Pesquise a sua casa passo a passo

SIGA OS SEGUINTES PASSOS PARA OBTER O SEU RELATÓRIO DE VALOR IMOBILIÁRIO

  • 1 Preencha o formulário abaixo com os dados do fogo cujo valor/renda pretende determinar.
  • 2 Confirme antes de submeter o formulário.
  • 3 Preencha os campos com os seus dados de contacto.
  • 4 Proceda ao pagamento eletrónico do serviço. Cada Relatório tem um preço de 30,00€.
  • 5 Os dados do imóvel serão reportados à Confidencial Imobiliário (Ci) que em 24 horas* devolve um relatório por via eletrónica. Antes de serem enviados, os resultados são validados por um técnico da Ci, recorrendo à análise estatística do mercado / tipologia selecionados.
  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

Sepultar os mortos e cuidar dos vivos

O imobiliário perdeu a guerra contra as propostas de alteração aos programas de captação de investimento, que estiveram em discussão no âmbito a aprovação do Orçamento de Estado para 2020.

Opinião

Luís Lima - Presidente da APEMIP


Fizemos o papel que nos cabe, que é o de alertar para as eventuais consequências que tais medidas poderão ter no panorama imobiliário e económico nacional, pelo que agora, resta-nos trabalhar para atenuar os danos que estas alterações terão na perceção do destino “Portugal” enquanto País recetor de investimento.

Como em tempo guerra, é tempo agora de “sepultar os mortos e cuidar dos vivos”. A favor do mercado temos as baixas taxas de juro, que continuarão a ser uma alavanca para o sector, as dinâmicas da procura e o potencial de descentralização do investimento e de valorização de zonas que até agora continuam um pouco esquecidas.

Do outro lado do panorama, temos as feridas que estas alterações abriram junto da perceção do imobiliário nacional enquanto recetor de investimento, a falta de oferta a preços acessíveis, e os preços elevados que se praticam nos centros das principais cidades nacionais.

A questão da necessidade de habitação a preços acessíveis não é nova. No entanto, era mais exclusiva do mercado de arrendamento. Já em 2009, em declarações à RTP (que podem ser revistas no meu canal de youtube) mencionava que era necessária a introdução de casas naquele segmento, a preços que as pessoas pudessem pagar e que fossem competitivos face à prestação de crédito à habitação. Não só a questão não se resolveu, como se acentuou e se estendeu ao mercado de compra e venda…

Mais de 10 anos se passaram, e o discurso é o mesmo: é preciso aumentar oferta. Só com mais oferta se poderá praticar preços mais acessíveis. E esta oferta só será criada com construção nova, dirigida para o segmento específico da classe média e média baixa.

As mexidas nos programas de captação de investimento agora aprovadas, são medidas mais populares do que efetivas. Alguém acredita que será a proibição de nos vistos gold que fará descer os preços das casas em Lisboa ou no Porto? Mesmo que façam aligeirar alguns valores, estamos a falar de que ativos? Dos que custam mais de 500 mil euros (e já custavam, antes da crise)? Creio que todos sabemos que não é desta oferta que o mercado precisa.

O mercado precisa de oferta para a classe média e média baixa. Para os jovens. De uma oferta que seja compatível e coerente com os valores dos salários e do custo de vida no País. E para isso, precisa de um trabalho levado a cabo pelo Estado, em parceria com os privados. Os generais que defenderam acerrimamente as alterações que foram aprovadas no OE 2020, têm agora a obrigação de estar deste lado da barricada e defender a efetividade do aumento de oferta habitacional para os cidadãos.

Na medida do possível, o sector será sempre um aliado. Queremos ser sempre parte da solução, e nunca do problema. Mas para estarmos lado a lado, precisamos que o Estado também queira promover soluções, e evitar problemas, e que haja uma maior coerência no discurso, pois aquilo a que agora assistimos foram os pais e as mães destes programas abandonarem-nos e deixarem-nos à responsabilidade dos padrinhos (o sector) para cuidar.