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  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

Não há excesso de investimento estrangeiro

O investimento estrangeiro continua a ser muito importante no panorama imobiliário nacional. Em 2018 venderam-se 19.912 imóveis a estrangeiros, um aumento de 14,5% face ao período homólogo. Em valor, este investimento arrecadou mais de 3.4 mil milhões de euros, 13% do total das vendas de imóveis em Portugal no ano passado.

Opinião

Luís Lima

Presidente da CIMLOP


Em termos globais, as vendas a estrangeiros representaram 8,2% do total de aquisições efetuadas, das quais muitas se realizaram sem recurso a quaisquer programas de captação de investimento. No entanto, estes continuam a ser bastante importantes, sobretudo quando falamos das vantagens competitivas de investir em Portugal. Não nos podemos esquecer que vivemos num mundo global, e que a concorrência é real.

Estão a regressar ao panorama do investimento imobiliário e turístico países que, por razões de segurança, se viram afastados desta rota, mas que agora retornam com preços muito mais atrativos que os que por cá se praticam, e como tal, não há dúvidas em que os programas de captação de investimento podem funcionar como fator de decisão na hora de optar.

No top das principais nacionalidades, verifica-se a manutenção dos britânicos que ocupam o segundo lugar da tabela, tanto em número de aquisições (representam 14,9% do total do investimento estrangeiro nacional) como em valor (16,9%). E quem sabe se não serão os britânicos os próximos a recorrer ao programa de autorização de residência para actividades de investimento (vulgarmente conhecido como o programa dos Vistos Gold). É que com o Brexit, a eventual perda da liberdade de circulação poderá ser um chamariz para o investimento por via daquele programa.

O valor médio de vendas a estrangeiros ronda os 171.178€, mais 58% que o valor médio das transações globais, que se fixa nos 108.016€. A discrepância de valores é natural quer pelo poder de compra destes, que é, regra geral, superior ao da generalidade dos portugueses, quer pelo tipo de imóveis que estes procuram e que são, genericamente, de um segmento mais elevado, logo, mais caro.

Em termos de investimento no território nacional, a região do Algarve continua a destacar-se como destino tradicional de aquisição por estrangeiros (28,6%), surgindo de seguida a região Centro (21,6%), a Área Metropolitana de Lisboa (21%), a região Norte (20,9), o Alentejo (3,9%), e por fim a Madeira (2,4%) e os Açores (1,6%).

Apesar dos destinos tradicionais continuarem a assegurar a maior parte da procura, não há dúvida de que a descentralização do investimento estrangeiro está a acontecer, e que os programas de captação de investimento são importantes neste aspeto. É por isso necessário promover a sua manutenção, sobretudo para que possamos criar novas dinâmicas em regiões que dela precisam, como é o caso do interior do País. Será ingenuidade pensar que já está tudo feito no que ao investimento imobiliário diz respeito, e que há excesso de estrangeiros a comprar no nosso país.

O problema, será sempre haver excesso de oferta. Não de procura.