Arrendar casa: Castelo Branco lidera os municípios mais acessíveis

22/07/2026
Arrendar casa: Castelo Branco lidera os municípios mais acessíveis

O mercado de arrendamento continua a refletir fortes assimetrias entre regiões. Enquanto nos grandes centros urbanos os preços permanecem elevados, há municípios onde arrendar casa custa menos de metade do valor praticado em Lisboa. Uma análise do idealista, relativa ao segundo trimestre do ano, mostra que Castelo Branco é o município mais acessível do país, confirmando a existência de diferenças muito significativas no custo da habitação.

Os mais baratos

De acordo com os dados do portal imobiliário, Castelo Branco apresenta um valor mediano de apenas 7,4 euros por metro quadrado, o mais baixo registado a nível nacional. Este desempenho transforma a capital de distrito numa opção particularmente atrativa para famílias, jovens profissionais ou reformados que procuram reduzir os encargos com a habitação.

O pódio dos municípios mais baratos completa-se com outros nomes do interior e do Norte do país, refletindo uma tendência de preços mais moderados fora dos grandes centros urbanos e das zonas costeiras mais procuradas. Logo atrás de Castelo Branco surge Bragança, com 7,5 euros/m², seguida de Viseu (7,7 euros/m²), Santa Maria da Feira (8,1 euros/m²) e Barcelos (8,3 euros/m²). Estes valores demonstram que continuam a existir alternativas bastante mais acessíveis fora dos principais mercados imobiliários.

Ainda abaixo dos 10 euros por metro quadrado encontram-se Vila Nova de Famalicão (8,6 euros/m²), Figueira da Foz (9 euros/m²), Covilhã (9 euros/m²), Ovar (9,2 euros/m²), Leiria (9,3 euros/m²), Esposende (9,3 euros/m²), Tomar (9,6 euros/m²), Valongo (9,8 euros/m²), Santarém (9,8 euros/m²) e Alenquer (9,9 euros/m²). Distribuídos por diferentes regiões do país, estes municípios continuam a oferecer soluções mais acessíveis para quem procura reduzir os custos da habitação sem abdicar da proximidade a serviços e equipamentos.

O ranking prossegue com Caldas da Rainha (10 euros/m²), Alcobaça e Braga (ambas com 10,1 euros/m²), Viana do Castelo (10,2 euros/m²), Espinho (10,2 euros/m²), Vila do Conde (10,5 euros/m²), Lourinhã (10,5 euros/m²), Gondomar (10,5 euros/m²), Guimarães (10,8 euros/m²) e Ílhavo (10,9 euros/m²). Muitos destes concelhos beneficiam de boas acessibilidades, uma oferta consolidada de serviços e uma localização estratégica, fatores que reforçam a sua atratividade junto dos arrendatários.

Lisboa continua a liderar os preços

No extremo oposto da tabela, a análise do idealista confirma aquilo que muitos portugueses já sentem no dia a dia: as maiores cidades e alguns dos mercados mais procurados continuam a registar valores muito elevados.

Lisboa lidera o ranking nacional, com uma renda mediana de 21,8 euros por metro quadrado, o valor mais alto do país. Este resultado reflete a forte procura, tanto nacional como internacional, aliada à escassez de oferta, sobretudo nas zonas centrais da capital.

Logo atrás surgem Cascais (20,5 euros/m²), Sines (18,9 euros/m²), Loulé (18,1 euros/m²) e Oeiras (17,3 euros/m²). Embora por razões distintas – desde a forte procura turística e residencial nos mercados premium até à dinâmica económica e empresarial de alguns destes concelhos – todos continuam entre os municípios mais caros para arrendar casa em Portugal.

A diferença entre Castelo Branco, o município mais acessível, e Lisboa, o mais caro, ultrapassa os 14 euros por metro quadrado, ilustrando as fortes desigualdades territoriais que continuam a caracterizar o mercado nacional do arrendamento.

Interior ganha competitividade

Esta fotografia do mercado surge num momento particularmente sensível para muitas famílias, pressionadas pelo aumento do custo de vida e pela dificuldade em encontrar habitação a preços compatíveis com os rendimentos disponíveis.

Os dados reforçam, por isso, o papel crescente do interior e de algumas regiões menos centrais como alternativas para quem procura reduzir os custos da habitação. Municípios como Castelo Branco, Bragança ou Viseu continuam a apresentar valores significativamente inferiores aos praticados nas áreas metropolitanas e nas zonas mais turísticas.

Enquanto Lisboa e outros mercados premium mantêm níveis de preços difíceis de suportar para uma parte significativa da população, o interior e algumas zonas do litoral Norte e Centro continuam a oferecer oportunidades de arrendamento bastante mais acessíveis. Esta diferença poderá levar cada vez mais famílias a ponderar soluções fora dos grandes centros urbanos, sobretudo quando o teletrabalho ou a melhoria das acessibilidades o permitem.