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Notícia

Taxa de esforço é de 58% para comprar casa em Lisboa

O acesso à habitação está acima da capacidade financeira das famílias em Lisboa, onde a compra de casa representa uma taxa de esforço de 58% para as famílias, e de 68% se escolherem arrendar, bem acima da taxa recomendada pelo Banco de Portugal, de 33%.

O mais recente estudo da Century 21 e da Confidencial Imobiliário sobre o acesso à habitação, lançado na última sexta-feira, conclui que esta é a cidade do país com mais desafios a este nível. À margem do Pequeno Almoço do Imobiliário, realizado no Porto, a 17 de julho, a propósito destes números, Ricardo Sousa comentou que "deste estudo, a Century 21 concluiu que, numa perspetiva nacional, o acesso à habitação está genericamente ajustado à capacidade económica das famílias. De forma geral, o país não apresenta dificuldades acrescidas de acesso à habitação". Contudo, acrescenta que "os principais desafios surgem nas duas maiores capitais de distrito com a cidade de Lisboa a exigir uma taxa média de esforço superior a 58% e no Porto a compra de habitação absorve já 35% do rendimento das famílias".

No top dos concelhos com maior taxa de esforço para aquisição de habitação, a Lisboa, seguem-se Lagos, Loulé, Tavira e Albufeira. Em sentido inverso, os cinco concelhos onde a aquisição de habitação requer menor taxa de esforço das famílias são Guarda, Castelo Branco, Bragança, Santarém e Portalegre.

Os cinco concelhos do país com a maior taxa de esforço para acesso ao arrendamento são Lisboa e Albufeira, ambos a registarem 68%, seguidos de perto por Loulé, Cascais e Amadora, onde arrendar uma habitação de 90 m² já exige 57% do rendimento mensal das famílias.

Já os concelhos com menor taxa de esforço para arrendar uma habitação são a Guarda, Viseu, Vila Real e Santarém empatados, seguidos de Portalegre e Castelo Branco, ambos a registarem acesso ao arrendamento com apenas 29% do rendimento mensal das famílias.

O estudo destaca a necessidade de promoção das distintas regiões de turismo de Portugal para retirar pressão dos preços dos imóveis nas zonas do Porto, Algarve e Lisboa. "A habitação não é um problema: é a solução, e devem ser criadas políticas, legislações e orientações estratégicas de longo prazo. O mercado está a ajustar-se a esta nova realidade e é necessário que os operadores privados, autoridades locais e Estado português olhem para o sector imobiliário com outra perspetiva", comentou Ricardo Sousa.



Onde é possível comprar mais m² respeitando a taxa de esforço de 33%?

Excluindo Lisboa, Porto e Faro, no limite da capacidade financeira das famílias é possível adquirir mais de 125 m² em todas as capitais de distrito, e em dois terços delas essa área é mesmo superior a 150 m², aproximando-se ou superando os 200 m² em Castelo Branco e Guarda. Faro fixa-se nos 90 m² e Porto fica nos 80m², enquanto em Lisboa seria possível comprar apenas 50m².



Qual a renda mensal para 90 m²?

Lisboa, com uma renda média de 1.170 euros, destaca-se do Porto, nos 810 euros, enquanto todas as outras capitais de distrito registam rendas médias abaixo dos 600 euros, num mínimo de 339 euros na Guarda. Com as assimetrias nos valores das rendas face à taxa de esforço aconselhável conclui-se que, em oito das capitais distritais, o preço médio de arrendamento supera a mensalidade aconselhada - 105% em Lisboa e 51% no Porto- e noutras quatro fica apenas entre 2% e 6% abaixo do valor limite. A maior margem situa-se na Guarda, nos -26%.

Neste contexto, em oito das 18 capitais, a taxa de esforço para arrendamento está acima da desejável, variando entre os 34% de Coimbra, Évora e Braga, e os 68% de Lisboa. No Porto é de 50%. Já Leiria, Aveiro, Viana do Castelo e Beja, embora ainda abaixo dos 33%, mantêm-se em patamares acima dos 30%. A mais baixa observa-se na Guarda, nos 24%.