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Notícia

Sustentabilidade e alargamento são desafios da reabilitação

A sustentabilidade e o alargamento territorial da reabilitação estão incluídos num domínio estratégico que deve ser pensado para os próximos 20 anos, defende Reis Campos, presidente da AICCOPN

A reabilitação urbana, apesar de ser “hoje uma realidade incontornável”, ainda não ganhou “a escala e, sobretudo, a abrangência territorial” necessária. Na perspetiva do presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), Reis Campos, “o Porto, a par de Lisboa, são as duas cidades cujos centros históricos estão a apresentar uma dinâmica claramente superior à que se verifica no resto do país”.

Os dados mostram que, em 2016, no município do Porto, o peso da reabilitação no total de edifícios licenciados foi de 75,5%. Porém, no Grande Porto, esse peso é de 58% e, considerando todas as autarquias, exceto o Porto, o valor desce para os 48%. Mesmo à escala da cidade, “é perfeitamente visível a discrepância entre o que se passa na Baixa e o resto da cidade, onde existem espaços que continuam praticamente à margem deste processo”, acrescenta.

Desta forma, qualquer análise ao mercado da reabilitação urbana no Porto “tem, necessariamente, que reconhecer o momento positivo que estamos a atravessar”, bem como “os grandes avanços nesta matéria mas, de igual modo, identificar o grande desafio que temos pela frente, e que passa pela sustentabilidade e pelo alargamento deste processo” a toda a malha urbana do Grande Porto.



Mercado de 24 mil milhões

A nível nacional, existe mais de um milhão de fogos a necessitar de intervenção. As estimativas da associação apontam para um mercado que ascende a cerca de 24 mil milhões de euros, considerando apenas “as necessidades mais relevantes do parque habitacional nacional”. No Grande Porto, “são mais de 90 mil imóveis e 2,8 mil milhões de euros”.

Trata-se de “um domínio estratégico tem de ser planeado para os próximos 20 anos”. Aliás, considera, “basta olhar para a restante Europa e percebemos que, mesmo em cidades que apresentam índices de conservação do seu edificado que são muito bons, a reabilitação urbana faz parte do quotidiano destes espaços”.

É assim “necessário um permanente ajustamento da malha urbana às realidades económicas e sociais e, por isso, haverá sempre imóveis para reabilitar”, conclui Reis Campos. Para que assim seja, “exigem-se instrumentos que permitam alavancar o investimento privado, como é o caso do financiamento e dos incentivos de natureza fiscal”, assinala.



Turismo ou arrendamento?

Num momento em que a realidade da reabilitação urbana assenta em dois pilares como o turismo e o mercado de arrendamento, Reis Campos recusa que sejam mercados “antagónicos”. Mas são “claramente distintos”. Na sua leitura, “em determinadas áreas urbanas haverá sempre uma propensão natural para o desenvolvimento de atividades associadas ao turismo”. Sem “prejuízo da necessidade de regular e equilibrar as diferentes valências que constituem uma cidade, é expectável que fenómenos recentes como o alojamento local continuem a crescer”.

Por outro lado, “precisamos de criar um verdadeiro mercado do arrendamento que, em boa verdade, ainda não existe em Portugal”. Os “constrangimentos que se têm vindo a evidenciar” resultam, refere, de “um crescimento do alojamento local em áreas que, até há bem pouco tempo atrás, estavam praticamente abandonadas”.

A concentração do número de fogos de alojamento local no Algarve (44,7%), em Lisboa (18,7%) e no Porto (7,4%), ao mesmo tempo que, no resto do país, o peso do AL no arrendamento “é de apenas 2%”, afirma a necessidade de “promover o arrendamento, concretizando medidas que garantam a segurança e atratividade do mesmo para os investidores”.

A AICCOPN defende “alterações na fiscalidade dos rendimentos prediais e a implementação de programas de financiamento de proprietários que queiram recuperar casas para este mercado. Seguramente que não é criando entraves ao AL que se vai resolver o problema do arrendamento”, nota.



Semana da Reabilitação Urbana no Palácio da Bolsa entre 6 e 12 de novembro



Semana da Reabilitação Urbana regressa à Invicta

A V Semana da Reabilitação Urbana do Porto regressa com uma agenda abrangente de conferências sobre o tema, incluindo financiamento e investimento, a tecnologia e as intervenções técnicas, sustentabilidade ambiental e conforto, inclusão social e cultural, turismo e retalho, em nove sessões que terão lugar no Palácio da Bolsa.

O evento, que decorrerá de 6 a 12 de novembro, pretende atrair profissionais e público em geral, e constitui-se ainda como um ponto de encontro entre os poderes públicos e a iniciativa privada, a dinâmica associativa e as academias com interesse e atividade nesta área.

A AICCOPN apoia a Semana da Reabilitação Urbana desde o seu início, pois “entende que é com iniciativas desta natureza, em que se promove um amplo espaço de debate com os mais diversos intervenientes, que se consegue unir esforços e alinhar estratégias para desenvolver um mercado que é decisivo para o futuro do setor e do país”, conclui Reis Campos.



R.U.I.S., marca para as empresas

Uma das caraterísticas mais marcantes da reabilitação urbana é o efeito multiplicador no emprego e na atividade económica, pois contempla “um conjunto de intervenções intensivas em mão-de-obra e muito abrangentes nas qualificações e competências que são necessárias”, refere o presidente da AICCOPN.

Há assim “uma envolvência muito grande de todo o tecido empresarial, independentemente da dimensão e das especialidades das empresas”. A associação desenvolveu, com o apoio do Norte2020, o projeto Reabilitação Urbana Inteligente e Sustentável, com vista a “qualificar empresas que se apresentam no mercado com padrões de cumprimento de requisitos legais e de competências que as distinguem de todos os que atuam de forma ilegal”.

Associada a esta iniciativa, incluem-se ações como o desenvolvimento do site da Reabilitação Urbana com funcionalidades integradas com o AICCOPN Constru+, como é o caso do Diretório de Empresas Qualificadas R.U.-I.S., oportunidades de negócio no âmbito da reabilitação, ou uma Biblioteca Online de Conhecimento.



Reabilitação em debate na AICCOPN

No próximo dia 17 de outubro a AICCOPN vai promover, na sua sede, as Jornadas sobre Reabilitação Urbana Inteligente e Sustentável. A iniciativa, que conta com o apoio do Norte 2020, contará com a presença da Secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, bem como do presidente do IMPIC, Fernando Silva.

No encontro, serão debatidos temas como a qualificação e competitividade das empresas de reabilitação urbana e será apresentada a marca R.U.I.S. Serão também dados a conhecer casos de estudo práticos de cooperação entre as universidades e o mundo empresarial no âmbito deste segmento.