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Notícia

Estratégias de investimento com foco em cidades e macrorregiões

Madrid, Lisboa e Barcelona são os grandes eixos ibéricos para o investimento internacional

Introdução dos REITs aporta diversificação dos perfis e das nacionalidades investidoras

Susana Correia

Nos últimos anos, o investimento imobiliário tem vindo a disparar na Ibéria onde, à semelhança do que se verifica um pouco por todo o mundo, “o capital deixou de ter nacionalidade”, afirmou Carlos Lobo, ex-secretário de Estado, Partner e Tax Leader da EY Portugal, lembrando que embora aquele “circule por todo o mundo, só vai ser investido nos destinos onde faz sentido”.

Mais do que países, hoje os grandes investidores desenvolvem as suas estratégias de alocação de capital com foco em cidades e macrorregiões. “Os grandes players asiáticos e norte-americanos não olham para Espanha ou para Portugal de forma individualizada ou como um território nacional isolado, mas sim para as suas cidades e para estes territórios como parte integrante de uma região mais vasta, a Ibéria”, defende aquele responsável.

Uma ideia comum a Mikel Marco-Gardoqui, Head of Capital Markets da CBRE España, para quem o investimento imobiliário se desenvolve hoje “como um mercado essencialmente de cidades e não de países” e com “Madrid, Lisboa e Barcelona a serem os grandes eixos ibéricos”. Carlos Lobo não tem dúvidas que “esta lógica de termos um mercado de cidades e não de países, é algo que se vai acentuar cada vez mais no futuro”.

Esta foi, aliás, uma das grandes tendências apresentadas no almoço-conferência Vida Imobiliária, dedicado ao «Investimento Imobiliário na Europa e em Portugal: Tendências e Evolução», tema que foi trazido a palco por estes dois especialistas.



Bons ventos de Espanha

Mikel Marco-Gardoqui, Head of Capital Markets da CBRE España, foi primeiro a subir ao palco, traçando um retrato geral da forma como o mercado de investimento imobiliário se transformou radicalmente em Espanha na última década. “Há algumas coisas que se passaram em Espanha que cremos que podem vir a repetir-se em Portugal”, começou por dizer.

É o caso por exemplo, das Socimi, sociedades de investimento imobiliário inspiradas na modelo dos REITs (Real Estate Investment Trusts) que, nos últimos anos, fizeram disparar a capitalização do mercado espanhol e foram uma ferramenta fundamental para a atração de inúmeros grandes investidores estrangeiros para o país.

“Apesar deste sucesso, importa saber que anteriormente já tinha havido várias tentativas em Espanha para criar e implementar um modelo de REIT’s em Espanha, mas a fórmula de sucesso não apareceu logo”, lembrou o responsável da CBRE, fazendo um paralelismo com aquilo que se passa hoje em Portugal, onde a criação de um regime equiparado aos REITs continua a ser uma das reivindicações do setor. “Mas, agora passado um par de anos desde a sua entrada em funcionamento, o seu efeito está à vista e os números falam por si: 12 mil milhões de euros em valor de mercado. Já para não falar que o seu efeito vai além da fronteira espanhola, e é benéfico para todo o mercado ibérico”, diz ainda, exemplificando com o caso da Merlin que, sendo uma das maiores Socimi espanholas, é também um investidor de referência em Portugal, e tem como objetivo “continuar a ganhar visibilidade a nível ibérico”.

Outro efeito benéfico, e que poderá encontrar paralelo em Portugal caso o nosso país venha a implementar um regime equiparado ao dos REITs, é a diversificação dos perfis e das nacionalidades investidoras, notou ainda Mikel Marco-Gardoqui. “Nos últimos três anos, o mercado espanhol tem tido uma recuperação em flecha, mas acompanhada de uma mudança rápida. Passámos de um contexto dominado por investidores de perfil oportunistico e value-add em 2014, para um mercado muito diferente em 2017, onde os perfis mais oportunísticos já não são os compradores mais ativos – e estão, pelo contrário a vender os ativos adquiridos em “saldo” – e no qual os principais intervenientes já são investidores de perfil core e, sobretudo nos segmentos mais prime, de perfil core +”.