Pesquise a sua casa passo a passo

SIGA OS SEGUINTES PASSOS PARA OBTER O SEU RELATÓRIO DE VALOR IMOBILIÁRIO

  • 1 Preencha o formulário abaixo com os dados do fogo cujo valor/renda pretende determinar.
  • 2 Confirme antes de submeter o formulário.
  • 3 Preencha os campos com os seus dados de contacto.
  • 4 Proceda ao pagamento eletrónico do serviço. Cada Relatório tem um preço de 30,00€.
  • 5 Os dados do imóvel serão reportados à Confidencial Imobiliário (Ci) que em 24 horas* devolve um relatório por via eletrónica. Antes de serem enviados, os resultados são validados por um técnico da Ci, recorrendo à análise estatística do mercado / tipologia selecionados.
  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

Estamos preparados…para estar em Ordem

30% das transações imobiliárias são feitas sem recurso a mediador imobiliário, o que significa que 30% do mercado não é regulado, pois não há qualquer fiscalização a quem atua sem respeitar as leis que regem este sector, colocando em causa a segurança daquele que é um dos negócios mais importantes da vida das pessoas.

Opinião

Luís Lima - Presidente da APEMIP


Em 2013, entrou em vigor a nova lei da mediação imobiliária que resultou da transposição de uma Diretiva da União Europeia que impôs a eliminação de entraves no acesso à profissão de mediador (e a outras profissões), trazendo a esta classe aspetos positivos, e outros não tão positivos. Ao facilitar o acesso à profissão, simplificaram-se procedimentos, mas caíram obrigatoriedades como a formação profissional (que se mantém apenas para o Combate ao Branqueamento de Capitais), que era essencial para familiarizar os agentes do mercado com os procedimentos e a ética que o caracteriza. Uma perda que acabou por se fazer sentir, sobretudo pelo consumidor.

Mas pior do que lidar com agentes menos bem preparados, é entregar um negócio tão importante como a venda ou a compra de uma casa, a alguém que atua à margem da lei e que não dá quaisquer garantias de segurança. O não cumprimento das regras que o Estado impõe, nomeadamente no que concerne ao cumprimento dos requisitos para a manutenção da licença AMI, exclui a fiscalização de negócios cujos contornos ninguém conhece, enquanto que quem cumpre a lei se vê obrigado a atuar como uma espécie de fiscal do Estado, sem que haja qualquer reconhecimento pelo desempenho desta tarefa.

Enquanto mediador e representante do sector, compreendo este dever, mas não aceito que a fiscalização seja feita apenas a quem cumpre a lei, não havendo quem controle o mercado paralelo que não para de crescer. O órgão regulador, IMPIC, parece não ter as condições e os recursos necessários para levar a cabo o combate à mediação ilegal, e por isso a APEMIP já se disponibilizou publicamente, por variadas vezes, a desempenhar essa tarefa ao lado do Estado.

Mais do que nunca chegou a hora desta profissão ser autorregulada e de dar este passo que já esteve previsto protocolarmente, mas que foi adiado no período da Troika, por não se considerar um tema prioritário.

Mas agora é. O mercado exige-o, a classe também, e a APEMIP será sempre o que as suas associadas quiserem que ela seja. E, neste momento, exigem que tenha mais responsabilidades, o que poderá acontecer com uma eventual transição para uma ordem profissional, que atue contra quem põe em causa a credibilidade dos mediadores que tantas dificuldades tiveram para atingir o estatuto de reconhecimento que agora corre o risco de perder devido a quem é desprovido de qualquer ética e respeito pelos seus clientes,

Neste momento, a APEMIP está de braços amarrados, e só poderá atuar efetivamente se o Estado assim lhe delegar esta responsabilidade. E não se pense que haveria facilitismos, bem pelo contrário. Não há maior e melhor fiscalização do que aquela que é feita dentro da própria casa.

Estamos preparados para dar este passo, e para sermos uma Ordem. Esperamos que o Estado assuma e breve a necessidade de contar connosco para promover um mercado mais seguro e transparente para todos.