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  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

O verdadeiro “ataque” ao imobiliário

Logo que foram anunciadas as propostas para o Orçamento de Estado 2020, o imobiliário ficou na mira de todos, em particular da imprensa, que hasteou desde logo a bandeira da desgraça fiscal que se abateria sobre este sector.

Opinião

Luís Lima - Presidente da APEMIP


E, como é já habitual sempre que notícias anunciam catástrofes imobiliárias em Portugal, o meu telefone tocou. Amigos e colegas do Brasil, de França, do Reino Unido: “Luís, é verdade que a fiscalidade sobre o imobiliário vai ser brutal a partir de 2020? Vi numas notícias partilhadas nas redes sociais…”.

A informação e a desinformação que são hoje veiculadas correm o mundo num piscar de olhos. E, tal como em Portugal, há quem tire ilações sem espremer o conteúdo e validar as notícias que se partilham nas redes sociais à velocidade da luz.

Quando as manchetes anunciam ataques ao imobiliário e “profundos” agravamentos fiscais, investidores e potenciais investidores recuam, ponderam, e pensam duas vezes se vale a pena investir num País que, constantemente, muda as regras a meio do jogo, em particular no que à fiscalidade diz respeito.

Não quero com isto dizer que a responsabilidade é dos órgãos de comunicação social. O principal responsável é o Governo, que vai dando o pontapé de saída para anúncios daquilo que não chega (ou chegará?) a ser, como o englobamento obrigatório para rendimentos prediais, que parece que recuou, mas que nos obriga a estar constantemente vigilantes para o que aí vem, não deixando margem de estabilidade e segurança para o sector. Estes e outros anúncios e prenúncios, têm um impacto profundamente negativo na perceção e na credibilidade do País enquanto recetor de investimento estrangeiro para este sector.

Mas será que vale a pena anunciar “desgraças” sobre o imobiliário, com medidas como as que foram anunciadas? Ainda que sejam uma pedrada na reputação e na estabilidade do imobiliário nacional, o mau auguro que o rodeia é ainda pior do que a efetividade das medidas propostas.

Por cá, temos um sector para cuidar, e bem, sob pena de nos cair o cesto dos ovos de ouro e de os ver resvalar para um outro País mais que se apresente de uma forma mais “sexy” para quem queira investir.

Bem sei que, nos dias de hoje, os investidores estrangeiros até parecem uma espécie de demónios para o imobiliário nacional, mas recordemo-nos todos da importância que estes demónios têm na realidade económica e laboral no nosso País. Custa-me a curta memória que temos, de uma crise cujas consequências ainda estão tão presentes na vida diária de todos nós, nomeadamente no que diz respeito à falta de oferta a que agora assistimos no mercado, fruto de quase uma década sem construção nova em zonas com procura.

Cautela é a palavra-chave para tratar qualquer sector económico do nosso País. E devem começar na imagem que dele queremos transmitir. O verdadeiro ataque ao imobiliário acontece quando há uma tendência para o drama e para o populismo, que de bom nada nos traz.

É preciso que sejamos mais realistas e menos populistas.