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  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

Formação e qualificação: precisam-se!

É recorrente falar-se sobre os desafios da formação e qualificação em Portugal. Para concretizar estratégias de sucesso, é fundamental atrair o talento adequado, potenciar a formação e a qualificação dos recursos humanos.

Opinião

Manuel Reis Campos - Presidente da AICCOPN


Efetivamente, a realidade mostra que as políticas públicas, nesta área, para além de não corresponderem às necessidades das empresas, não souberam antecipar a evolução do mercado. O Setor da Construção e do Imobiliário constitui um bom exemplo desta situação, com a diminuição do número de técnicos e profissionais que se previa saírem das nossas escolas e centros de formação profissional e a crescente procura de trabalhadores portugueses por parte de empresas nacionais e estrangeiras. A resposta a esta necessidade imediata, passa pela criação de um Regime Especial de Mobilidade Transnacional, que permita às empresas nacionais trazer para Portugal profissionais que já estão a trabalhar para as mesmas nos mercados externos. São trabalhadores que fazem parte dos quadros destas empresas e que deveriam poder prestar o seu trabalho, em Portugal, para os seus atuais empregadores.

Já por diversas vezes referimos a falta de mão-de-obra especializada como um problema estrutural que Portugal enfrenta. Em especial, só para a Construção e Imobiliário, a curto prazo e ainda sem ter em consideração os Projetos estruturantes incluídos no Programa Nacional de Investimentos (PNI2030), são precisos cerca de 70 mil trabalhadores especializados, para responder à procura criada por todos os segmentos da atividade.

O Setor da Construção e Imobiliário teve de se adaptar a novas realidades e exigências. À Reabilitação Urbana, ao novo ciclo de investimentos a iniciar em 2020 e à internacionalização do Setor, juntam-se novos conceitos e metodologias. A Era Digital ou da Informação, a Indústria 4.0, a Internet das Coisas, caracterizadas por alterações nas tecnologias que possibilitam a interligação entre o mundo físico e o digital, terão impacto em todas as áreas de atividade, economias e indústrias, designadamente na Construção, o qual constitui um desafio, não só para as nossas empresas mas, sobretudo, para o desenvolvimento futuro da economia nacional.

A resposta às necessidades setoriais passa pela articulação estreita entre as empresas, as Associações e Confederações que as representam, reforçando, cada vez mais, a proximidade com os Centros de Formação Profissional. Partindo do levantamento que deverá ser realizado pelas Associações e, por via destas, junto das empresas de todos os setores, das funções com dificuldades de recrutamento e respetivo enquadramento geográfico, permitir-se-á que as escolas e os centros de formação possam dar uma resposta ajustada ao mercado de trabalho, promovendo-se o necessário ajustamento dos perfis já existentes no Catálogo Nacional de Qualificações.

Esta é uma das mais-valias que identificamos nos Conselhos Setoriais para a Qualificação, enquanto estruturas consultivas do Sistema Nacional de Qualificações, coordenados pela Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, I. P., cuja composição deve refletir todos os setores de atividade, como é o caso da Construção e do Imobiliário, correspondendo, desta forma, às recomendações da Comissão Europeia e contribuindo para a melhoria do nível de competências, associadas às respetivas certificações, com vista a alcançar as metas estabelecidas da resposta formativa, às necessidade reais do mercado de trabalho deste Setor.