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  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

O Estado

Na semana passada, uns amigos que acompanham o trabalho do jornalista Camilo Lourenço, alertaram-me de que este se havia referido a uma entrevista minha, em que referia que a única entidade que poderá ter um papel no controlo dos preços da Habitação é o Estado, num vídeo que publicou no facebook.

Opinião

Luís Lima - Presidente da APEMIP


Não sei se o mesmo se pronunciou após ler a entrevista, mas creio que se terá baseado apenas no título, sobre o qual se revelava surpreso com o facto de um dirigente associativo defender uma intervenção estatal (ou como referiu, do “socialismo”), surpresa esta que se estendeu aos meus amigos a quem sugeri a leitura da entrevista na totalidade, para compreenderem o título (que compreenderam…).

Enquanto líder associativo, não defendo quaisquer ideologias. Se dúvidas houvesse, bastaria acompanhar o meu percurso nos últimos 10 anos, em que trabalhei com diferentes forças políticas, mais à esquerda ou mais à direita.

O que defendo é o mercado imobiliário e deixo sempre bem claro que tenho um óbvio interesse corporativo, uma vez que é neste que me movo.

Idealmente, os cidadãos deveriam, mediante as suas possibilidades, ter a opção de poder decidir se preferem comprar ou arrendar casa. Só que a generalidade dos portugueses já não tem possibilidades que cheguem para a oferta existente.

Quem me dera não ter que apelar à intervenção do Estado! Mas não sou ingénuo, e sei que dificilmente o mercado dará resposta aos problemas habitacionais que se vivem, o que se poderá traduzir num grave problema para o sector.

A oferta é tão escassa, que hoje temos um mercado fortemente desequilibrado pela ausência de stock onde há maior procura, e com necessidade urgente de introdução de ativos dirigidos aos jovens e famílias de classe média e média baixa, para aliviar os preços que se estão a praticar.

Sendo que a reposição de stock que está prevista não se dirige, na sua grande maioria, para os segmentos que referi, é necessário que o Estado assuma esta responsabilidade, pelo incentivo à criação de oferta (quer no mercado de compra e venda, quer no mercado de arrendamento) a preços acessíveis, o que poderá e deverá ser feito em conjunto com os privados.

O essencial, é que haja a consciência de que é a agir para aumentar a oferta que se estão a criar soluções, em detrimento da eventual tentação que possa haver em tomar medidas que resultem numa diminuição drástica da procura, sobretudo pelos mercados estrangeiros. O investimento imobiliário que entra no País multiplica-se, e aconteça o que acontecer, manter-se-á cá dentro.

É por isso que é precisa a intervenção do Estado. Para garantir que continuará a haver quem invista e que os jovens e famílias portuguesas consigam ter habitação, sem serem obrigados a suportar taxas de esforço irreais.

Sugiro por isso a Camilo Lourenço que leia toda a entrevista, que explica isto mesmo. Se mesmo assim discordar, concordaremos então em discordar.

Esta não é uma questão ideológica pela defesa da intervenção do Estado no mercado. É uma questão de bom senso.