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Notícia

Resorts portugueses lideram turismo residencial europeu

Portugal e os resorts portugueses ocupam o primeiro lugar numa avaliação de 26 empreendimentos de turismo residencial em nove países

Um estudo independente, comissionado pela Associação Portuguesa de Resorts e cofinanciado pelo COMPETE 2020 atribui a Portugal e aos resorts portugueses o primeiro lugar numa avaliação de 26 empreendimentos de turismo residencial em nove países, segundo 54 critérios em 10 categorias.

Segundo um comunicado enviado às redações, os critérios de avaliação foram agrupados em três categorias micro, nível dos projetos e empreendimentos, e sete categorias macro, nível do país. A cada critério foi atribuída uma ponderação que reflete a importância que um comprador/investidor tipicamente lhe atribui.

Nos critérios das categorias macro, Portugal obtém 63,4 pontos seguido por Chipre (62,3), Espanha (57) e Turquia (56,4). O nosso melhor desempenho está nas categorias “Regime Fiscal e Incentivos” – especialmente no critério Custos de Aquisição de Propriedade –, “Governança Mundial” – que inclui critérios como Estabilidade Política, Qualidade Regulatória, ou Controlo da Corrupção –, e “Facilidade de Negócios” – incluindo: Iniciação de Negócio, Licenças de Construção, Pagamento de Obrigações Fiscais, e Cumprimentos de Contratos, e uma taxa de desemprego inferior à média dos países analisados.

Ao nível dos empreendimentos, critérios das categorias micro, lideram os resorts portugueses com 34,6 pontos, seguidos dos da Turquia (33,2), Chipre (29,1) e Espanha (28,8). O produto nacional de turismo residencial destaca-se nas categorias “Oferta” – que inclui Características, Serviços, número e qualidade de Campos de Golfe, e Estado de Desenvolvimento –, “Procura” – especialmente os preços de venda apelativos e a variedade de nacionalidades dos compradores –, e “Acessibilidade e Popularidade” – que inclui critérios como proximidade do mar, distância de aeroportos e de centros urbanos.

Apesar da posição de liderança, também são identificados importantes desafios. Portugal não apresenta bons resultados nos indicadores Económicos e Demográficos, com um crescimento abaixo da média dos países estudados, e crescimento negativo da população de -0,2% anual entre 2006 e 2016, abaixo da média de +0,3%. Por outro lado, Portugal é visto como sendo um mercado de preços baixos pelo que produtos de maior qualidade podem ser considerados caros dentro do próprio mercado, ainda que muito competitivos internacionalmente. Outros países mediterrâneos estão a dar grande prioridade a ofertas culturais, de natureza, bem-estar, etc., que Portugal está especialmente bem posicionado para desenvolver e que não pode deixar atrasar. Também se concluiu que, comparativamente aos seus principais concorrentes, Portugal tem uma presença ainda tímida nos grandes eventos internacionais de turismo residencial.

O trabalho de campo, realizado pela Savills International durante o segundo semestre de 2017, abrangeu a análise das tendências de oferta e procura, bem como as estratégias de marketing e vendas utilizadas a nível nacional, regional e de cada projeto. As fontes de informação utilizadas incluem serviços estatísticos, entrevistas diretas com associações, agentes e responsáveis de vendas e marketing nos respetivos países, entidades como a OCDE, Banco Mundial, FMI, World Economic Forum, e agências de estatísticas e rating globalmente reconhecidas como a Eurostat, S&P, Moody’s e Fitch.