Pesquise a sua casa passo a passo

SIGA OS SEGUINTES PASSOS PARA OBTER O SEU RELATÓRIO DE VALOR IMOBILIÁRIO

  • 1 Preencha o formulário abaixo com os dados do fogo cujo valor/renda pretende determinar.
  • 2 Confirme antes de submeter o formulário.
  • 3 Preencha os campos com os seus dados de contacto.
  • 4 Proceda ao pagamento eletrónico do serviço. Cada Relatório tem um preço de 30,00€.
  • 5 Os dados do imóvel serão reportados à Confidencial Imobiliário (Ci) que em 24 horas* devolve um relatório por via eletrónica. Antes de serem enviados, os resultados são validados por um técnico da Ci, recorrendo à análise estatística do mercado / tipologia selecionados.
  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

Turismo e comércio impulsionam reabilitação no centro do Porto

Semana da Reabilitação Urbana do Porto encerra com leitura sobre os segmentos alternativos que são alvo dos investidores

Avenida dos Aliados será novo pólo de desenvolvimento de retalho

O alojamento local e o comércio de rua estiveram em destaque no encerramento de mais uma edição da Semana de Reabilitação Urbana do Porto. O debate em torno do turismo no centro da cidade foi um dos temas em foco, com o diretor de Planeamento e Gestão Operacional da sociedade de reabilitação urbana Porto Vivo, Paulo Valença, a afirmar que “o centro histórico e a Baixa querem-se equilibrados de funções, com residentes e com turistas”.

Numa leitura mais ampla, o mesmo responsável sublinhou que, em 45 anos, o centro histórico da Invicta perdeu 70% de residentes, dos quais “40% desde o início do século”. No âmbito da gestão urbanística do período 2012 a 2017, a Porto Vivo emitiu alvarás de licenciamento para 461 edifícios, compreendendo 2603 frações; ao passo que a emissão de alvarás de utilização abrangeu 195 edifícios e 438 frações.

A realidade diz que o alojamento local “é um dos pilares importantes da reabilitação do edificado”, tendo sido “o turismo, naturalmente e por consequência, uma alavanca determinante para a reabilitação urbana do Centro Histórico do Porto e da Baixa” da cidade, referiu. Assim, por um euro de investimento público, resultou um investimento privado de 6,25 euros em alojamento local.

Porém, esta atividade requer “mais regulação”, refere Paulo Valença, “não bastando inscrição na plataforma do Ministério da Economia”; em simultâneo, deve-se “impedir a sobreposição de habitação e alojamento local num mesmo acesso vertical”, estipulando um “zonamento”.

Por seu turno, o diretor da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães, deu conta do aumento exponencial da atividade turística no Porto e Lisboa, sendo que a Invicta deverá albergar atualmente cerca de cinco mil unidades de alojamento local, número que ascenderá para o dobro na capital. A estes, somam-se os “129 hotéis em licenciamento no último ano e meio em Portugal”.

Entre 2009 e 2016 a procura por alojamento local no Porto tem demonstrado sinais de um crescimento acelerado e muito superior ao da oferta (9,3% vs. 2,5%). Numa visão do mercado sobre o alojamento local, Eduardo abreu, managing partner da neoturis, referiu que “entre 2013 e 2016 o alojamento turístico na cidade do Porto registou um aumento de cerca de 1500 camas”. Do lado da oferta, “o mercado do alojamento local tem demonstrado uma grande evolução, nos últimos anos, com crescimentos na ordem dos 100% ao ano”.



O papel do retalho

A Avenida dos Aliados poderá ser transformada “num novo centro de desenvolvimento para o retalho” com a entrada de novos players. A convicção de Ricardo Valente, vereador da Economia, Turismo e Comércio da Câmara Municipal do Porto, “o Porto precisa e está a ter um comércio cada vez mais vivo”. A par dos Aliados, “também a rua do Almada, que ocupa zonas muito centrais da cidade”, será importante nesta dinâmica. Por outro lado, e “depois de uma fase muito direcionada para a restauração, pensamos que a médio prazo o próprio mercado se irá diversificar”.

No caso do Porto, entraram em funcionamento 80 novas lojas, que representam mais de 20 mil m2 de oferta. Destas, 54 pertencem a retalhistas nacionais e 33 internacionais. Segundo Filipe Lopes, Head of Porto da consultora Cushman & Wakefield, o mix comercial tem “um enfoque claro na moda”, salientando que “a restauração cresceu 35%”

Com três eixos de comércio com posicionamentos distintos (Aviz e Aliados mais premium, Clérigos mais Trendy e Baixa e Cedofeita com um mercado mais massificado), as rendas prime no Porto aumentaram “15% em 10 anos”, sendo que as “yields prime reduzem em 75 pontos base e atingem mínimo histórico em 2016”.

Numa visão de futuro, Sandra Campos, Head of Retail da Cushman & Wakefield, referiu que as principais tendências mundiais do setor do retalho passam pela “venda e entretenimento” destacando “a importância da proximidade e conveniência do comércio de rua”, bem como “o impacto do online no espaço físico”.

Paralelamente, destacou a “afirmação do valor do produto em detrimento da marca”, bem como “os novos conceitos e formatos de restauração”, incluindo “a proliferação dos foodtrucks”, e “novos conceitos em loja e loja em casa”.

No debate que se seguiu, Jorge Liz, da Sonae SR, afirmou que o grupo “quer entrar no centro da cidade com novos formatos”. Já Paulo Antunes, dos armazéns Marques Soares, ressalvou que “20 a 30% das vendas são feitas a estrangeiros”.



PNRU abre candidaturas

As candidaturas a mais uma edição do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana (PNRU 2018) abrem hoje, sendo que a entrega dos galardões terá lugar em Braga. Esta iniciativa, que vai para a sexta edição, é já uma referência nacional, que visa distinguir as intervenções urbanas de maior valia para a sociedade nas suas múltiplas valências.

A análise dos projetos submetidos a concurso ficará a cargo de um júri independente, formado pelo economista João Duque, por Manuel Reis Campos, presidente da AICCOPN, pelo engenheiro João Appleton, bem como pelos arquitetos João Carlos Santos e João Santa Rita.

Quem pretender concorrer à nova edição do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana poderá fazê-lo até dia 16 de fevereiro, podendo candidatar-se projetos e intervenções de reabilitação urbana concluídos entre 1 de janeiro de 2016 e 31 de dezembro de 2017, desde que não se tenham candidatado em edições prévias. São premiados projetos nas áreas de habitação, comércio e serviços, turismo e impacto social.

O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana foi lançado em 2013 com o objetivo de reconhecer, premiar e divulgar a excelência na renovação das cidades Portuguesas e afirma-se atualmente como a mais prestigiada distinção na área da reabilitação do edificado e requalificação dos territórios em Portugal. Desde a sua primeira edição, foram 280 os projetos que concorreram a este Prémio, conquistando em cada nova edição uma maior cobertura geográfica. Só na edição de 2017, a iniciativa recebeu um número recorde de projetos a concurso, tendo sido validadas 81 candidaturas oriundas de 22 concelhos de Portugal. Estes projetos traduziram um crescimento de 38% em relação aos 16 municípios abrangidos em 2016.