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Notícia

Depois de um 2019 excecional, mercado espera um 2020 satisfatório

O ano de 2019 foi excecional para o mercado imobiliário em praticamente todas as vertentes. Mas as expectativas para 2020 também são boas.

Parece consensual que o ano de 2019 foi altamente positivo para o mercado imobiliário. E em praticamente todas as suas vertentes. Francisco Horta e Costa, da CBRE, comentou ao Público Imobiliário que o ano que agora findou acabou por ser melhor que 2018, já de si excecional. “Houve muitas transações no mercado, nomeadamente de imobiliário de rendimento. Houve transações de terrenos, desde centros comerciais a escritórios passando por hotéis”.

Para Horta e Costa, correu tudo excecionalmente bem em 2019, apesar de considerar haver aspetos que têm de ser corrigidos, nomeadamente o preço das habitações. “Algo que se pode resolver trazendo mais oferta para o mercado. Oferta essa que está no pipeline, o que é uma boa notícia. Existem vários promotores imobiliários que compraram terrenos e que estão a aprovar projetos residenciais de grande escala em Lisboa mas também à volta da capital, incluindo na margem sul. Diria que isso terá impacto no preço das habitações a médio prazo”.

No que concerne ao imobiliário de rendimento, Horta e Costa refere que cerca de 90% do investimento é estrangeiro. “Houve um aumento do investimento português, mas à escala do mercado global ainda tem uma expressão muito pequena”.

Outra tendência salientada por Francisco Horta e Costa é a aposta de alguns promotores imobiliários em projetos de arrendamento habitacional, igualmente uma boa notícia. “Por exemplo, a Câmara Municipal de Lisboa ter um programa para que seja a edilidade a arrendatária das casas é uma medida que encaixa bem na tendência europeia de investidores imobiliários profissionais. Isso vai chegar a Portugal em breve e é uma boa notícia”.



Para o Millennium bcp 2019 foi muito interessante

Por parte do Millennium bcp, e para a área dos grandes imóveis a Norte, Nuno Marçal, coordenador comercial, assume que 2019 foi um ano muito interessante, em “que se superaram as nossas próprias expectativas face ao mercado. O mercado respondeu favoravelmente aos imóveis em venda, com um trabalho continuado na identificação e procura dos clientes alvo e de parceiros adequados que também, e principalmente nos ajudaram na venda destes ativos. Foi também um ano em que o número de ativos em venda se reduziu bastante face ao número de vendas realizadas e ao menor fluxo de imóveis que entraram para a carteira”.

Do ponto de vista de Ramiro Gomes, coordenador comercial da área dos grandes imóveis Sul do Millennium bcp, 2019 foi um ano que podemos caraterizar de “cruzeiro”. Pretende dizer com isto que “foi um ano estável, talvez um pouco de maior maturidade na análise dos investimentos que em períodos imediatamente anteriores, mas no qual a procura se manteve em bom plano.” Portugal manteve-se no radar internacional dos investidores, de origens diversas, como Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, França, etc.), Brasil, EUA, e outros.

Segundo Nuno Marçal, as zonas geográficas mais significativas a norte e em 2019, em termos de volume de vendas foram as do distrito do Porto, seguidas pelas dos distritos de Coimbra, Braga e Aveiro. As perspetivas para 2020 dependem da carteira de imóveis para venda, mantendo-se a importância destes distritos e uma possível subida de distritos do interior do País.

Para Ramiro Gomes, e no que diz respeito aos grandes imóveis Sul, ao nível do investimento já mencionado, Lisboa mantêm-se como a zona de eleição e o interesse alarga-se a toda a linha de Cascais. Alguns investidores olham também para a região do Algarve. “Neste início de 2020, não antevemos grandes alterações neste panorama, com manutenção da procura a bom nível e com uma análise mais fina dos investimentos, o que é normal face à evolução do estado do imobiliário em que o nível de preços está num plano superior relativamente a anos atrás”

Com a área não residencial a continuar a ser a que mais peso tem na carteira do Banco, estes responsáveis explanam que o mercado residencial, em particular o de Lisboa, vai ter substanciais alterações nos próximos anos, com início já no corrente ano. “Como é sabido, o núcleo central da cidade de Lisboa foi objeto de enorme pressão do lado da procura, que levou à subida de preços e redução de produto disponível. A construção de novas habitações esteve parada, situação que tem estado em mutação desde há cerca de dois anos, com início de novos projetos que vão dotar a cidade de produto novo, a preços diferentes do triângulo Baixa, Chiado e Av. da Liberdade. Trata-se de habitações para um mercado diferente, essencialmente para nacionais de ‘classe media’”.

Segundo Nuno Marçal, 2020 será um ano de grandes desafios para a venda dos imóveis em carteira na região norte, porque são ativos específicos para targets de mercado específicos. “Vamos explorar esses desafios da melhor maneira, aproveitando a procura existente, colocando os nossos imóveis no radar dessa procura e em todos os quadrantes de mercado. Este trabalho será feito tanto por nós como pelos nossos parceiros, com mais enfoque, estratégia adequada e soluções que permitam concretizar resultados.”

Na opinião de Ramiro Gomes, irá haver alguma estabilidade, embora com uma possível tendência de abrandamento nos grandes investimentos, mas com boa dinâmica no setor habitacional e no segmento de escritórios na região de Lisboa. A par disto, poderá haver igualmente uma boa dinâmica de investimento em segmentos como residências para estudantes e para seniores, espaços de co-working e co-living, com procura de terrenos disponíveis para o efeito.



Um dos melhores anos na captação de investimento

Paulo Silva, da Savills Portugal, considerou 2019 um ano verdadeiramente fantástico no que diz respeito ao investimento imobiliário em Portugal “porque chegou à fasquia dos quatro mil milhões de euros, um dos melhores anos de sempre na captação de investimento, com um peso muito importante por parte de investidores estrangeiros”. Ou seja, um balanço extremamente positivo.

Quanto aos ativos do Millennium bcp que a Savills Portugal tem disponíveis para comercializar, Paulo Silva diz estar otimista quando ao seu escoamento durante 2020, até pelo facto de o investimento já não se extinguir nas principais cidades como Lisboa e Porto. “É um investimento que já começa a olhar para outros segmentos de mercado que normalmente querem capitais que não exigem retornos tão breves. Capitais que podem estar ‘adormecidos’ durante algum tempo”, disse em declarações ao Público Imobiliário.



2020, um ano de continuidade

Já para Paulo Sarmento, da Cushman & Wakefield, o ano de 2019 foi, mais uma vez, um ano ímpar para o imobiliário nacional. “O volume de transações de imóveis comerciais aproximou-se daquele de 2018, o qual constituiu um record difícil de superar. O mercado ocupacional continuou bastante robusto, sobretudo no setor de escritórios, ajudando assim a manter muito elevada a procura de imóveis para rendimento”.

Quanto ao ano que agora deu entrada, este profissional não prevê mudanças significativas. “O presente ambiente de taxas de juro baixas, associado à crescente alocução de fundos para ativos imobiliários e à desproporção entre o grande apetite dos investidores institucionais (de todos os perfis de risco/retorno) e o muito limitado stock de ativos para venda, leva-nos a estar bastante otimistas quanto às possibilidades de venda dos ativos do Millennium bcp”.



O ano da terra

Também para a JLL as expectativas para o novo ano são muito positivas. Em declarações ao PI, Manuel Mello revelou que é esperado que 2020 seja novamente o “o ano da terra”, com investimento em projetos de grande escala fora das zonas prime e direcionados para as famílias portuguesas. “Em paralelo prevê-se que a ‘Co-Revolution’ – Coliving e Coworking – bem como os conceitos de Student Housing e Senior Housing continuem a crescer e a dinamizar o mercado. Também as novas SIGI prometem mexer com a indústria este ano, pois podem ter um efeito propulsor ainda maior para o setor e podem ter um contributo determinante para o arranque de um mercado de arrendamento residencial com escala”.

O especialista advoga ainda que o mercado imobiliário continuará desta forma na mira dos investidores internacionais, com a crescente procura de espaços por parte de grandes multinacionais e startups tecnológicas, com mais turismo, com mais estudantes, um retalho com experiências diferentes e inovadoras e novos conceitos na habitação e no trabalho. “Também em linha com 2019, espera-se que em 2020 a banca se mantenha muito ativa na colocação de ativos imobiliários que têm sido alvo de grande interesse por parte dos investidores”.