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Notícia

Novos modelos de atração de investimento em análise

Governo estuda introdução dos Real Estate Investment Trusts (REITs), regime há muito defendido pelos operadores nacionais

Fernanda Cerqueira

A introdução de alternativas para a atração de investimento ao setor imobiliário nacional pode ter nos Real Estate Investment Trusts (REITs), regime há muito defendido pelos operadores nacionais, uma solução viabilizada pelo Governo.

A par do desenvolvimento das LLP (Limited Liability Partnerships), mecanismo fiscal que visa simplificar e facilitar as parcerias criadas para a recuperação de imóveis e que assenta na criação de um veículo societário em que a tributação é realizada na esfera dos sócios, na quota-parte correspondente à sua participação (de que demos conta na última edição), o Governo mantém o interesse na introdução de um regime de Real Estate Investment Trusts em Portugal, à semelhança do que aconteceu em Espanha com as SOCIMI (Sociedades Anónimas Cotizadas de Inversión en el Mercado Inmobiliario).

Este resultou num sucesso na captação de investimento para o setor, pois só no MAB (Mercado Alternativo Bursatil) – o mercado bolsista espanhol de pequenas e médias empresas que procuram, através do mercado de valores, expandir o seu negócio – foram já criadas cerca de 40 SOCIMI, contando já com uma capitalização bolsista de mais de 15 mil milhões de euros.



Novas fontes de capital

No decurso do Portugal Real Estate Summit, que teve lugar no Estoril, David Brush, Chief Investment Officer da Merlin Properties, atualmente a maior SOCIMI, “uma das grandes vantagens de um regime de REITs, e em que o modelo das SOCIMI foi extremamente bem-sucedido, é a captação de grandes volumes de capital estrangeiro que, de outra forma, não seriam alocados àquele mercado”.

No caso do valor de mercado das SOCIMI espanholas, “a grande maioria, cerca de 10 mil milhões de euros, corresponde a capital internacional”. Este especialista esclareceu ainda que “os REITs não pretendem substituir o mercado privado, ou eliminar outros veículos existentes como os fundos imobiliários. O objetivo é de abrir o mercado a outras fontes de capital”.

David Brush lembra que “já há muitos modelos de REIT’s”, pelo que aconselha a seguir aqueles que funcionam melhor”. Fundamental é que o legislador não incorra no erro de “ditar de forma rígida aquilo onde os REITs podem investir, impondo valores mínimos e máximos, restringindo classes de ativos” pois, se assim for, o efeito será contrário ao pretendido. “Não temos problemas com as regulamentações, mas restrições de tipo de ativo ou de montantes de investimento podem ser um problema para os investidores”, garante.



Mais transparência

“Outra caraterística muito importante deste regime é a existência de estruturas de governança funcionais e de um sistema de report muito transparente, facilitando quer ao mercado quer a todos os stakeholders perceber aquilo que está a acontecer”, disse ainda David Brush.

Algo que, uma vez mais, seria vantajoso para Portugal, onde a inexistência de um regime equiparado tem tornado os processos de investimento mais morosos que o desejado, refere o responsável da Merlin, que conta já com cerca de 250 milhões de euros em carteira no mercado português.

Recorde-se que o objetivo inicial da Merlin era que Portugal representasse 20% da sua carteira o que, a valores de mercado de hoje, elevaria o seu investimento no nosso país para 2000 milhões de euros.

Mais recentemente, esta SOCIMI espanhola fechou com o Novo Banco a compra de um edifício de escritórios no Marquês de Pombal por 60,3 milhões de euros. O imóvel conta com 9425 m2 de escritórios e 3025 m2 de retalho. A Merlin já detém 601147 m2 de escritórios na capital.