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Notícia

Luís Lima: presidente reeleito da APEMIP pede mais oferta de habitação nova

Na tomada de posse dos órgãos sociais da APEMIP, nos Paços do Concelho, em Lisboa, o presidente reeleito Luís Lima apelou ao aumento da oferta de habitação nova.

Luís Lima foi reeleito com 98% dos votos para um novo mandato à frente da APEMIP nas eleições que se realizaram em outubro passado. Na tomada de posse, que decorreu nos Paços do Concelho, em Lisboa, o presidente pediu mais construção de nova habitação, por forma a equilibrar os preços do mercado e dar à classe média melhores condições de acesso à habitação. O responsável prevê que os preços sigam uma tendência de estabilização, mas a falta de novo produto está a colocar pressão nos valores. Por outro lado, sugere que um conjunto de terrenos municipais possam ser disponibilizados para investimento privado, e para a criação de habitação com rendas acessíveis. Durante a sua tomada de posse, Luís Lima pediu ainda ao IMPIC e ao Governo que a APEMIP possa passar a ordem profissional.



Lisboa licencia projetos de mil milhões de euros

Durante a cerimónia, Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, avançou que a autarquia licenciou no ano passado projetos imobiliários no valor de 1.000 milhões de euros de investimento. Assume que "o imobiliário é uma primeira alavanca da economia e do crescimento, e portanto tem de ser acolhido e acarinhado por nós".

Segundo o autarca, este valor compara com o volume de 100 milhões de euros de licenciamentos aprovados no primeiro ano em que foi vice-presidente da CML, o que explica as dificuldades no processamento dos licenciamentos. "Temos 10 vezes mais trabalho e não temos 10 vezes mais pessoas".

"Lisboa é hoje uma cidade globalizada que atrai mais investimento, e temos assim uma concorrência internacional que traz uma inflação ao mercado imobiliário que é impossível de acompanhar pela população local". Por isso, acredita, "temos de aumentar de forma rápida o stock de casas a preços acessíveis e com iniciativa pública".

Sem avançar pormenores, afirmou que, neste âmbito, a autarquia vai lançar "um novo produto de arrendamento e uma nova equação que vamos detalhar muito em breve".



Travar a procura causa danos

Entretanto, e numa nota enviada à comunicação social, a APEMIP divulga que no seguimento da proposta do Partido Socialista (PS) de pôr fim à concessão de ‘vistos gold’ nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, comentou as afirmações do presidente da APEMIP, Luís Lima, que afirmou que “agir para travar a procura é um crime de lesa-pátria, cujas consequências não estão a ser avaliadas”, dizendo que os o “crime de lesa-pátria são os preços que hoje são praticados no mercado imobiliário de Lisboa e Porto, em que as esmagadora maioria do povo português não consegue sonhar com uma terra onde nasceu ou cresceu”.

“Sei que a minha frase (limitar a procura no imobiliário é ‘crime lesa-pátria’) pode parecer exagerada, mas a intenção foi mesmo essa. Considero que ao travar a procura estamos a causar um dano irreparável à confiança dos investidores em Portugal. Infelizmente, há uma tendência generalizada dos Governos em mexer na legislação, regulamentação e fiscalidade inerentes ao sector, o que acaba por criar desconfianças num mercado em que quem investe, procura sobretudo segurança e confiança. Tudo isto tem obviamente influência sobre a procura” diz o presidente da APEMIP.

À margem das declarações do Ministro das Infraestruturas e Habitação, o representante das imobiliárias diz não querer alimentar polémicas. “Respeito e concordo com o Senhor Ministro quando diz que os preços em Lisboa e Porto estão fora do alcance das famílias. Aliás, é para isso mesmo que tenho vindo a alertar desde que mercado começou a sentir os primeiros efeitos de um sobreaquecimento, altura em que a APEMIP solicitou uma audiência ao Governo em exercício à data, em que demonstrei a minha preocupação a um governante ao mais alto nível, que me respondeu que não me deveria preocupar com isso, porque era apenas o mercado a funcionar…“, afirma



Acesso à habitação em causa

O presidente reeleito reconhece que o aumento de preços nas principais cidades põe em causa o acesso à habitação, sobretudo pelos jovens e pela classe média baixa. “Claro que é uma preocupação. A habitação é um direito constitucionalmente reconhecido, e há anos que apelo à construção nova e que digo que, nas zonas de maior procura, é necessário introduzir ativos a preços controlados que sejam dirigidos para estes segmentos. Por outro lado, também sei que o aumento da procura se acentuou, depois das obras de reabilitação fruto de investimento privado, muito dele estrangeiro, que ‘lavou a cara’ das cidades e as tornou muito mais apetecíveis…”

Nesta medida, concorda com um eventual reajuste do programa de autorização de residência para atividades de investimento nas cidades de Lisboa e Porto, mas não com o seu cancelamento.

“Repito que não concordo com qualquer decisão que tenha como objetivo travar a procura, muito menos quando estão a ser consideradas as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. A primeira inclui 18 municípios e a segunda 17. Será que os concelhos de Palmela, Setúbal, Barreiro, Valongo, São João da Madeira ou Gondomar não precisam de investimento? Volto a insistir na ideia de que, ao invés do cancelamento, poderá ser pensado um reajuste do programa para os municípios de Lisboa e Porto, alterando o valor mínimo de investimento dos 500 mil para um milhão de euros, por exemplo”, diz Luís Lima, que faz uma declaração de princípios.

“Não sou hipócrita. É óbvio que enquanto dirigente associativo tenho um interesse corporativo. Represento uma classe de profissionais que precisam de um mercado imobiliário são para poderem trabalhar. Mas já não é só a minha classe que está alicerçada no imobiliário. Há muitos outros sectores inerentes que sofrerão com uma quebra da procura, e no limite, também sofrerá a própria economia do País”.