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Notícia

Lionesa desenvolve masterplan para expansão do centro empresarial

Projeto prevê ampliação da área bruta locável para mais do dobro da área atual e contempla novos edifícios de trabalho, hotel e residências

O resort empresarial Lionesa, em Leça do Balio, vai avançar com a execução de um masterplan que visa a ampliação daquele empreendimento, passando dos atuais 43 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) para mais de 100 mil metros quadrados, num investimento que ascende a 100 milhões de euros. No seu término, o parque empresarial poderá acolher até 10 mil trabalhadores.

O projeto, que terá como data limite de execução o ano de 2025, contempla novos edifícios de trabalho, mas também hotel, residências para empresas e estudantes, espaços de lazer e desporto, e terá como marca icónica o desenvolvimento de uma torre com até 25 pisos.

O plano vai de encontro ao que Pedro Pinto, administrador da Lionesa, referiu “a necessidade de mercado”. Na sua leitura, “detetamos que não há resposta para grandes áreas de escritórios”, pelo que “tomamos a decisão de crescer na própria Lionesa, partindo dos atuais 43 mil m2 área bruta locável”, afirmou.

Nesse sentido, foi lançado um concurso de ideias para um masterplan junto de vários arquitetos “e surgiram quatro boas propostas”, recorda o mesmo responsável; “optamos por uma, sendo que todas as propostas estavam de acordo que a Lionesa poderia crescer para cerca de 100 mil m2, até ao ano 2025, de forma faseada e sustentável”.

Em simultâneo, “as áreas propostas de construção eram coincidentes” e, “nas conversas subjacentes a esse trabalho, assentiram todos na ideia que a Lionesa tem um eixo central, num corredor que atravessa os espaços, em caixas modulares, nas suas diversas ocupações”.

Desta forma, “escolhemos um projeto que personifica o espírito Lionesa, assente na irreverência, no sonho e na diferença”, patente na proposta apresentada pelo arquiteto António Leitão Barbosa. Esta opção “foi a mais coincidente com a nossa visão”, resume Pedro Pinto: “Não somos um parque tecnológico, somos diferentes, com uma grande ligação à criatividade e à arte, com grande adaptabilidade às necessidades dos clientes e ao mercado”.



Uma nova Lionesa

O conceito da Lionesa assenta em diversos argumentos, desde logo “a centralidade” do espaço. “As grandes empregadoras veem na Lionesa uma base de recrutamento que vai desde Vila Real a Viana, passando por Matosinhos, Porto ou Aveiro”, disse. Por outro lado, o facto de a “construção ser de base horizontal” e a definição da Lionesa como “alfaiates do arrendamento” permite que seja “o escritório a adaptar-se à empresa”.

No masterplan, o desporto desempenha um papel “fundamental”, e por isso vão nascer uma academia de padel, campos de futebol outdoor, bem como uma ligação da Lionesa ao eixo atlântico e aos Caminhos de Santiago por ciclovia.

O projeto contempla ainda 100 residências para empresas e universidades, num total de 4000 m2 de ABL. Segundo Pedro Pinto, “se estivessem disponíveis 400 quartos em 10 mil m2 teríamos clientes para os ocupar, pois são empresas que ‘importam’ pessoas de outros países e preferem arrendar as residências para simplificar procedimentos”.

O espaço contará ainda com “um hotel, no qual queremos imprimir uma atmosfera própria, com uma grande ligação à arte”. Esta unidade terá 180 quartos em 4000 m2, sendo que a gestão “será entregue a quem possa corresponder ao conceito Lionesa”. O projeto contempla ainda uma crescente “aproximação de sustentabilidade e conveniência”, com a oferta de serviços como estacionamento, creche, restaurante, serviços bancários, entre outros.

O parque regista hoje uma taxa de ocupação que ronda os 100%, englobando cerca de 4000 trabalhadores. A calendarização do masterplan será “ditada pelo mercado”, refere Pedro Pinto. “Estamos com dois espaços com 20 mil m2 para colocar, o que deverá acontecer em 2018”. Ou seja, explica, “o ano de 2025 é uma referência e um objetivo máximos”. No caso do hotel e residências, as expetativas apontam para o arranque das obras “ainda em 2017 ou no início de 2018”.



Projeto de continuidade

O projeto de expansão da Lionesa teve como ponto central para o trabalho do arquiteto António Leitão Barbosa a “continuidade”. Ou seja, explica, trata-se de perspetivar o empreendimento “como ponto de convergência e como ponto de centrifugação”. O que “nos importava reter”, prossegue, “é um ambiente que resulta da diversidade e vitalidade das empresas”.

Nesse sentido, “há um passado e um futuro”. Desde logo, “um passado que nos remete para a fundação da Fábrica de Sedas Lionesa mas também, e muito antes disso, para a instalação da Ordem dos Hospitalários no Mosteiro de Leça do Balio”. Doado por D. Afonso Henriques, este havia desempenhado um papel fulcral na definição da nacionalidade e é hoje classificado como Monumento Nacional.

O projeto “pretende corporizar a continuidade entre o passado e o futuro, num longo processo de inovação, convergente num mundo global e que gera ideias para esse mundo”, explica Leitão Barbosa. “Esse exercício de continuidade entre passado e futuro é versátil em função das solicitações dos locatários existentes e futuros”. Há assim “uma ideia da organização do espaço e conjunção de formas, funções e pessoas, gerações diferentes”.

Atualmente, o parque empresarial é composto por “edifícios que remontam à antiga fábrica das sedas, com grandes naves, compactas, com algum grau de opacidade, mas também uma cobertura com grande luminosidade”.

O projeto terá uma nova face norte e uma nova face sul. Na sua expansão, o projeto será sobretudo direcionado para o seu lado sul, em direção ao Mosteiro. A primeira fase prevê a consolidação da malha dos edifícios existentes, de implantação horizontal, “com novas oportunidades em função das solicitações”, refere o arquiteto.

Num setor mais próximo do mosteiro, serão criados “edifícios com formas mais descontínuas, que fazem a transição com a ideia de singularidade edificada de expressão no território”, mas “também o desporto, articulação com a cultura, a natureza e a espiritualidade”.

Todo o empreendimento é atravessado por corredor que “representa a centralidade no projeto”. Este será alargado e verá instalado um teleférico de superfície para transporte de pessoas.

No extremo oposto será criado um edifício dedicado ao estacionamento automóvel, num silo ecológico, com capacidade para 500 automóveis, que terá no topo painéis fotovoltaicos elétricos, capazes de produzir eletricidade para reabastecimento de energia.



Um objeto de desejo

O masterplan compreende ainda a construção de uma torre, que será “a componente mais marcante de todo o projeto”, assume o arquiteto. “Será objeto de desejo, que passa a ser um farol e uma referência”. Trata-se, como explicou, de “uma planta de base estelar, composta por cinco volumes diferentes e alturas diferentes e que, no seu máximo, podem ir até 25 pisos”.

Segundo Leitão Barbosa, esta edificação é, no fundo, “uma escultura”, exibindo “uma estrutura original em várias partes, unidas sobre um centro que centrifuga para o mundo. Passa a ser um farol, tanto orientador como difusor”, e “não é mais do que uma vontade da menor ocupação de solo possível”. Apesar de ser uma torre, “pode ter áreas até 2000 m2 por piso, que estão já a ser altamente cobiçadas”, complementou Pedro Pinto.



Mobilidade no centro do debate

A mobilidade é, desde logo, um dos vetores de maior importância no desenvolvimento do Masterplan da Lionesa. “Não pode haver um projeto desta dimensão sem pensar na mobilidade, onde incluímos soluções de parqueamento, que serão desenvolvidas à medida que a área bruta locável cresça”, resume o administrador Pedro Pinto.

Para o mesmo responsável, “esta questão não pode ser pensada apenas pela Lionesa”, pois em seu redor existem unidades empresariais que, no seu conjunto, reúnem cerca de 20 mil trabalhadores, incluindo a Unicer, com 700 trabalhadores, mas também Efacec, Nestlé, Sonae ou CIN.

Neste âmbito contam-se os transportes públicos, estando já em circulação “um autocarro direto para o metro da Maia” e, em setembro, “um autocarro direto para a estação da Trindade”.

Pedro Pinto levanta um outro ponto que considera estrutural: a revitalização da linha ferroviária de Leixões, que liga o porto de Leixões à estação de Campanhã. Trata-se de “uma linha de mercadorias que deveria ser também de transporte de passageiros”, afirma Pedro Pinto, que cita um estudo da autarquia de Matosinhos para afirmar que se trata de um investimento que ronda 18 milhões de euros. “É a forma mais rápida para chegar ao aeroporto a partir de Campanhã”, assegura, com um conjunto de ligações estruturais à malha de transportes do grande Porto. Por isso, conclui, “é necessário colocar esta questão no centro do debate autárquico”.



Atração de investimento deve ser comum

A captação de empresas internacionais para o Grande Porto e Norte envolve uma estratégia que, segundo Pedro Pinto, deve ser comum a toda a região. “Atrair empresas para a Lionesa envolve uma estratégia que não deve ser apenas da Lionesa”, resume. “Toda a região deve ter uma estratégia e quando presente internacionalmente deve falar em nome de toda a região”.

O mesmo responsável acrescenta que toda a região, “com mais de um milhão de pessoas, tem um conjunto de fatores atrativos para captar a fixação de empresas internacionais. Na Lionesa adaptamo-nos a essas características”.