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Notícia

“Space as a service”: um conceito-chave dos segmentos de investimento alternativos

“Space as a service”, ou o espaço como um serviço, será um conceito essencial para o sucesso do mercado de investimento em setores imobiliários alternativos, tais como o coliving, coworking, residências de estudantes ou residências sénior.

O espaço como um serviço, ou o conceito “Space as a service”, será um conceito essencial para o sucesso do mercado de investimento em setores imobiliários alternativos. Mas não só. Coliving, coworking, residências de estudantes ou residências sénior continuam a ‘marcar pontos’.

Esta foi uma das conclusões do mais recente workshop da APPII, “The brave new world of alternatives”, focado precisamente neste tipo de investimento em Portugal que decorreu nos escritórios da Victoria, em Lisboa.

Williams Johnson Mota, embaixador da Co-Liv em Portugal e CEO da B-Hive Living alertou o setor de que este conceito – “space as a service” – tem de estar bem marcado na mente dos players do mercado a partir de agora.

Trata-se de um tipo de investimento ainda embrionário em Portugal, mas que está rapidamente a ganhar terreno, tanto no nosso país como a nível global, representando uma fatia cada vez maior do investimento imobiliário. Um grande número de estudantes para cada cama disponível, pouca oferta de ativos, a subida dos preços do imobiliário ou a crescente vinda de trabalhadores estrangeiros para Portugal são alguns dos fatores que estão a motivar o investimento em residências ou no co-living. Coliving, coworking, residências de estudantes, “todos estes setores podem funcionar em Portugal, e são todos eles uma tendência global”, comenta Arthur Moreno, co-fundador da Stone Capital.

Nickolas James Dugerdil, diretor de Expansão Ibérica da Medici Living Group, acredita que com o aumento da procura pelas cidades, “os preços subiram muito, e as pessoas cada vez mais se querem conectar umas com as outras, e o imobiliário tradicional ainda não responde a isto”. Por outro lado, os juros muito baixos e poucas alternativas de poupança tornam o imobiliário mais atrativo, lembra Ricardo Kendall, fundador e CEO da Smart Studios. Além disso, já muitas faculdades portuguesas lecionam em inglês, o que favorece a vinda de estudantes estrangeiros.

Uma coisa é certa, o mercado tem de mudar rapidamente: “Nunca seremos suficientemente rápidos enquanto indústria, mas sabemos que o coliving é o futuro e que temos de trabalhar nestes produtos”, comentou Pedro Vicente, Board Member da Habitat Invest.

Por outro lado, também o investimento na área sénior tem tudo para ter sucesso, a começar pela pirâmide demográfica portuguesa. Jorge Fonseca, fundador da Memmo Ville, foca parte do seu negócio nesta área, e explica que “as pessoas não querem que os seus pais estejam sozinhos, numa altura em que estamos a viver mais anos. Esta é uma área sustentável do imobiliário, e há muitos nichos”, dando o exemplo de um centro que a empresa está a desenvolver na Beloura especializado em demência.



Mercado pede moldura legal específica

O coliving “não quer mudar as regras, mas sim adaptá-las para que melhor reflitam as necessidades de habitação do futuro”, afirmou Williams Johnson Mota.

A necessidade de legislação adaptada aos novos segmentos habitacionais foi destacada por todos os especialistas presentes neste debate. Miguel Santo Amaro, da Uniplaces, acredita que as restrições “podem matar o investimento”, mas que “o setor público tem de definir limites para que não haja abusos, mas tem também de ter confiança nos investidores”.

As áreas mais pequenas destes conceitos, nomeadamente do coliving, é um dos principais problemas no que toca ao licenciamento, no caso de este ser registado enquanto habitação. Do lado do setor público, Filipa Roseta, vereadora na Câmara de Cascais marcou presença neste encontro, partilhando que as autarquias por enquanto só licenciam imóveis e não serviços, e é necessário encontrar um meio termo: “não podemos licenciar áreas mais pequenas que são simplesmente mais baratas, não podemos ter só habitação de fraca qualidade, precisamos de seguir um modelo que saibamos que funciona lá fora”. Porque “o licenciamento não pode ser um ato de fé, temos de saber se essa comunidade vai mesmo ser criada ou não”. E questiona se o coliving será efetivamente a solução para a classe média, num contexto de difícil acesso à habitação.

Williams Johnson Mota considera que o serviço pode e deve ser licenciado, “inspecionado pelo menos anualmente para garantir os standards da indústria e condições de vida adequadas”.

Neste workshop participaram também responsáveis de empresas como a Round Hill Capital, Idea Co-Working, Morais Leitão, Impact Hub ou JLL.