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Notícia

Portugal sempre mereceu grande interesse por parte dos retalhistas

Portugal pode ser pequeno e periférico mas sempre mereceu um grande interesse por parte dos retalhistas, disse Vasco Santos, diretor da gestão de ativos do grupo Ingka Centres

Mar Shopping Algarve

Susana Marvão



Portugal é sinónimo de qualidade e sucesso dentro do grupo Ingka Centres, disse ao Público Imobiliário Vasco Santos, diretor da gestão de ativos para os mercados de Portugal, Espanha e França desta empresa gestora de centros comerciais.

O primeiro investimento da Ingka Centres no nosso país, o Mar Shopping em Matosinhos, data de 2008 tendo nessa altura representado “uma nova forma de abordar a integração de uma loja Ikea no contexto de um centro comercial, o que serviu de modelo para outros projetos a nível mundial”, disse o responsável. Vasco Santos salientou ainda o conceito desenvolvido em Loulé, onde para além do Mar Shopping Algarve e da loja Ikea, foi integrado o Designer Outlet Algarve.

Para além destes exemplos, Portugal tem servido como plataforma de desenvolvimento de serviços e processos de gestão que foram exportados para o resto do grupo. “Nesse sentido, Portugal é sinónimo de boas práticas de gestão, excelente qualidade dos recursos humanos e dos projetos desenvolvidos, mas também de inovação”. Em termos de negócio, Vasco Santos enfatizou o facto dos dois centros comerciais em operação – o Mar Shopping de Matosinhos e o de Loulé – bem como o Designer Outlet Algarve (em co-propriedade) – representarem cerca de 9% de área comercial que a empresa gere na Europa, excluindo o mercado russo. “A nível global, essa percentagem cai abaixo dos 5% pois o peso da Rússia e da China dentro do grupo é bastante relevante”.

A Ingka Centres, que até agora se chamava Ikea Centres, revelou a sua visão estratégica para os próximos três anos, período durante o qual prevê investir 5,8 biliões de euros em todo o mundo. O objetivo é criar novos centros comerciais com o posicionamento de ‘meeting places’, ancorados em lojas Ikea, como de resto já acontece em Portugal.



Não Portugal não terá novos projetos

No entanto, Vasco Santos revelou que, para o nosso país, em termos de novos projetos não está nenhum investimento previsto. “Mas estamos permanentemente a investir nas operações que temos em Portugal”, adiantou. “Para o próximo ano, prevemos investir mais de 10 milhões de euros para renovações de espaços e melhoria de serviços no Mar Shopping Matosinhos e no Mar Shopping Algarve”. Diz o responsável que estes investimentos permanentes são essenciais para responder – e superar - as expectativas de quem visita os espaços. “De notar que este montante trata-se de investimento, e por isso adicional aos valores anuais necessários para a pura gestão dos nossos ativos em Portugal, os quais no conjunto têm custos de operação de aproximadamente 15 milhões de euros por ano”.



Periférico mas interessante

Apesar da localização periférica e da pequena dimensão do mercado nacional no contexto mundial, Portugal “sempre mereceu um grande interesse quer por parte dos retalhistas, quer das empresas de desenvolvimento de centros comerciais, disse Vasco Santos. “E isso aconteceu em grande medida, porque os portugueses sempre demonstraram grande exigência em termos de qualidade dos espaços, dos serviços, da imagem das lojas e da oferta não-comercial disponibilizada”. Uma exigência que fez com que retalhistas e centros comerciais criassem, no entender do gestor, uma dinâmica positiva, resultando num acumular de conhecimento e experiências que foram muitas vezes exportadas para outros países. “Comparando com outros mercados, vemos que Portugal foi dos primeiros mercados a dar tanta relevância à componente gastronómica, a qual continua em grande processo de evolução e até de transformação, bem como em termos de serviços e eventos proporcionados aos visitantes”.