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Notícia

Vendas de imóveis da Caixa Económica Montepio Geral crescem 32% no 1º semestre

«Diferente do que é habitual no setor financeiro», a estratégia imobiliária do Montepio está a dar frutos. E, depois de um crescimento homólogo de 32% nas vendas no 1º semestre de 2017, tudo indica que «a tendência se mantenha ou ainda melhore nos semestre seguintes»

Susana Correia

A informação foi revelada por Fernando Santo, administrador executivo da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) e administrador do Montepio Gestão de Ativos Imobiliários (MGAI), o agrupamento complementar de empresas criado em 2014 para gerir de forma integrada toda a carteira de imóveis detidos pelas dez entidades que compõem o grupo Montepio e que, desde 2015 até ao 1º semestre de 2017 , já concluiu com sucesso a venda a retalho de cerca 2.900 imóveis de negociação, no valor de 450 milhões de euros, da CEMG e das entidades do seu perímetro de consolidação.

Mas, no que ao imobiliário diz respeito, o que diferencia a abordagem do Grupo Montepio ao setor imobiliário daquilo que tem sido a receita habitual entre as entidades que atuam no setor financeiro em Portugal? Além de criar esta entidade, o MGAI, «contrariamente ao que tem sido habitual noutras instituições financeiras, considerámos que, face ao valor, tipo de imóveis recebidos por dações em pagamento ou insolvências e ao estado em que se encontravam, com um significativo valor por acabar, teríamos que assumir uma intervenção semelhante à dos promotores imobiliários, com competências técnicas internas adequadas à gestão imobiliária desse património. Ou seja, assumimos a gestão integrada das diferentes fases do processo de criação de valor do imobiliário, com competências para, se for preciso, podermos iniciar um projeto de loteamento, definir o conceito de produto até concluir a construção do edifício e entrega-lo chave-na-mão», começa por explicar Fernando Santo.

Uma opção que faz a diferença, diz aquele responsável, sobretudo quando a carteira de ativos inclui terrenos em diferentes estados de desenvolvimento urbanístico e empreendimentos inacabados. «Não concordo que se vendam estes ativos com um desconto agressivo, quando é possível, com tempo, criar valor», advoga, sublinhando que «no auge da crise poderíamos ter vendido terrenos com descontos agressivos de 50% ou 60%, mas não me parece que seria bom negócio. Pois, como sempre aconteceu no imobiliário, iria chegar um novo ciclo, que é o momento onde estamos agora, em que os valores dos terrenos começam a aproximar-se das avaliações anteriores; e no qual quem teve capacidade para manter o seu património já não vai perder dinheiro, com os descontos do tempo do pico da crise. Porque, 50% do valor num ativo, que é o que teríamos de abdicar há quatro ou cinco anos, é muito dinheiro para perder, e isso é algo que só faz sentido se houver muito dinheiro para colocar em cima dos problemas ou mesmo muita necessidade em libertar a carteira de ativos imobiliários».

Como tal, a estratégia do Montepio passou também por investir na conclusão dos projetos inacabados que foram “herdados”. «Atuámos como um grande promotor, agindo em todo o ciclo normal da promoção imobiliária, identificando o que estava por construir, lançando concursos para as empreitadas, licenciando projetos e acabando as obras para, então, vender os imóveis a preço mercado». Uma opção que já permitiu vender nos últimos dois anos «mais de 100 milhões de euros em imóveis antes inacabados» o que «demonstra que, com tempo, é possível criar valor nos ativos imobiliários em carteira e aliená-los a preços de mercado, aproveitando essa oportunidade ao invés de serem prometidos vender a terceiros, com descontos muito superiores ao investimento a realizar e sem escritura, uma vez que os imóveis não estavam concluídos, ou seja, os imóveis não saíam do balanço, mas o negócio sim», remata Fernando Santo.



Promotores estão de volta ao jogo

Sinal de que um novo ciclo se está a iniciar, o administrador do Montepio nota que «desde o final do ano passado começou a verificar-se algo a que há muito, desde antes da crise, não assistíamos: a procura de terrenos para a construção nova. Temos alguns loteamentos em carteira nos concelhos vizinhos de Lisboa, nomeadamente em Oeiras, Sintra, Amadora, e também na margem sul, para os quais começaram a aparecer cada vez mais promotores interessados em adquirir lotes para construir».

Ao longo dos últimos dois anos e meio, a CEMG e as empresas deste grupo, já concretizaram a venda a retalho de cerca de 2.900 imóveis de negociação no valor aproximado de 450 milhões de euros. E, a crer nos resultados dos últimos meses, tudo indica que este ritmo de vendas se comece a intensificar cada vez mais. «Só para ter uma ideia, no primeiro semestre de 2017 aprovámos propostas de venda que ultrapassaram em 32% o registado no período homólogo de 2016, e esperamos que os próximos semestres possam correr ainda melhor», revela Fernando Santo. «Ora, se os resultados estão a aparecer, quer dizer alguma coisa, que vale a pena ter paciência, apostar no conhecimento do mercado com competências próprias e acreditar naquele que é o contexto em que vivemos e que a seguir a uma crise haverá novas oportunidades. Mas para além da estratégia e do contexto do mercado mais favorável, foi determinante a competência e a dedicação de todos os colaboradores».

E, é precisamente nesse contexto, que a CEMG e o Montepio Gestão de Ativos Imobiliários acabam de dar mais um passo em frente na sua estratégia para a área imobiliária, com o lançamento do novo site Imoveismontepio.pt. Online desde o início de julho, o portal reúne cerca de 4.800 imóveis comerciais, residenciais e terrenos para construção detidos pelo grupo para venda, localizados de norte a sul do país e nas ilhas. Um reforço da estratégia de comercialização que já vem sendo desenvolvida «offline» através de uma rede de 90 mediadores a quem o Montepio atribuiu a comercialização exclusiva dos seus ativos, admitindo parcerias com todos os outros mediadores.