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Notícia

Investimento em escritórios pode chegar aos 700 milhões este ano

Mercado de escritórios atravessa fase crucial da sua dinâmica, registando procuras recorde por novos espaços de qualidade

O investimento no mercado de escritórios em Portugal “pode chegar aos 700 milhões de euros este ano com alguma facilidade”, apontou Nuno Nunes, diretor de investimento da CBRE.

Falando no decurso do evento “Oportunidade de Investimento no Mercado de Escritórios”, promovido pela APPII em conjunto com o Urban Land Institute, em Lisboa, o mesmo responsável sublinho que “temos um ano francamente bom em termos de investimento”, pois “existe dinâmica que extravasa as principais zonas do mercado”.

O mesmo estima que “exista entre 150 mil a 200 mil m2 de procura efetiva que não encontra espaço” para se instalar. “Prova disto é que o Porto fechou cerca de 40.000m2 no ano passado”, algo que deverá acontecer em 2017.

Na sua leitura, “quem se interessa em Portugal encontra um governo a funcionar”, um país com “o maior crescimento económico dos últimos 10 anos, uma inflação moderada mas positiva nos próximos cinco anos e o desemprego em baixa”.

Com efeito, o mercado de escritórios em Portugal “está numa fase crucial da sua dinâmica”, registando procuras recorde por novos espaços de qualidade. Mas apesar de tanta procura, ainda há muito poucos projetos especulativos em pipeline. A maior rentabilidade da habitação é um dos principais fatores para este fenómeno, referiu Francisco Horta e Costa, chairman da ULI.

Segundo referiu este operador, “há muita falta de escritórios de qualidade, todos os dias, muitos ocupantes frustrados por não encontrarem edifícios de dimensão e qualidade, e cada vez mais promotores olham para o assunto de forma muito séria”.



Habitação ‘desvia’ escritórios

Já Maria Empis, diretora de consultoria e research da JLL, acredita que a dinâmica do mercado residencial é a principal “culpada” da fraca promoção de escritórios, “principalmente nas zonas mais centrais de Lisboa. O valor que se paga pelo residencial não se vai conseguir nos escritórios, ainda mais com a velocidade a que se fecham as vendas atualmente”. E, ainda assim, “todos os escritórios que têm partido para o mercado especulativamente ficam arrendados”.

A mesma especialista explicou que o mercado está em grande crescimento, que só não é maior porque há falta de oferta e não há match entre oferta e procura”. Um crescimento que considera “sustentado”, refere. “Este ano já tivemos um primeiro trimestre muito bom. Se fizermos a média dos trimestres dos últimos cinco anos, ficamos cerca de 60% acima da mesma”. Outro “bom sinal” é que a absorção líquida cresce, cada vez mais novas empresas entram em Portugal e mais empresas aumentam a sua área de ocupação.

Em termos de área, “a média mostra que quem nos procura são empresas cada vez maiores”. Contudo, encontram uma taxa de disponibilidade de 3,2% no Parque das Nações, por exemplo, que é uma das zonas mais procuradas. “Pode dizer-se que é nada, são escritórios pulverizados”, nota.

João Hormigo, da EDP, concorda que “é inevitável que os escritórios nas zonas boas sejam convertidos em habitação, porque não correspondem aos requisitos de qualidade internacionais”, por exemplo em termos de dimensão ou de eficiência energética.

Note-se que, na Avenida da Liberdade, por exemplo, operações de habitação podem ser fechadas a rondar os 9.000 euros/m2, enquanto os escritórios costumam ser vendidos até aos 6.000 euros/m2.

Os grandes ocupantes procuram não só grandes áreas, muitas vezes mais de 1.000m² por piso, como também edifícios recentes, bem equipados, eficientes e tecnológicos. E este tipo de edifício é muitas vezes incompatível com o centro da cidade.

Como lembrou Hugo Santos Ferreira, secretário-geral da APPII, “onde encaixam os escritórios, quando todos querem vir para a cidade reabilitar? Não há nenhum prédio para reabilitar em Lisboa com pé direito para escritórios”.





Evolução na curva do risco

Todas as zonas de escritórios já têm yields “abaixo dos níveis anteriores”, e Nuno Nunes acredita que podem ainda descer mais. E prevê também um aumento das rendas: “os últimos contratos que fechámos no Parque das Nações foram a 17 euros/m²/mês, acima da média de 15,5 euros”.

Com a falta de produto, por um lado, os investidores, nomeadamente os core, “evoluíram na curva do risco”, e estão com disponibilidade para fazer investimento em promoção, segundo o responsável. Para isso, podem “delegar esse risco num parceiro local”, como “grandes bancos e seguradoras que vão comprar projetos de promoção com risco comercial em Portugal”, prevê. Por outro lado, olham para outras zonas, como o Corredor Oeste, onde “vamos ter investimento forte e relevante”, ou para a Nova Zona de Escritórios.