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Notícia

Crédito para compra de imóveis mais dinâmico em 2015

O crédito à habitação ganhou novo ritmo no ano passado, aumentando mais de 70% face a 2014. Também o leasing imobiliário cresceu 10%.

Susana Correia

Empresas e particulares estão a recorrer mais à Banca para a compra de imóveis e, em 2015, subiu quer o volume do crédito à habitação quer o volume de leasing imobiliário. De acordo com os dados do Banco de Portugal, em dezembro as novas operações de crédito à habitação totalizaram os 469 milhões de euros, um valor que já não era visto desde maio de 2011 e que fez elevar para 4.013 milhões de euros o volume total deste tipo de financiamento concedido em 2015. Face a 2014, o crescimento foi de 73,5%, sendo que nesse ano foi concedido um montante total de 2.312 milhões de euros para financiar a compra de habitação.

Contas feitas, e apesar de longe dos volumes recorde dos anos pré-crise (que chegaram a alcançar os 1,8 mil milhões de euros de crédito à habitação concedido num mês), a tendência nos últimos três anos, tem sido de recuperação, com o volume mensal de novos contratos a aumentar de forma consistente desde 2013. Taxas de juro historicamente em baixa, uma maior abertura do sistema financeiro à concessão de crédito às famílias e empresas na sequência do final da intervenção internacional sobre o país, associados a uma retoma da economia (o INE confirmou um crescimento de 1,5% do PIB em 2015) e ao consequente aumento da confiança das famílias e das empresas, parecem estar na base deste crescimento, considerado crucial para a própria recuperação do mercado imobiliário. A Century 21, por exemplo, diz mesmo que “o crédito à habitação foi, sem dúvida, o grande dinamizador do mercado imobiliário residencial” em 2015 e para o administrador da rede de mediação imobiliária, este ano, novamente “a estratégia da banca e a respectiva política de atribuição de crédito à habitação irão ser determinantes para a evolução do mercado”, diz Ricardo Sousa. Também um inquérito mensal realizado junto de promotores e mediadores imobiliários pelo RICS e pela Confidencial Imobiliário foi dando conta, ao longo de 2015, da recuperação no mercado de compra e venda de casas, indicando o simultâneo aumento da procura de crédito. “Os empréstimos bancários estão a aumentar, a procura está a crescer e a confiança a reforçar-se”, referia o inquérito nos resultados de setembro, quando a venda de casas crescia ao ritmo mais rápido dos últimos cinco anos.

De acordo com as contas feitas pela Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), as transações de imóveis em 2015 terão totalizado os 15 mil milhões de euros, dos quais 9 mil afetos à compra de casas e os restantes 6 mil a imóveis não residenciais, incluindo desde escritório a lojas, armazéns, terrenos e outros imóveis. Este volume representa um crescimento de 21% face às transações registadas pela CPCI em 2014.

Da parte das famílias, que afetam sobretudo a compra de imóveis residenciais, além da questão cultural de “gostar” de ser proprietário, “há algum entusiasmo pela parte das famílias em recorrer ao crédito à habitação, até porque nestes últimos anos esteve fechado”, comentou à Lusa Natália Nunes, da DECO. E também Simon Rubinsohn, Economista Sénior do RICS, considera que “há uma maior confiança dos consumidores para realizar compras importantes, ¬¬¬de grande valor, que atinge um novo pico no pós-crise à medida que o cenário económico continua a melhorar”.

Da parte da Banca, a perceção é também de que, em geral, “há hoje mais apetência para a compra de imóveis recorrendo a instituições financeiras do que havia há dois ou três anos atrás”, comenta José Farinha, do marketing da Direção de Negócio Imobiliário do Millennium bcp, acrescentando ainda que “foi isso que fez subir a quantidade de processo aprovados de crédito e não por via de alterações de pressupostos”. No caso do Millennium bcp, na concessão de financiamento à compra de imóveis (onde se incluem diversas soluções, desde crédito á habitação, leasing imobiliário ou crédito hipotecário, entre outros), “em termos de análise de risco não registámos alterações aos créditos de base”, comenta.



Leasing Imobiliário também cresceu

Também o recurso a leasing para compra de imóveis aumentou em 2015. De acordo com os dados avançados pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting, o leasing imobiliário ascendeu a 672,5 milhões de euros em 2015, mais 10% do que em 2014, quando forma contratados 609,5 milhões de euros nesta modalidade. Para Eduardo Moradas, membro da direção desta entidade responsável pelo leasing, “estes resultados reconfirmam uma vez mais que o leasing é uma solução financeira que permite uma adaptabilidade que é particularmente apreciada pelos agentes económicos na atual conjuntura, dada a flexibilidade dos contratos em termos de prazos, prestações e formas de pagamento", cita o Público.

No Millennium bcp, esta tendência de crescimento também se sentiu, com o leasing imobiliário a aumentar 39% face a 2014. José Farinha explica que este tipo de produto é especialmente procurado para a aquisição de imóveis não residenciais, “até porque é o que melhor se adapta às necessidades da larga maioria dos clientes” e naturalmente “as diferentes soluções de leasing apresentam uma forte correlação com a conjuntura económica e as tendências de investimento das empresas”. Além disso, conclui , trata-se de uma “alternativa efetiva quando comparado com o arrendamento tradicional”, já que muitas vezes “consegue-se rendas mais baixas, argumento decisivo no momento de optar entre a compra ou o arrendamento”.



Millennium bcp mantém estratégia

A estratégia para a concessão de crédito para a compra de imóveis do Millennium bcp deverá manter-se estabilizada este ano, “não se prevendo alterações com significado nomeadamente nas condições preferenciais para imóveis do Banco”, comenta José Farinha, do marketing da Direção de Negócio imobiliário, que explica ainda que há uma aposta em “produtos diferenciados de acordo com o perfil do cliente e do tipo de imóvel”, com um foco na oferta de “condições mais vantajosas em termos de preço”. Pode ser concedido financiamento para “habitação, lojas, escritórios, armazéns, terrenos, entre outros, com soluções de financiamento adequadas a cada necessidade, tais como, crédito habitação, leasing imobiliário ou crédito hipotecário”, além de outras, explica.

Ao nível do crédito habitação, destaca-se “o vasto leque de soluções para diversas finalidades, com spreads promocionais e preço muito atrativo, que poderá ser ainda mais favorável mediante o envolvimento comercial do cliente”. As soluções podem prever “taxa indexada ou taxas fixas a 3, 5 e 10 anos, para quem valoriza a estabilidade da prestação”. Outro ponto forte é a contratação: “temos um processo ágil, simples e um excelente nível de serviço”.

No leasing imobiliário, José Farinha explica que entre as condições que os clientes mais valorizam estão o facto de “o prazo, entrada inicial e o valor residual serem ajustáveis às suas necessidades”, além da “não sujeição de imposto do selo sobre os juros e sobre a utilização do crédito, para as empresas, a possibilidade de deduzir os encargos financeiros (juros) incluídos nas rendas (de acordo com a legislação vigente) e a possível inclusão das importâncias referentes ao IMT no valor global do financiamento, caso a avaliação do imóvel o permita”. Além disso, no segmento de imóveis não residenciais, onde o leasing é o “produto que melhor se adapta à maioria dos clientes, o Banco tem também ” uma estratégia de apoio às empresas, enfocada no apoio à atividade de exploração e ao novo investimento que as empresas efetuem”.