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Notícia

Imobiliário português gera retorno de 12,1% aos investidores em 2015

É um dos melhores retornos proporcionados desde 2000 e coloca o país entre um dos menos voláteis a nível global para o investimento imobiliário, com os investidores a manterem a confiança em Portugal.

Susana Correia

No ano passado, os imóveis detidos por investidores em Portugal proporcionaram um retorno de 12,1%, revelou há dias a MSCI, no âmbito dos resultados anuais do Índice de Investimento Imobiliário IPD Portugal, que mede a performance do investimento imobiliário no nosso país desde 2000. Esta é uma das melhores performances registadas pelo mercado nestes dezasseis anos (o ponto mais alto foi 13,7% em 2002) e também no contexto global, o imobiliário português está a apresentar um comportamento sólido. “O índice português é claramente um dos menos voláteis entre todos os mercados mundiais que analisamos”, comenta Luís Francisco, Senior Associate da MSCI. E embora ainda não tenham sido divulgados os resultados agregados do índice global, que compara a performance do investimento imobiliário em vários mercados mundiais, este responsável adianta que “em 2015, o índice português foi um dos que devolveu melhor performance e está mesmo no top 10 dos índices IPD/MSCI”, o que, na sua opinião, “confirma que Portugal está posicionado claramente como um mercado atrativo”.

E também da parte dos investidores, a perceção de que o mercado continua promissor parece dominar. Durante a apresentação pública dos resultados deste índice, Daniel Galvéz, head de RE Asset Management Iberia do Deutsche Asset Management, afirmou que “2016 será um bom ano para Portugal, continuando a rota de crescimento iniciada em 2015”. Rodrigo Vázquez, Head of Research Spain & Portugal da CBRE Global, considera, por seu turno, que Portugal tem oportunidades interessantes, especialmente na área de retalho. “Acredito que o retalho, não só os centros comerciais, mais também o comércio de rua, serão setores muito promissores para investir em 2016”, afirma. Na visão de Daniel Galvéz, este segmento em Portugal é bastante mais atrativo para investir do que em Espanha, “porque há ainda mais produto disponível para comprar”, embora alerte para o facto de ser necessário ter em atenção “fatores como o take-up”.

Também o impacto da economia foi lembrado pelos investidores presentes como outro fator a ter em consideração. Isto porque “embora hoje estejamos a beneficiar da compressão de yields, este cenário não é sustentável a longo-prazo”, defende Daniel Galvéz, que reforça que ”metade do negócio do investimento acontece pelo retorno das rendas“.

De acordo com o índice nacional para 2015, o retorno total do investimento neste ano resulta de um retorno das rendas de 5,9% e de uma valorização de capital de 5,8%, com Luís Francisco a explicar que “a componente das yields foi o que mais sustentou a componente da valorização de capital em 2015”. Ainda assim, o valor dos ativos parece ter bastante espaço para crescer. “Apesar de, nos últimos anos, evoluir positivamente, em média, o valor dos ativos ainda está cerca de 20% abaixo do nível registado no seu ponto mais alto”, explicou o Senior Associate da MSCI



Maior competividade na compra

Isto num cenário em que os investidores “admitem ser mais seletivos e cuidadosos nas compras em 2016”, disse Rodrigo Vázquéz, que considera ainda que “existe hoje mais competitividade na compra de ativos do que há um ano atrás”.

Atento a este mercado “mais ativo e transacional”, José Araújo, diretor da Direção de Negócio Imobiliário do Millennium bcp , considera existir já “alguma escassez de produto em determinados segmentos de negócio e em determinadas zonas do país”. É o caso do produto no centro de Lisboa, “onde se nota já um número muito reduzido de ativos com dimensão disponíveis”. E do lado de quem tem produto para venda, caso deste Banco, “constata-se que existe cada vez mais apetência para se analisar outras geografias do país”: Por exemplo, no segmento não residencial e fora dos grandes centros urbanos, “as oportunidades podem ser bastante apelativas, pois não existe ainda pressão sobre os preços como em algumas zonas de Lisboa”, comenta José Araújo, acrescentando que este tipo de procura pode encontrar resposta na carteira de imóveis do Millennium bcp, que “apresenta uma oferta diversificada para quem acredita no nosso país e queira realmente investir”.

O interesse real dos investidores parece não abrandar, como provam os dados ontem revelados pela consultora imobiliária JLL. De acordo com esta entidade, já no 1º trimestre deste ano, o imobiliário comercial (que exclui sobretudo o de uso residencial e projetos de promoção), captou um volume de investimento de 570 milhões de euros, crescendo mais de 225% face ao primeiro trimestre do ano passado. Boas notícias para o início de ano, depois de um 2015 histórico onde o investimento atingiu níveis nunca antes vistos em Portugal, com perto de 2.000 milhões de euros transacionados