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SIGA OS SEGUINTES PASSOS PARA OBTER O SEU RELATÓRIO DE VALOR IMOBILIÁRIO

  • 1 Preencha o formulário abaixo com os dados do fogo cujo valor/renda pretende determinar.
  • 2 Confirme antes de submeter o formulário.
  • 3 Preencha os campos com os seus dados de contacto.
  • 4 Proceda ao pagamento eletrónico do serviço. Cada Relatório tem um preço de 30,00€.
  • 5 Os dados do imóvel serão reportados à Confidencial Imobiliário (Ci) que em 24 horas* devolve um relatório por via eletrónica. Antes de serem enviados, os resultados são validados por um técnico da Ci, recorrendo à análise estatística do mercado / tipologia selecionados.
  • * No caso de pedidos realizados aos sábados, domingos ou feriados, ou após as 18h00, as 24 horas contam-se a partir das 9h00 do 1º dia útil seguinte.

Notícia

União de Facto: imobiliário e turismo

O Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgou os dados referentes ao emprego em Portugal em 2018, concluindo que o número de pessoas empregadas cresceu cerca de 21% no ano passado.

Opinião

Luís Lima - Presidente da APEMIP

A contribuir para este aumento, estão as profissões ligadas às atividades imobiliárias, que empregaram 48.3 mil pessoas em 2018, o que se traduz num aumento de 12,2% face a 2017, sendo o sector que mais cidadãos empregou no ano passado.

Para mim, estes números não são de todo surpreendentes. A sanidade do imobiliário é proporcional ao emprego que gera e num ano em que este sector teve um desempenho tão positivo como em 2018, é natural que isso tenha reflexo no emprego que gera.

Pelo mesmo motivo, esperar-se-ia que também no turismo se pudesse sentir este aumento de representatividade, o que não aconteceu. O número de pessoas empregadas nas atividades de alojamento e restauração aumentou apenas 1,6%. E não haja dúvida que devemos olhar para estes números e lê-los com preocupação.

Sabemos que turismo e imobiliário têm sido dos principais impulsionadores da dinamização económica do País, até pelo volume de emprego que geram.

Recordo que, no arranque da dinamização do imobiliário após a forte crise que o abalou, o turismo residencial foi um dos seus principais combustíveis, através da captação de investimento estrangeiro. A criação de programas como o Regime Fiscal para Residentes Não Habituais ou o Programa de Autorização de Residência para Atividades e Investimento impulsionou muito a procura estrangeira pelo imobiliário português, motivo pelo qual o diálogo entre os dois setores sempre foi uma das minhas bandeiras enquanto presidente da APEMIP, mesmo apesar das críticas que ouvi por parte de quem não percebia a pertinência desta união.

Com este investimento conseguimos reabilitar de forma significativa grande parte do património. O Turismo passou a ser um atrativo para investidores imobiliários, que também apostaram na reabilitação urbana, em pequenos hotéis e hostels nos centros das cidades, em edifícios desenhados para servir de residências temporárias dirigidas para servir o turismo, e também em habitação própria ou para colocação no mercado de arrendamento atual.

É inegável a importância que esta “união de facto” entre os dois sectores representa: atrai capitais estrangeiros através do investimento para rendimento e poupança; dinamiza o setor turístico e imobiliário, o que contribui também para um aumento da liquidez do sistema financeiro; gera aumento de consumo o que se materializa numa maior receita de impostos para o Estado; desenvolve infraestruturas; qualifica o destino “Portugal”; promove a fixação de populações, e estimula o crescimento da economia e do emprego.

Por isso, esta desaceleração na criação de emprego no sector do Turismo deve deixar-nos cautelosos e em alerta. É essencial que saibamos proteger este sector, apostando na credibilização, confiança e segurança do filão imobiliário-turismo. Se há coisa que não podemos desunir é a importante ligação entre ambos. O que beneficie o turismo, interessa ao imobiliário e vice-versa.

Aliás, o que beneficie ambos os sectores, beneficia, também, todos os portugueses…