Pesquise a sua casa passo a passo

SIGA OS SEGUINTES PASSOS PARA OBTER O SEU RELATÓRIO DE VALOR IMOBILIÁRIO

  • 1 Preencha o formulário abaixo com os dados do fogo cujo valor/renda pretende determinar.
  • 2 Confirme antes de submeter o formulário.
  • 3 Preencha os campos com os seus dados de contacto.
  • 4 Proceda ao pagamento eletrónico do serviço. Cada Relatório tem um preço de 30,00€.
  • 5 Os dados do imóvel serão reportados à Confidencial Imobiliário (Ci) que em 24 horas* devolve um relatório por via eletrónica. Antes de serem enviados, os resultados são validados por um técnico da Ci, recorrendo à análise estatística do mercado / tipologia selecionados.
  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

Em lume brando

Por muitos anos a habitação esteve longe da ribalta, não merecendo por parte de sucessivos Governos a atenção que merecia, sobretudo tendo em conta a importância que tem, quanto mais não seja por ser um dos direitos fundamentais dos cidadãos.

Opinião



Luís Lima, Presidente da APEMIP



O resultado de anos e anos em que este tema esteve longe da agenda política, foi aquele que se poderia esperar: na altura em que, finalmente, um Governo pega nesta pasta (com a criação da Secretaria de Estado da Habitação, e na última remodelação do Executivo, com o Ministério das Infraestruturas e Habitação), o “circo” já arde e com labaredas bem altas.



Os problemas habitacionais que os jovens e famílias portuguesas hoje atravessam, são o culminar desta displicência com que os temas da habitação, no geral, do arrendamento urbano, em particular, foram tratados por sucessivas décadas.



Mas, como diz o ditado, mais vale tarde do que nunca, o Governo está hoje atento a esta questão, estando aliás em discussão três projetos de lei de bases da habitação (do Partido Socialista, do Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda), sobre as quais fui ouvido recentemente em audição parlamentar (enquanto Presidente da APEMIP e da CAMAU), que propõem definir as linhas mestras pelas quais se deverão gerir as políticas de habitação futuras.



Só que, enquanto se debate e se discute, o tempo vai passando e o problema vai-se adensando. Bem sabemos que depressa e bem não há quem, mas os jovens e famílias portuguesas que se vêm a braços com estes problemas não podem esperar mais.



E o mercado também não. Imobiliário e Turismo são, neste momento, dois dos principais vectores da economia nacional, que também dependem intrinsecamente da perceção e da credibilidade que o Portugal tem além-fronteiras.



Este compasso de espera que se tem feito sentir sobre as propostas relacionadas com o mercado habitacional, vão deixando o mercado a cozer em lume brando.



Urge entrar em vigor esta lei de bases, para que sirva de matriz para o que deve vir a seguir. Atualmente, vão-se tratando de propostas quase avulsas, o que deixa os próprios agentes de mercado baralhados sobre o que foi ou não aprovado e sobre o que entrará ou não em vigor, o que acaba por resultar em alguma retração, que aliás, se começa a fazer sentir.



Sabemos que o consenso é importante, e que nem sempre é fácil conseguir reuni-lo, mas mais importante ainda que isso é dar respostas ao mercado, para que este, por sua vez, possa, com o apoio do Estado e da garantia da sua função social, dar as respostas que os jovens e famílias portuguesas hoje procuram.



No fundo, todas as partes procuram o mesmo: equilíbrio e estabilidade. E tudo isso envolve planeamento e concretização, mas isso leva tempo. Tempo que não temos, quando os problemas habitacionais crescem de dia para dia.