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Notícia

PNRU reflete efeito de “contágio” que a reabilitação urbana atingiu

Lisboa, Porto, Matosinhos, Marco de Canaveses e Arouca foram os concelhos premiados este ano nas várias categorias a concurso do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2018, cujos prémios foram anunciados na cidade de Braga.

Os melhores projetos de habitação, serviços & comércio, turismo, restauro e reabilitação estrutural situam-se na cidade de Lisboa, que recebe ainda, ex-aequeo com Matosinhos, o prémio na categoria de impacto social. Foram ainda distinguidos os melhores projetos quer no contexto específico de Lisboa quer no do Porto. Para Marco de Canaveses vai a distinção para a melhor reabilitação com menos de 1.000 m2, enquanto que para Arouca segue o prémio para a melhor solução de eficiência energética.

A Vida Imobiliária, entidade coorganizadora do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana com a Promevi, nota que “é com muita satisfação que congratulamos os vencedores do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana e agradecemos também a todos os candidatos nesta nova edição. São estes projetos que fazem as nossas cidades mais bonitas, mais vivas e mais produtivas”.

E completa que “este prémio volta a ser um verdadeiro reflexo da capacidade de contágio e pulverização que a reabilitação urbana atingiu. Concorreram este ano projetos de mais de 20 concelhos de todo o país, intervenções de pequena dimensão, mas também com grande escala, e todo o tipo de projetos, desde moradias particulares a grandes condomínios, hotéis, escritórios, igrejas, museus ou escolas”.

A entrega do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana realizou-se no espaço Colunata Eventos, no parque do Bom Jesus, em Braga, reunindo mais de 300 pessoas.

O galardão conta com o Alto Patrocínio do Governo de Portugal, concedido através da Direção Geral do Património Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura. Esta é uma iniciativa à qual a SECIL se associa de forma ampla e que reúne um vasto apoio do setor empresarial, institucional e da sociedade civil. Conta este ano também com o forte apoio da Câmara Municipal de Braga, cidade que foi, pela primeira vez, a anfitriã da entrega do galardão.

A Schmitt+Sohn Elevadores, a Savills Aguirre Newman e o Santander Totta, na categoria platina; e a Revigres, Sanitana, SRS Advogados e Victoria Seguros na categoria ouro; são as empresas que apoiam o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2018. O Idealista é o portal oficial da iniciativa, a TSF a rádio oficial, o Público Imobiliário o jornal oficial, enquanto a Confidencial Imobiliário e a Iberian Property são os media partners.



Mais de 90 projetos a concurso

Na atual edição, pré candidataram-se mais de 90 projetos de reabilitação urbana de todo o território nacional, validando-se, na fase de formalização e conformidade com o regulamento, um total de 76 candidatos oriundos de duas dezenas de concelhos. Deste universo, o júri selecionou os três finalistas em cada uma das categorias a concurso, avaliados por um painel de jurados constituído pelos arquitetos João Carlos Santos e João Santa-Rita, pelo economista João Duque e pelos engenheiros João Appleton e Manuel Reis Campos, este último também líder associativo.

Aliás, ao Público Imobiliário, Manuel Reis Campos admite que a importância deste prémio na divulgação do trabalho desenvolvido no âmbito da Reabilitação Urbana é indiscutível. “Novas abordagens, novos métodos e técnicas construtivas, em suma, novos desafios marcam a realidade deste segmento de atividade ao qual as empresas têm correspondido da melhor forma”. Por outro lado, o líder associativo saliente que estas iniciativas têm o mérito de, por si só, recentrar a atenção dos agentes do setor, dos decisores políticos, mas sobretudo, do público em geral, numa questão que é essencial: a necessidade de realçar numa perspetiva global, a importância deste segmento de atividade. “O turismo, o comércio, a indústria, a logística, entre muitas outras atividades, exigem mais e melhor planeamento urbano e uma visão correta e inclusiva do território, das cidades e do próprio imobiliário. Conceitos como a regeneração, vitalidade e atratividade das cidades, construção sustentável e melhoria do desempenho energético-ambiental do meio edificado, preservação dos valores históricos, culturais e arquitetónicos e, em especial, a melhoria da qualidade de vida das populações e da habitação, são os argumentos que têm de marcar a diferença”.



“Hat-trick” da República 37

O República 37, em Lisboa, fez “hat-trick” neste competição, arrecadando três distinções: Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Residencial, Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Cidade de Lisboa e Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Reabilitação Estrutural.

Trata-se de um imóvel que se encontra nas Avenidas Novas e que foi reabilitado “pela mão” do estúdio Frederico Valsassina Arquitetos. Tem 4.926,90 metros quadrados (m2) acima do solo e 1.871,65 m2 abaixo do solo, sendo que a intervenção resultou em 27 apartamentos e quatro lojas, com tipologias que variam do T1 ao T3.

Eduardo Sarrafana, da consultora Jones Lang LaSalle, considera que a reabilitação do edifício Av. Republica 37 teve um grande conjunto de desafios na sua execução, destacando-se na parte estrutural a construção de cinco pisos abaixo de solo sob parte do edifício existente e a réplica das marquises metálicas exteriores. “Na parte arquitetónica, a réplica dos vãos de caixilharia de madeira. Salienta-se ainda as soluções para garantir os adequados isolamentos acústicos e térmicos”.

Para o especialista, a reabilitação urbana tem dominado o mercado imobiliário. “Uma conjugação de fatores tem criado um ambiente perfeito para o desenvolvimento de projetos de reabilitação urbana, inicialmente no centro das cidades e que rapidamente tem alargado para áreas circundantes. As cidades estão a evoluir e são cada vez mais vividas”.



Linguagem contemporânea

O projeto Verride Palácio Santa Catarina, em Lisboa, levou para casa o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Turismo. Ao Público Imobiliário, a arquiteta Teresa Nunes da Ponte explicou que, neste projeto, importava restaurar e reabilitar o palacete, valorizando os valores essenciais do património construído. Havia ainda que construir o novo, o edifício adjacente e o piso amansardado da construção antiga, segundo os parâmetros do nosso tempo. “Procurámos encontrar uma linguagem marcadamente contemporânea, mas compatível com o existente e capaz de fazer a transição entre as duas épocas da construção. Utilizámos um desenho atual, depurado e rigoroso e os mesmos materiais nobres tratados de outra forma, sem prejuízo do respeito pelo existente no edificado e na malha urbana envolvente”.

Teresa Nunes da Ponte explanou que, assim, foram tratados os espaços existentes e o pormenor, a nova mansarda em zinco, assim como foi construída uma fachada, anteriormente tardoz, em frestas de lioz, que faz a passagem do novo edifício, revestido na mesma pedra, para o edifício pombalino com as suas cantarias da pedra de Lisboa. “Era ainda importante dotar o conjunto do conforto exigível a um hotel de grande qualidade e introduzir na construção uma série de infraestruturas técnicas, oferecendo aos edifícios a mais recente tecnologia de controlo para o bom funcionamento do hotel e de gestão do consumo energético, no sentido da sustentabilidade ambiental”.

A arquiteta conclui que o projeto constituiu “um grande desafio”, já que, paralelamente ao restauro dos elementos da construção, como a reconstrução das paredes em cruzes de St. André e do sistema de gaiola pombalino, construir caminhos e encontrar espaços para a introdução dos elementos técnicos da ventilação e do condicionamento térmico, das cablagens do sistema da domótica, ou para a instalação dos painéis solares térmicos na cobertura, não poderia prejudicar o essencial e a imagem do património a preservar.

Para a arquiteta, a reabilitação urbana tem vindo a revitalizar as cidades o que, no geral, tem sido muito positivo. “Tanto Lisboa, como o Porto e outras cidades do país, estão num momento de viragem. A reabilitação tomou, felizmente, conta da cidade. As cidades estão muito mais bonitas. Lisboa, daqui a uns anos, vai estar ainda melhor com todos os planos que se estão a desenvolver”.

O problema, considera Teresa Nunes da Ponte, pode ser como e para quem, com a alteração das populações nos centros históricos, que têm vindo a ser apropriados por turistas e estrangeiros, o que é muito difícil de controlar.

“Penso que, no entanto, e porque chegámos mais tarde, teremos ainda a possibilidade de tentar corrigir os erros que outras cidades fizeram”. Por último, mencionou o facto de haver outros aspetos negativos “que nos devem preocupar para conseguir o melhor desempenho possível, como em Lisboa, a questão de acautelar nos projetos a resistência ao sismo. São problemas, mas penso que o balanço é claramente positivo.



De Matosinhos, com amor

O quarteirão da Real Vinícola, conjunto recuperado pela Câmara Municipal de Matosinhos com projeto do arquiteto Guilherme Machado Vaz, ocupa uma área de 4.700 m2. As áreas públicas destinadas a exposições e apresentações, com auditório, biblioteca e loja representam 36% do espaço, as de conservação e manutenção 38% e as de gestão e produção interna 10%. Os usos comuns correspondem a 16% da sua superfície. O projeto venceu o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Impacto Social, ex-aequo com a Escola Básica Maria Barroso, em Lisboa.

A reabilitação da Real Vinícola - aposta que o arquiteto Guilherme Machado Vaz classificou como “ousada” por parte da Câmara Municipal de Matosinhos - teve como principal desafio recuperar “este magnífico exemplo do património industrial Matosinhense, dignificar a sua identidade original, preservar a sua memória, compatibilizar ambas com as novas funções e programa definidos respeitando a qualidade arquitetónica original dos edifícios”.

Também para Guilherme Machado Vaz a reabilitação urbana assume, neste momento, o papel principal no mercado imobiliário “depois de anos a fio de construção feita de raiz – desde o 25 de Abril. Para o arquiteto, isso verifica-se não só porque os aglomerados urbanos estão consolidados, mas também porque muito do edificado antigo necessita ser preservado e reabilitado. “Acredito que essa reabilitação deve preservar a arquitetura e a identidade original dos edifícios e não apenas as suas fachadas. A reabilitação não pode ser apenas uma máscara”.





E os vencedores são...



Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Residencial

o República 37 (Lisboa)



- Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Impacto Social (ex-aequeo)

o Real Vinícola (Matosinhos)

o Escola Básica Maria Barroso (Lisboa)



- Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Comercial & Serviços

o Sede Abreu Advogados (Lisboa)



- Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Turismo

o Verride Palácio Santa Catarina (Lisboa)



- Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Cidade de Lisboa

o República 37´



- Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Cidade do Porto

o Albergues Nocturnos do Porto



- Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Intervenção inferior a 1.000 m2

o Quinta de Catapeixe (freguesia de Bem Viver, Marco de Canaveses)

- Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Restauro

o Quinta Alegre (Lisboa)



- Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Reabilitação Estrutural

o República 37 (Lisboa)



- Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Melhor Solução de Eficiência Energética

o Quintãs – Farm Houses (Arouca)