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Notícia

Empreendedorismo faz crescer procura de espaços de negócio fora de Lisboa e Porto

Os portugueses estão mais empreendedores e as cidades mais periféricas também o sentem, com os novos negócios a pesarem entre 25% a 50% na procura de espaços empresariais e comerciais.

Ana Tavares

Se a procura de espaços para instalação e desenvolvimento de negócios novos se faz sentir “em larga escala nos grandes centros de Lisboa e Porto”, também nas cidades periféricas, “temos sentido essa nova vaga de negócio”, confirma Joana Resende, arquiteta e Gerente da agência Century 21 Arquitetos, referindo-se aos concelhos de Gondomar, Maia e Gaia. “Sentimos uma grande procura de empreendedores por espaços comerciais, escritórios, armazéns e até terrenos para a instalação destes negócios”, diz Joana Resende, explicando que as novas empresas são mesmo responsáveis pela quase totalidade das transações de imóveis não residenciais. O aumento do peso deste segmento no total das vendas mostra bem a vitalidade do ecossistema empreendedor: “A comercialização deste tipo de imóveis (não residenciais) representou 5% das vendas no último trimestre de 2016, tendo subido de uma forma impressionante para 22% no 1º trimestre de 2017”, diz Joana Resende. A procura surge por via “direta na nossa agência”, mas também é visível “nos pedidos constantes que chegam das autarquias locais”.

Luís Silva, Sócio-gerente da Casas & Retomas, confirma que ”há uma grande procura de espaços por empresas recém-criadas” e, no seu negócio, são já responsáveis por 40% a 50% da procura de imóveis não residenciais, num contexto em que “sentimos, desde há um ano, uma forte dinâmica” deste segmento, diz. As vendas refletem esta tendência, com os imóveis não habitacionais a pesarem 30% na faturação da Casas & Retomas. Além dos concelhos de Gaia, Maia e Gondomar, esta mediadora, que trabalha o Grande Porto, atua também no Porto e Matosinhos e revelou ao Público Imobiliário que a procura tem sido de tal forma crescente que “em alguns casos já tivemos propostas de vários clientes para o mesmo imóvel”, que “tivemos que desempatar”.

Também Pedro Fernandes, Diretor Comercial da Medium, que além da Maia trabalha no concelho de Famalicão, diz que “a captação de novas empresas e novos negócios” está a fazer mexer o imobiliário não residencial. No caso da Medium, gerou cerca de 25% do volume de vendas desse segmento que abrange espaços comerciais, de escritórios e industriais, adianta ao Público Imobiliário este profissional.

Numa perspetiva mais abrangente do território nacional, Cruz Lança, Responsável de Vendas – Retalho Norte da Direção de Negócio Imobiliário do Millennium bcp, confirma que, no âmbito das campanhas de imóveis promovidas pelo Banco dirigidas a empreendedores, a venda de ativos “vem crescendo nos últimos dois anos na sequência da criação de muitas pequenas e microempresas”. O Banco tem atualmente em curso uma nova edição da campanha do Empreendedorismo, e, tendo em conta estes resultados anteriores e “o crescimento económico dos últimos tempos”, espera mesmo que a atual iniciativa “seja a melhor dos últimos anos”. São cerca de 40 imóveis comerciais e de serviços dispersos por 13 distritos do país, uma oferta que Cruz Lança espera que seja vendida “em cerca de um terço ou até metade”.



Portugueses estão mais empreendedores

Motor de desenvolvimento da economia de um país, o empreendedorismo parece aguçar-se com os períodos de crise e Portugal é disso reflexo. O ecossistema empreendedor tem ganho especial relevo nos anos mais recentes e de acordo com um estudo da Informa D&B, o crescimento deste movimento foi uma das consequências das transformações significativas no tecido empresarial português ao longo da última década. Só nos últimos dois anos (2015 e 2016) foram criadas mais de 37.000 empresas por ano, quando a média anual de nascimentos entre 2007 e 2015 é inferior a 25 mil empresas. Também o tipo de empresas criadas parece confirmar esta tendência, com 49% das constituições em 2016 a serem sociedades unipessoais (contra 36% em 2007).

Também na atitude, os portugueses estão mais abertos ao empreendedorismo. O estudo internacional AGER (Amway Global Entrepeneurship Report) de 2017, revela que 67% dos portugueses mostra uma atitude positiva perante o empreendedorismo, numa subida de 10 pontos percentuais face ao ano anterior. No caso dos Millenials (ie. nascidos nas décadas de 80 e 90), esse peso sobe para 78%, sendo esta a geração de portugueses que mostra mais vontade de desenvolver o seu próprio negócio. Entre as motivações para a criação do próprio emprego, destacam-se ser o próprio chefe; concretizar ideias pessoais; regressar ao mercado de trabalho; conciliar trabalho, família e lazer; ou obter uma segunda fonte de rendimento.

Nas geografias, Lisboa é a região que demonstra uma atitude empreendedora mais positiva, revela este estudo. Não será de estranhar, já que na concretização efetiva do empreendedorismo, as noticias vindas da capital são animadoras. De acordo com um dos mais conceituados relatórios globais nesta área - o Genome Report –, o ecossistema de startups de Lisboa gerou 1,3 mil milhões de euros. A cidade foi pela primeira vez incluída neste documento em 2017, tendo sido valorizados fatores como a existência, acima da média, de mulheres fundadoras de startups tecnológicas (17% em Lisboa, contra 15% global); a abertura de Lisboa a estrangeiros; e a qualidade do trabalho desenvolvido pelas startups da capital. A projeção dada pelo Web Summit também não é de ignorar, mas os números não enganam: em 2016, Lisboa contava com 475 startups, um ecossistema que gerou mais de 3.164 postos de trabalho.