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Notícia

Habitação a preços acessíveis será a tendência de mercado

Lisboa incluída neste cenário traçado pelo Emerging Trends in Real Estate Europe 2018

Lisboa ocupa o 11º lugar das melhores cidades europeias para investimento

Ana Tavares

A oferta de habitação a preços acessíveis será a tendência a dominar o mercado imobiliário no próximo ano e seguintes. De acordo com o estudo Emerging Trends in Real Estate Europe 2018, desenvolvido pelo Urban Land Institute e pela PwC, este cenário vai estender-se à capiotal portuguesa.

Para Jacqui Collins, Director Business Development da ULI, “este ano vemos perspetivas mais otimistas em relação às economias do que no ano passado”, sendo que o dinamismo sentido em Lisdboa “desceu ligeiramente, apesar de se considerar interessante”, seja “pelos seus preços relativamente baixos, pelo Governo visto como flexível, pela tecnologia e crescimento da economia”. Mas, acrescentou, “continua a ser visto como um país pequeno com questões de liquidez”.

Esta responsável acrescentou que o mercado residencial “pode ter aquecido demasiado devido aos residentes nao habituais e vistos Gold”, gerando aquilo que apelidou de “crise de acessibilidade”, sobretudo na habitação. O que significa, na sua perspetiva, “que serão criadas oportunidades fora de Lisboa”.

Por outro lado, no sentido de ter acesso aos ativos imobiliários, a maioria dos inquiridos nestes estudo acredita que “reabilitação e reconversões são a maneira de chegar aos ativos prime”. Neste sentido, “o ambiente de negócios deverá continuar otimista nos próximos três a cinco anos”.



Lisboa atrai investidores

Lisboa segue no 11º lugar das melhores cidades para investimento imobiliário na Europa no próximo ano. Segundo o estudo, os investidores investem cada vez mais em setores e produtos alternativos. A capital portuguesa baixou quatro posições neste ranking, mas continua a assumir-se como muito atrativa para os investidores estrangeiros, refere o documento.

Francisco Horta e Costa, Chairman da ULI Portugal e Managing Director da CBRE, adiantou que “todos os setores do mercado atraem investidores, sem exceção”, que “surgem de todas as partes do mundo” e “olham para os setores alternativos”, como sendo o setor das residências de estudantes, residências sénior, ou mesmo a área da saúde e a logística, que é favorecida com o crescimento do comércio online e com as mudanças nos centros comerciais.

Este operador lembra que “o começo do investimento estrangeiro em Portugal deu-se só pelo driver do comportamento do mercado de capitais. Não tínhamos crescimento económico, mas hoje há uma mudança de paradigma em Lisboa”. Acredita por isso que “é um mercado mais saudável e sustentável que em 2006”.

O próprio grupo Pestana pondera entrar no mercado do alojamento local, como afirmou João Pinto Coelho, Executive Board Member do grupo na ocasião, explicando que esta pode ser “uma forma de diversificar a nossa oferta. É um conceito diferente”, numa altura em que “o nosso preço é comparativamente mais baixo” com outros mercados comparáveis, e “por isso temos espaço para crescer nos vários segmentos”.



Preços sofrem correção

No debate em torno deste estudo, vários especialistas concordaram, de uma forma geral, que haverá algum sobreaquecimento do mercado residencial no centro de Lisboa.

O “caminho que o residencial vai tomar” e “o tempo que este ciclo vai durar” foi abordado por Eduardo Netto de Almeida, Senior Partner e Managing Director da Lantia, para quem a preocupação reside em “desenvovler produto que se venda daqui a dpos anos, e não só daqui a 10”.

E lembrou, a propósito de tendências de futuro, que “não faz sentido falarmos só em millennials quando parte importante da riqueza e da pirâmide demográfica está nas gerações mais velhas”. Mas considerou que os preços não estão “disparatados, principalmente se compararmos com outros mercados. Nos outros mercados a classe média também não consegue viver no centro, isso é normal”.

Bernardo Pinto Basto, Chief Investment Officer da Norfin, acredita que se avizinha “uma correção dos preços dos ativos, de um excesso de exuberância e de liquidez”, lembrando que “para muitos investidores, o imobiliário não passa de um ativo financeiro”. Se “antes tínhamos dificuldade em convencer os investidores de que valia a pena investir em Lisboa”, “hoje queremos fazer ver aos investidores que as condições de mercado não são tão sustentáveis em muitos setores”.

E, alerta, “sabemos que o rendimento médio disponível das famílias portuguesas não mudou nos últimos 10 anos, e que compram casa a 2500 e 3000 euros por metro quadrado, não a 7000”, concluiu.