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Notícia

Promoção nova está a reconquistar terreno

Depois de anos de contração, a construção nova dá sinais de recuperação, mostram os dados de licenciamento e das intenções de investimento. As associações do setor e os proprietários de terrenos confirmam.

Susana Correia

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o licenciamento de edifícios para construção nova voltou a crescer no 4º trimestre de 2015 (+5,7% em termos homólogos e + 5,4% em termos trimestrais), confirmando que este segmento está a recuperar terreno. Nos últimos anos, a produção de obra nova esteve praticamente estagnada e, na opinião de Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), “os níveis a que chegamos eram verdadeiramente insustentáveis”. Para este líder associativo, o crescimento revelado pelo INE – de 23,2% em número de fogos em construção nova no 4º trimestre de 2015 face ao mesmo período de 2014 – “revela uma nova dinâmica que reflete um interesse crescente por parte do mercado”, mesmo que o volume de produção (2.260 novos fogos em construção nova no 4º trimestre de 2015) se situe “ainda em níveis historicamente baixos”.

Também os proprietários de terrenos sentem esta recuperação. “Verificamos em 2016 uma maior procura pelos terrenos em carteira”, comenta José Araújo, diretor da Direção de Negócio Imobiliário do Millennium bcp, Banco que tem na sua carteira de desinvestimento imobiliário cerca de 900 terrenos, com características bastante diversas. ”Temos lotes para autoconstrução ou para construção em altura; valores entre os €8 mil e os €13,5 milhões; e áreas entre 80 e 71.000 m, um pouco por todo o país”. O responsável revela que o Banco tem sentido “mais consultas e mais pedidos de informação adicional”. “A escassez de produto novo em muitas localidades, o mercado aquecido nas zonas prime e também os promotores e investidores estrangeiros a quererem construir em Portugal”, têm motivado, na opinião do José Araújo, “esta subida de procura”. Além disso, “o terreno ainda é dos poucos produtos imobiliários que não subiu o preço”. Por isso, alerta, “quem não aproveitar agora vai provavelmente comprar mais caro daqui a meio ano”.



Dinâmica estende-se a todo o país

As intenções de investimento na produção imobiliária apuradas pela Confidencial Imobiliário estão a revelar também que há maior procura para produtos de construção nova. Os dados, que analisam a emissão de pré-certificados energéticos da ADENE (i.e documentos emitidos em fase de projeto de uma obra, ou seja quando se encontram em processo de licenciamento), revelam que o potencial de investimento em construção nova em Lisboa cresceu 40% entre 2014 e 2015 em termos do número de fogos. Em 2015, encontravam-se em licenciamento 464 fogos em habitação nova, com um peso de 35% nos 1.326 fogos em licenciamento na cidade. A mesma análise para a Área Metropolitana do Porto, mostram que em 2015 estavam em processo de licenciamento na região 1.199 fogos em construção nova, ou seja, mais 67% do que em 2014. Mas nem só dos grandes centros urbanos, vive a obra nova.

De acordo com Hugo Santos Ferreira, secretário geral da Associação dos Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), muitos dos primeiros projetos de promoção nova que estão agora a ressurgir “localizam-se fora das grandes cidades”, um sentimento que também José Araújo partilha. Apesar de “os locais centrais de Lisboa continuarem a receber uma grande concentração de interesse”, mesmo “em localizações periféricas e noutras cidades, tem havido vendas e propostas”, explica, acrescentando que “a dimensão dos lotes nestes mercados é mais reduzida”, como seria de esperar.

Os dados do INE confirmam. Em número de fogos licenciados em edifícios novos no 4º trimestre de 2015, apenas a região Autónoma da Madeira recuou em termos homólogos, com todas as restantes regiões a apresentarem crescimentos homólogos a dois dígitos. Para o secretários geral da APPII é muito importante este relançamento das obras novas que “tinham ficado suspensas em virtude da crise”, mas alerta ainda para o facto de este tipo de produção dever coexistir com a reabilitação urbana, uma ideia partilhada por Reis Campos, que defende que “são duas realidades distintas mas complementares, próprias de um mercado imobiliário moderno e dinâmico”.