários, podemos ter acesso a determinados bens e serviços”, nomeadamente nas áreas do financiamento, mobilidade, logística, escritórios, turismo e habitação, entre várias outras. Os bens e serviços tornam-se mais acessíveis, e o ciclo de negócio mais sustentável. É também inclusiva, apesar de ser necessário que todos tenhamos computador, acesso à internet e cartão de crédito, lembra.

É no imobiliário que podem surgir mais distorções de mercado na sharing economy, sendo bem conhecido o exemplo da Airbnb na habitação em várias cidades no mundo. Existe também maior risco em termos de privacidade e segurança no P2P lending, enumera como pontos potencialmente negativos.

“Podemos ainda pensar que isto pode ser só um devaneio de uma geração, mas não pensamos que assim seja. Em 2014 estimava-se uma faturação de 15 biliões de euros da sharing economy, que pode chegar aos 335 biliões já em 2025. É um modelo que está para ficar”.



Indústria tradicional rende-se à co-property

O imobiliário é “uma indústria muito tradicional” que acolhe agora a entrada de muitos players externos “mais inovadores, nomeadamente no retalho, nos escritórios ou na área industrial”, diz Marta Esteves Costa.

O exemplo do coworking é um dos mais conhecidos, que surgiu em tempo de crise e porque, atualmente, “há muita gente que não precisa de mais do que um telefone e um computador com acesso à internet para trabalhar. As empresas já se esforçam para atrair as pessoas ao local de trabalho para manter a comunidade e a cultura corporativa, que também são importantes”. E este é um modelo para continuar, já que o número de espaços deste género cresceu onze vezes desde 2011 em todo o mundo, num total de mais de 2 milhões de utilizadores.

No retalho, começam a surgir espaços de experiências que não se limitam a ter lojas para fazer compras mais rápidas. E os centros comerciais começam mesmo a incorporar áreas de coworking ou de lazer, áreas pop up, de serviços e áreas verdes.

Menos estabelecido em Portugal está ainda o co-living, mas há um grande interesse nas cidades portuguesas para residências de estudantes ou residências senior, ou habitações arrendadas por curtos períodos de tempo para os digital nomads e trabalhadores deslocados, por exemplo. “O co-living é o setor com menos impacto para já, mas cada vez mais promotores e investidores querem apostar nesta área, é um negócio também para as empresas já instaladas no mercado imobiliário”. Será apenas uma questão de tempo até surgirem mais projetos do género no nosso país.



“Co” muda o modelo de negócio

Para que o negócio seja rentável, não só na área do coworking mas também noutras co-properties, é essencial adaptar o modelo de negócio e, essencialmente, os contratos.

“Os contratos de longo prazo terão de ser vistos de outra forma, serão mais curtos e mais flexíveis”. E levantam-se questões na avaliação imobiliária, já que “as rendas de mercado serão muito mais do que só uma renda de espaço, será cada vez mais uma prestação de serviços”. Numa generalização do modelo “pay as you go”, o mercado tem de pensar se será o cliente a pagar este acréscimo do preço, “pois o serviço geral ficará mais caro”.

A C&W acredita que “os proprietários tradicionais terão duas escolhas: ou terão contratos de longo prazo com operadores de espaços partilhados, ou podem aproveitar o prémio e ser também eles operadores, assumindo esse risco acrescido e criando a sua marca”.



Big Data, edifícios inteligentes e pessoas no centro das reflexões

Outras das grandes tendências do futuro do mercado discutidas nesta ocasião foram a crescente importância da informação como “o novo petróleo”, a necessidade de ter mais edifícios inteligentes e pensar o mercado a partir das necessidades das pessoas, numa altura em que “cada vez mais a evolução das coisas ultrapassa rapidamente a evolução dos espaços físicos”, notou Duncan Swinhoe, da Gensler.

Também a sustentabilidade estará nas prioridades das empresas, não só por uma questão de responsabilidade corporativa, mas também como bandeira na atração e retenção de talento.

A flexibilidade parece ser a chave nesta mudança - dos espaços, e dos modelos de negócio.