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Notícia

Reabilitação Urbana em destaque no desenvolvimento sustentado de Braga

A reabilitação urbana é um dos mais importantes eixos estratégicos para o desenvolvimento sustentado de Braga, disse ao Público Imobiliário Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal

O centro histórico possuiu, hoje, uma dinâmica muito interessante no que respeita às operações urbanísticas em matéria de reabilitação, disse Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

“Hoje, a reabilitação entende-se a toda a cidade consolidada de Braga assente na delimitação de novas áreas de reabilitação que procuram, concertando a iniciativa pública e privada, qualificar o espaço público e o edificado potenciando os equipamentos estruturantes e o património existente”, esclareceu ao Público Imobiliário Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

O autarca bracarense explanou que o centro histórico possuiu, hoje, uma dinâmica muito interessante no que respeita às operações urbanísticas em matéria de reabilitação. “Simultaneamente, estão em curso intervenções capazes de alavancar a procura turística e o mercado imobiliário em áreas mais carentes de intervenção, como a abertura do Hotel do Grupo Vila Galé no antigo Hospital de Braga; o Mercado Municipal de Braga e a recente abertura do Fórum Braga, que associadas à dinâmica cultural e desportiva e à intervenção privada, fazem e farão de Braga uma das principais cidades para visitar, viver e investir”.

Quanto aos principais projetos de investimento público na cidade, nomeadamente no domínio da reabilitação urbana, o executivo esclareceu que no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano e na delimitação das novas áreas de reabilitação urbana, foram identificados os principais investimentos estruturantes em matéria de reabilitação, mobilidade e as intervenções nas comunidades mais desfavorecidas, “o que representa um investimento público de quase 30 milhões”. “Algumas obras já estão terminadas, outras em curso e as restantes os concursos públicos estão em desenvolvimento. O novo Fórum Braga cuja intervenção foi terminada recentemente; o Mercado Municipal e o espaço público envolvente; a Pousada da Juventude; o Núcleo Museológico de Dume; a ampliação do Complexo Desportivo da Rodovia; a intervenção nos Bairros Sociais das Enguardas e de Santa Tecla são estruturantes e determinantes para a projecção e qualificação de Braga nos mais diversos domínios. Simultaneamente, estamos a trabalhar para que o EcoParque das Sete Fontes seja realidade num futuro próximo”.



A intervenção enquanto valorização

E se “durante muitos anos em Braga reabilitar era quase construir de novo”, Ricardo Rio assume que tem havido por parte deste executivo uma preocupação de aliar à intervenção no edificado uma perspectiva de valorização patrimonial nos imóveis restaurando elementos diferenciadores. “A subida de quase 40% nas obras de conservação levam-nos a crer que estamos no caminho certo”.

Assim, hoje, o conceito de reabilitação urbana não está exclusivamente afecto ao centro histórico de Braga: “Ele estende-se e procura consolidar, qualificar e potenciar áreas de forte significado patrimonial, como é o caso da ARU Norte da qual destacamos a importância da intervenção no Convento de São Francisco e da reabilitação do edificado nos núcleos antigos de Dume e de Real e da construção do EcoParque das Sete Fontes estruturante para a dinamização da ARU Nascente. Associada a uma intervenção física temos também vindo a descentralizar a actividade cultural e desportiva incutindo dinâmicas em áreas outrora consideradas periféricas”.

O edil assume que a autarquia procura aliar a uma contensão do perímetro urbano, preconizada na aprovação do Plano Director Municipal em 2015 e na revisão em curso, o alargamento das áreas de reabilitação urbana à zona consolidada de Braga desqualificada e assente num construção dos anos 90, “o que permite alavancar o investimento privado através do acesso a benefícios fiscais e com tal integrar no mercado da habitação 6.466 alojamentos vagos e onde 40% dos edifícios apresenta algum tipo de necessidade de intervenção de manutenção ou reabilitação (3.728 edifícios)”.



Evitar a “turistificação”

Braga está atenta à dinâmica imobiliária, ao consequente aumento dos preços das habitações e das rendas, está atenta à afetação de alojamento para turismo e comércio e restauração, assim como dá particular atenção à prevenção e discussão do acesso à habitação a rendas a custos controlados para integrar os habitantes da cidade e não provocar o que Ricardo Rio apelidou de “turistificação” de algumas áreas, como se assiste no Porto e em Lisboa. “A isto acresce o crescimento das politica de apoio ao arrendamento social preconizada pela BragaHabit, que tem vindo a minimizar o esforço das famílias no arrendamento livre – um investimento de meio milhão de euros por ano em cerca de 580 famílias e a intervenção nos bairros sociais com um investimento previsto de 4 milhões e que, numa primeira fase, incidirá em 210 fogos/famílias”.

O município de Braga e a BragaHabit conscientes de toda esta problemática vão, segundo Ricardo Rio, “iniciar o desenvolvimento de um Plano Estratégico para a Habitação em Braga e a constituição de um Observatório do Imobiliário, da Habitação e da Reabilitação Urbana”.