Pesquise a sua casa passo a passo

SIGA OS SEGUINTES PASSOS PARA OBTER O SEU RELATÓRIO DE VALOR IMOBILIÁRIO

  • 1 Preencha o formulário abaixo com os dados do fogo cujo valor/renda pretende determinar.
  • 2 Confirme antes de submeter o formulário.
  • 3 Preencha os campos com os seus dados de contacto.
  • 4 Proceda ao pagamento eletrónico do serviço. Cada Relatório tem um preço de 30,00€.
  • 5 Os dados do imóvel serão reportados à Confidencial Imobiliário (Ci) que em 24 horas* devolve um relatório por via eletrónica. Antes de serem enviados, os resultados são validados por um técnico da Ci, recorrendo à análise estatística do mercado / tipologia selecionados.
  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

Taxa liberatória: mexer? Não!

Durante largos anos o mercado de arrendamento viu-se votado ao esquecimento. No panorama habitacional português, sempre foi um “parente pobre”, pouco estimulado e promovido, apesar de ter havido anos em que foi apelidado de desígnio nacional, sobretudo no período de crise económica em que o País se apercebeu, que ao fim ao cabo, Portugal não era um verdadeiro país de proprietários, mas sim de inquilinos, sendo que a diferença era que o senhorio era banca…

Opinião

Luís Lima

Presidente da APEMIP


Daí para cá, os Governos têm reconhecido cada vez mais a importância de ter um mercado de arrendamento a funcionar adequadamente e a dar uma resposta eficaz à procura habitacional existente, no entanto, o seu processo de dinamização não tem sido fácil, continuando a assistir-se à existência de um forte desequilíbrio entre a oferta e a procura.

Sempre fui um acérrimo defensor do mercado de arrendamento, e como tal, sempre reconheci que em Portugal este segmento só funcionará adequadamente se forem criadas soluções, sobretudo em matéria fiscal, que tornem este negócio atrativo para quem nele possa querer investir.

Durante muitos anos hasteei a bandeira da criação de uma Taxa Liberatória no mercado de arrendamento, que acabou por se concretizar muito com a ajuda de Assunção Cristas (à data Ministra do Ordenamento do Território), ainda que tenha sido lançada a uma percentagem superior à que se desejaria. Dava-se, pela primeira vez desde há muito tempo, o primeiro sinal positivo aos senhorios que poderiam, por esta via, assistir a uma diminuição da carga fiscal.

No entanto, com a possibilidade da obrigatoriedade do englobamento dos rendimentos prediais em sede de IRS, avançada pelo Senhor Primeiro-Ministro, temo um recuo numa das únicas medidas verdadeiramente positivas em matéria de arrendamento que se tomou nos últimos anos.

Sabemos que a isenção de tributação a quem coloque os imóveis em regime de arrendamento acessível é um passo importante, mas quem não o faz, não deverá ver os seus rendimentos serem agravados, num período em que é tão importante aumentar a oferta no mercado de arrendamento.

Como se costuma dizer, “não se apanham moscas com vinagre”, e acabar com a taxa liberatória no arrendamento será um sinal negativo que travará quem pondera investir neste mercado, e que poderá recuar e optar por investir noutros sectores. Quem investe para colocar casas no mercado de arrendamento, ajudando desta forma a colmatar a falta de oferta habitacional, deve ser diferenciado pela positiva, e ter a opção de optar ou não pelo englobamento em sede de IRS, como agora acontece.

A diferença pode e deve fazer-se por quem opte por celebrar contratos de arrendamento mais longos, através da redução da taxa liberatória que será mais baixa quanto maior for o número de anos do contrato.

Num período em que é tão importante aumentar a oferta no mercado, abrir a possibilidade de agravar a tributação sobre os rendimentos prediais é um mau presságio que terá consequências nefastas, não só no sector imobiliário, como no turismo, uma vez que o dinamismo de um promove o dinamismo do outro.