Pesquise a sua casa passo a passo

SIGA OS SEGUINTES PASSOS PARA OBTER O SEU RELATÓRIO DE VALOR IMOBILIÁRIO

  • 1 Preencha o formulário abaixo com os dados do fogo cujo valor/renda pretende determinar.
  • 2 Confirme antes de submeter o formulário.
  • 3 Preencha os campos com os seus dados de contacto.
  • 4 Proceda ao pagamento eletrónico do serviço. Cada Relatório tem um preço de 30,00€.
  • 5 Os dados do imóvel serão reportados à Confidencial Imobiliário (Ci) que em 24 horas* devolve um relatório por via eletrónica. Antes de serem enviados, os resultados são validados por um técnico da Ci, recorrendo à análise estatística do mercado / tipologia selecionados.
  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

Sentimento positivo de 2018 prolonga-se para o novo ano

O ano de 2018 parece ter sido favorável ao mercado imobiliário, com diversos protagonistas a enfatizarem os números conseguidos nos passados 12 meses. Para 2019, as expectativas são altas, com a palavra confiança a ser diversas vezes proferida.

O ano de 2018 reuniu todas as condições para consolidar a retoma de um tecido empresarial que atravessou a pior crise da sua história. Manuel Reis Campos, presidente da AICCOPN - Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, explicou ao Público Imobiliário, em jeito de balanço, que a trajetória do investimento privado, a necessidade de reforço do investimento público, a internacionalização do setor e a manutenção de um clima de confiança para investidores nacionais e estrangeiros foram vetores cedo apontados como determinantes. “Desta forma, há a realçar o facto de, ao longo do ano, apesar de todos os fatores de risco e até mesmo de alguma instabilidade legislativa, a atividade das empresas ter podido desenvolver-se de acordo com os parâmetros que eram esperados, o que significou que estas foram capazes de estabilizar a sua atividade”.

E apesar de ter sido um ano em que houve poucos avanços em questões estruturais para o setor, como a descida da excessiva carga fiscal ou o aumento efetivo do investimento público, Reis Campos salienta que a conjuntura económica revelou-se alinhada com as expetativas, o que não deixa de ser um facto positivo.

Pela negativa, o responsável destacou a evolução do investimento público. “De acordo com as previsões orçamentais, o investimento público em percentagem do PIB, situar-se-á, este ano, nos 2,3%, nível comparável com o longínquo ano de 1975. No que se refere às empreitadas de obras públicas, nos dez primeiros meses do ano, tanto o lançamento de concursos como a celebração de contratos, registaram valores negativos quando comparados com o ano de 2017. O papel estruturante do investimento público e o seu efeito enquanto catalisador do investimento privado, não pode continuar a ser ignorado e, sobretudo, afastado da política orçamental”.

Assim, o ano de 2018 foi, para a AICCOPN, um ano de consolidação da recuperação da atividade das empresas da construção e do imobiliário. Segundo dados fornecidos por esta associação, as estimativas para a produção do setor apontam para que se tenha verificado um crescimento de cerca de 3,5%, refletindo um andamento positivo em todos os segmentos, designadamente ao nível dos edifícios residenciais, com uma variação de 7%, dos edifícios não residenciais, que deverão ter crescido 2,8% e da Engenharia Civil, com 2,0%. Estes números espelham uma evolução positiva que assentou, sobretudo, na dinâmica do investimento privado e, em especial no imobiliário, em resultado do bom momento que o País atravessa ao nível do turismo e da reabilitação urbana.

Quanto a 2019, e não obstante a incerteza gerada pela realização das eleições europeias e das eleições legislativas, Reis Campos considera que confiança é a palavra-chave para este novo ano, “traduzindo a nossa expetativa do reforço de uma trajetória de consolidação da economia e de crescimento da atividade das empresas”.



Um novo momento para o mercado residencial

O ano de 2018 trouxe um novo momento para o mercado residencial, disse ao Público Imobiliário Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário. “Se até final de 2017 o protagonismo do mercado esteve nos centros de Lisboa e Porto e nas localizações de vocação turística, desde 2018 que o ciclo de valorização abrange já a totalidade do território nacional e acelerou mesmo na maioria dos concelhos (entre o final de 2017 e o 2º trimestre 2018)”. Contudo, o responsável esclarece que em boa parte destes mercados, os preços ainda se encontram abaixo dos níveis pré-crise (2007). “Dito isto, as expetativas do mercado, conforme os inquéritos do Portuguese Housing Market Survey, são para que os preços mantenham a tendência de subida no próximo ano, mas com uma progressiva suavização do ritmo”. Por um lado, Ricardo Guimarães fala do nível de preços que já se atingiu e que poderá começar a ser um potencial constrangimento para o mercado, especialmente considerando a capacidade de compra das famílias, que será a franja da procura com maiores necessidades. “Ao mesmo tempo, o stock a entrar no mercado está a receber cada mais investimento e só no último ano e meio entraram em processo de licenciamento cerca de 50 mil novos fogos em Portugal. Sendo o desequilíbrio entre a oferta e a procura uma das principais causas para a subida de preços, à medida que o pipeline se torna mais robusto, o crescimento tenderá a ser mais suave”.



Imobiliário lucra com bom momento de Portugal

A consultora JLL define 2018 como um ano marcado por grandes projetos. “E continuamos a registar recordes, sendo expectável que alcancemos os 3.300 milhões de euros até ao final deste ano”. O setor do retalho, que representa 40% do negócio da JLL continua, segundo esta agência, a absorver o maior volume de investimento, seguido do de escritórios, com 25%. No que diz respeito ao sector residencial, o número de casas vendidas em Portugal cresceu 19% (21% em Lisboa) face ao período homólogo e, neste crescimento, é inevitável destacar as cidades de Lisboa e do Porto “que são aquelas nas quais os níveis de procura também têm vindo, no decorrer dos últimos anos, a ultrapassar todas as expectativas”.

A “culpa” de tudo isto é, também, o facto do país estar “nas bocas do mundo”, sendo que o imobiliário não ficou alheio a este momento. “A vitalidade da economia e a crescente projeção do país nas áreas da tecnologia, do turismo e da educação em muito favoreceram neste ano o sector imobiliário, quer na ocupação de escritórios, quer na venda de casas e até no surgimento de novos conceitos como o coliving e o coworking”. Já 2019, será para a JLL “certamente um novo ano muito positivo quer nos mercados ocupacionais quer no investimento”.



Um ano de crescimento

Para a rede Century 21 em Portugal, 2018 foi um ano de forte crescimento. Em número de transações, a empresa cresceu mais de 20% e aumentou o número de consultores imobiliários em cerca de 40%. “Contudo, começamos a registar uma diminuição do número de imóveis em venda, um aumento do tempo médio de venda e uma revisão do Asking Price dos clientes particulares de imóveis usados”, disse ao Público Imobiliário Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal.

O responsável acrescenta que há uma grande expectativa e muitas variáveis internas e externas a considerar, que fazem de 2019 um ano “intrigante”. “Em primeiro lugar, é expectável um abrandamento do crescimento do número de transações residenciais, sobretudo em consequência das limitações do poder de compra dos portugueses para acederem a habitação própria ou de arrendamento”. O estudo que a empresa realizou "I Observatório do Mercado de Habitação em Portugal" aponta que mais de 20% da procura está a desistir de comprar, ou arrendar, por não encontrar uma habitação ajustada às suas expectativas e ao seu rendimento disponível.

Contudo, Ricardo Sousa admite que 2019 será um ano repleto de oportunidades, tanto no mercado residencial, como no de escritórios, residências para estudantes e seniores, e para a construção de obra nova.