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Notícia

Declínio dos vistos Gold preocupa operadores

Recuo representa oportunidade para concorrentes, mas operadores do turismo residencial estão otimistas

Vistos Gold permitiram arrecadar investimento de 3086 mil milhões de euros em imobiliário

O declínio do programa de vistos Gold, em matéria de captação de investimento estrangeiro, está a preocupar os operadores. No início de 2017, as expectativas geradas eram positivas, dado que os níveis de investimento atingiram, no primeiro trimestre, registaram valores mensais acima dos 100 milhões de euros. Aliás, em março do ano passado estes valores ascenderam a um montante recorde de 192 milhões de euros.

Porém, segundo dados da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), a partir de maio esta receita caiu, tendo-se fechado o ano com apenas 30 milhões em dezembro.

Facto esse considerado inexplicável por Reis Campos, presidente da CPCI, para quem o programa “traduziu-se num sucesso sem precedentes”. “Estamos a falar de 3.086 mil milhões de euros, ou seja, 90,4% do total apurado no âmbito deste programa, que geraram mais de 210 milhões de euros em receitas diretas para o Estado e um conjunto muito significativo de efeitos positivos em diversos outros setores, como o comércio e o turismo”.

E, apesar de as estimativas da Associação Portuguesa de Resort apontarem para que o número de ARI atribuído por aquisição em resorts não ultrapasse os 20% do total de aquisições, Pedro Fontaínhas, diretor executivo da associação, refere que este é “um dos mais rentáveis instrumentos de competitividade para o nosso país. Não podemos permitir que se degrade”.

Na opinião de Reis Campos, “há que ultrapassar rapidamente os entraves burocráticos que estão perfeitamente identificados e recolocar em pleno funcionamento” este programa que, a partir de 2015, foi alargado à atividade de reabilitação urbana. Mas, prossegue a CPCI, até ao final do ano passado, tinham sido atribuídos “apenas 84 vistos Gold através do investimento em reabilitação urbana”, dos quais 75 foram concedidos durante 2017. Este decréscimo em Portugal representa, porém, uma oportunidade para outros concorrentes, sobretudo da vizinha Espanha.



Segmento dinâmico

Pedro Fontaínhas sublinha que, em 2017, verificou-se um aumento da procura por parte dos mercados tradicionais, como o Reino Unido, e “o alargamento aos resorts de uma procura que estava centrada nas cidades”.

É assim que, para 2018, a APR tem “boas e fundamentadas perspetivas”. Por um lado, “o aumento dos preços do imobiliário nas grandes cidades está a reforçar a competitividade da oferta nos resorts”, afirma Pedro Fontaínhas. Por outro, “a previsão de crescimento do turismo nacional e internacional vai aumentar a visibilidade e o interesse por este tipo de oferta”.

Por outro lado, “Portugal tornou-se um país na moda”. O mix das vantagens competitivas “em termos geográficos, climáticos, infraestruturais, culturais e sociais são difíceis de igualar”, afirma o diretor executivo da APR. “Uma retoma agressiva dos países que antes estavam mais ativos enfrentará a notoriedade adquirida pela nossa oferta. E não é expetável que problemas como a falta de segurança se possam resolver de um dia para outro, ao ponto de sair do leque de preocupações dos seus clientes”.

Já o impacto direto do Brexit “seria pela via das taxas de câmbio”, resume. “Uma libra demasiado fraca poderia reduzir o poder de compra dos britânicos, mas seria expetável que a libra, a cair, caísse mais em tempos de incerteza, como o atual”. Ora, prossegue, “as flutuações cambiais não têm sido grande problema”. Assim, “o que pode sempre inverter qualquer tendência de crescimento económico é a instabilidade fiscal, assunto em que o nosso país tem um longo historial”, lamenta.



O peso do turismo residencial

De acordo com os dados do INE, registou-se uma evolução no primeiro semestre de 2017, face ao período homólogo, de 18% no número de operações e de 25% no valor total dos negócios. Lisboa, Algarve e litoral alentejano, sobretudo o eixo Troia-Comporta, representaram cerca de 50% do número de transações e 60% do valor dos negócios realizados em Portugal continental.

Segundo os dados publicados pela Confidencial Imobiliário (SIR95 – “High End Market”) - as transações na gama alta nos locais prime de Lisboa, onde se localiza a oferta de turismo residencial, situaram-se no segundo trimestre perto dos 9.200euros/m2.

Já nas outras regiões analisadas, também de acordo com a mesma fonte (SIR - Turismo Residencial), os valores de venda situam-se entre os 3.700 euros/m2 e os 4.750 euros/m2 para apartamentos e moradias, respetivamente.