Pesquise a sua casa passo a passo

SIGA OS SEGUINTES PASSOS PARA OBTER O SEU RELATÓRIO DE VALOR IMOBILIÁRIO

  • 1 Preencha o formulário abaixo com os dados do fogo cujo valor/renda pretende determinar.
  • 2 Confirme antes de submeter o formulário.
  • 3 Preencha os campos com os seus dados de contacto.
  • 4 Proceda ao pagamento eletrónico do serviço. Cada Relatório tem um preço de 30,00€.
  • 5 Os dados do imóvel serão reportados à Confidencial Imobiliário (Ci) que em 24 horas* devolve um relatório por via eletrónica. Antes de serem enviados, os resultados são validados por um técnico da Ci, recorrendo à análise estatística do mercado / tipologia selecionados.
  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

Imobiliário precisa de fiscalidade justa e equilibrada

Opinião



Manuel Reis Campos - Presidente da AICCOPN



O IMI é neste quadro, um imposto sobre o património sem qualquer justificação plausível, que tendo sido agravado com o AIMI, o IMI para o Estado, é um importante fator de aumento do custo do acesso à habitação, por parte da generalidade da população, mas com maior impacto junto dos mais jovens e nos territórios localizados fora dos centros das grandes cidades. Com efeito o IMI e o adicional ao IMI incidem sobre casas que por dificuldades de comercialização se mantém nos balanços das empresas de construção, sendo o seu custo agravado por estas faturas tributárias e, este é o momento certo para atuar, quando são apresentadas novas leis que procuram consolidar a estratégia definida no âmbito da Nova Geração de Políticas da Habitação.

Recorde-se que este setor de atividade é discriminado face aos restantes, já que se vê forçado a pagar impostos sobre imóveis que fazem parte dos stocks, do ponto de vista operacional e contabilístico, das empresas, facto que já foi reconhecido pela Administração Fiscal como injusto e altamente penalizador para o tecido empresarial, sem que o Estado, todavia, tenha corrigido esta situação.

O Estado não pode continuar a olhar para o imobiliário como uma fonte inesgotável de impostos, alheando-se das suas responsabilidades no que se refere ao acesso da população a um bem fundamental, como é a habitação. As empresas continuam a fazer um grande esforço para não repercutir estes custos nos preços dos imóveis que vendem. Absorvem prejuízos, que causam graves problemas de tesouraria, situação que é mais grave nas cidades do interior que, lamentavelmente, não estão ainda a assistir a um dinamismo económico como aquele que se sente no centro de Lisboa ou do Porto.

É necessária uma visão estratégica e equilibrada para o mercado imobiliário pelo que, reconhecendo o caráter prioritário com que este Governo, perspetiva a Habitação, seja através da já referida “Nova Geração de Políticas da Habitação”, seja por via dos vários normativos que tem vindo a aprovar, atue neste domínio e atenue estes desequilíbrios induzidos pela carga fiscal sobre o património.

Está em causa a capacidade de atrair investimento para este mercado, de forma a que se possa aumentar a oferta de casas, tanto para aquisição como para arrendamento e reequilibrar a oferta e a procura. Reabilitação Urbana alargada a todo o território nacional, acesso a financiamento e uma fiscalidade justa e equilibrada, são condições necessárias. A estabilidade e credibilidade do nosso sistema fiscal é um aspeto fundamental e não podemos continuar a penalizar as empresas, em especial aquelas que, há muito, desenvolvem a sua atividade e criam emprego no interior do País e que são duplamente penalizadas pela falta de crescimento económico e por um Estado voraz em matéria de impostos.