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Notícia

Mais capital estrangeiro deve chegar ao imobiliário português em 2016

A atratividade de Lisboa, rentabilidades competitivas e maior liquidez deverão contribuir para este interesse. Em 2015, entre imóveis comerciais e habitacionais, os estrangeiros terão alocado perto de €3.000 milhões a Portugal.

Ana Tavares

Depois de um ano em que o investimento estrangeiro em imobiliário português atingiu níveis recorde, o interesse internacional não dá mostras de abrandar e mais capital global deverá chegar ao mercado este ano. Um estudo apresentado esta semana em Lisboa, revela que a capital subiu nas intenções internacionais de investimento, posicionando-se como a sétima cidade europeia onde os investidores mais interesse têm em alocar capital ao imobiliário em 2016. Lisboa supera mesmo a vizinha Madrid ou a irlandesa Dublin neste ranking de 28 cidades que é produzido todos os anos pela Urban Land Institute (ULI) e pela consultora PwC. Para Gilberto Jordan, Chairman da ULI Portugal, tal classificação comprova “que é atrativo investir em Portugal” e que “temos imobiliário com apelo internacional que tem valorizado e que vai continuar a valorizar”.

Só no imobiliário comercial – de onde basicamente se exclui a habitação -, os estrangeiros terão sido em 2015 responsáveis por cerca de 90% do capital investido. A CBRE coloca o investimento imobiliário comercial em €2,1 mil milhões em 2015, apontando os estrangeiros como geradores de €1,9 mil milhões. Este volume de capital estrangeiro cresceu cerca de 70% face a 2014 (€1,1 mil milhões), calcula esta consultora. Também a Cushman & Wakefield (C&W) considera que foram os estrangeiros o principal dínamo do investimento imobiliário em 2015 e sublinha o alargamento do leque de origens do investimento como prova da crescente competitividade dos ativos imobiliários nacionais à escala global.

Os números são impressionantes para o contexto português, que nunca tinha registado um investimento internacional tão elevado, e este ano podem mesmo crescer, de acordo com as previsões dos especialistas. Além da projeção internacional do país, fatores como a crescente liquidez – muita da qual desviada do mercado bolsista- e uma crescente alocação de capital ao setor imobiliário, que reforça o seu estatuto de ativo de refúgio, devem contribuir para a expansão do investimento em 2016, considera a C&W, que sublinha ainda no seu relatório mais recente de mercado que, “comparativamente com outros mercados, Portugal tem uma posição favorável em termos de relação qualidade/preço e em termos de concorrência ao nível da procura que, ainda assim, é muito inferior face a outros mercados mais concorridos”. E mesmo com as yields a atingirem mínimos (em torno dos 5%) em todos os segmentos prime conforme antecipa o estudo da ULI/PwC, “de todo o mercado de investimento da Europa Ocidental, Portugal apresenta as yields mais atrativas”, considera Cristina Arouca, Diretora de Research e Consultoria da CBRE.

O mapa de origem dos investidores pode também sofrer alterações este ano, esperando-se que os europeus e asiáticos reforcem posições, em detrimento dos norte-americanos. Em 2015, de acordo com a CBRE, foram os norte-americanos que lideraram o investimento estrangeiro (58%), seguidos dos europeus (27%), mas também se registou investimento oriundo da América Latina (1%), Norte de África e Médio Oriente (4%) e Ásia (10%), com muitos investidores a fazerem em 2015 a sua estreia em Portugal e até em negócios de grande dimensão.



Habitação também é alvo

Na habitação, os estrangeiros também estão bastante dinâmicos, apesar de este ser um segmento ainda dominado pelo investimento doméstico. As contas da CPCI apontam para €9.000 milhões de transações imobiliárias de casas em 2015, das quais cerca de 11% foram originadas pelos estrangeiros, num total de cerca de €1.000 milhões. Os programas de captação de investimento estrangeiro como o Golden Visa e o Regime de Residentes Não Habituais têm grande importância para esta dinâmica no residencial, mas Reis Campos, presidente daquela entidade, relembra que “muitas casas são adquiridas por compradores internacionais que não recorrem a estes incentivos”. Quanto àqueles programas, este líder associativo frisa que, além do volume captado, têm tido o mérito de atrair investidores anteriormente pouco ativos no nosso país, como é o caso da China, que constitui a esmagadora maioria dos vistos (cerca de 80% dos vistos atribuídos desde final de 2012).

A indústria imobiliária espera que os estrangeiros continuem a investir fortemente no nosso país, já que “Portugal depende muito do capital internacional”, relembrou Jorge Figueiredo na apresentação do estudo da ULI/PwC. Mas isso exige que se cultive a confiança no país. “Confiança é uma palavra essencial”, disse Jorge Figueiredo, uma ideia que está patente nas opiniões dos profissionais que participam no estudo, para quem “o país recuperou a sua credibilidade” e está “novamente no radar dos investidores”.