No final do mês de fevereiro último, o custo médio para arrendar uma casa situava-se nos 16,2 euros por metro quadrado, um valor calculado com base na mediana e que se distancia ligeiramente do pico histórico de 17 euros por metro quadrado, atingido em outubro de 2025.
Esta redução confirma uma tendência descendente que se tem vindo a consolidar nos últimos três meses, período em que a variação trimestral alcançou os -2,7%. Os dados são provenientes do índice de preços do idealista
Onde e quanto
Nas capitais de distrito e nas regiões autónomas analisadas, o preço das casas para arrendar subiu em nove das 15 localidades consideradas. As valorizações anuais mais significativas ocorreram em Bragança, com um aumento de 16,9%, Coimbra com 11,4% e Leiria com 10,4%. Seguem-se Viana do Castelo com 9,8%, Setúbal com 9,3% e Ponta Delgada com 9,2%. Também se verificaram subidas em Castelo Branco (4,1%), Faro (3,2%) e Aveiro (2,3%).
Em sentido oposto, os preços desceram no Porto (-2,5%), Braga (-1,6%), Évora (-1,2%) e Viseu (-0,8%). Em Lisboa (-0,5%) e no Funchal (0,5%), as variações foram mínimas, mantendo os valores praticamente estáveis.
A mais cara do país
Lisboa mantém a sua posição como a cidade mais cara do país para arrendar casa, apresentando um preço mediano de 21,7 euros por metro quadrado. O Porto surge em segundo lugar, com 16,8 euros, seguido do Funchal com 16,2 euros. Logo depois aparecem Faro com 14,7 euros por metro quadrado, Setúbal com 13,7 euros por e Coimbra com 12,8 euros.
Com valores bem próximos destes surgem Évora, com 12,4 euros por metro quadrado, Aveiro a 11,5 euros, Ponta Delgada a 11 euros, Viana do Castelo a 9,5 euros e Leiria a 9,3 euros.
Regista-se ainda que as capitais mais económicas para arrendar continuam a ser Viseu com 7,5 euros por metro quadrado, Castelo Branco com 7,1 euros e Bragança com 6,7 euros.
Distritos e ilhas
Ao nível dos distritos e ilhas, nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar aumentaram em 13 dos 20 territórios analisados, mantendo-se estáveis em dois deles e registaram-se descidas em cinco.
A maior subida anual verificou-se em Bragança, com 31,2%, seguida de Beja com 24,2%, Castelo Branco com 17,3% e Coimbra com 16,9%. Registaram-se ainda aumentos na ilha de São Miguel com 8,9%, Leiria com 6,8%, Aveiro com 6%, Portalegre com 5%, Setúbal com 4,6%, Braga com 4,3%, Viana do Castelo com 3,7%, Santarém com 3,5% e Évora com 2,8%. A ilha da Madeira apresentou uma variação praticamente nula, de 0,1%, enquanto o distrito de Lisboa registou duas décimas negativas, um valor também considerado estável. Em contrapartida, as descidas mais acentuadas ocorreram na Guarda com -7%, Vila Real com -6,4%, Faro com -6,1%, Porto com -2,7% e Viseu com -1,6%.
O ranking dos distritos mais caros
No ranking dos distritos e ilhas mais caros para arrendar casa, Lisboa mantém a posição cimeira com um preço mediano de 20 euros por metro quadrado, seguida pela ilha da Madeira com 15,7 euros e do Porto, com 15 euros. Seguem-se-lhes Faro com 14,9 euros por metro quadrado e Setúbal a 14,5 euros. Surgem ainda Coimbra a 11,9 euros por metro quadrado, Beja e São Miguel ambos a 11,7 euros, Évora a 11,5 euros, Braga a 10,3 euros, Aveiro a 10,1 euros e Leiria a 10 euros.
No segmento intermédio posicionam-se Viana do Castelo a 9,2 euros por metro quadrado, Santarém a 8,7 euros e Castelo Branco a 8,3 euros.
Os territórios mais acessíveis continuam a ser os distritos de Viseu e Bragança, ambos a 7,2 euros por metro quadrado, Vila Real a 7,1 euros, Portalegre a 7 euros e Guarda, a 6,3 euros.
Maiores valorizações anuais
Considerando as regiões portuguesas analisadas, nos últimos 12 meses os preços das casas para arrendar subiram em quatro delas, desceram em duas e mantiveram-se estáveis numa.
As maiores valorizações anuais registaram-se no Centro com 8,8%, na Região Autónoma dos Açores com 4,6% e no Alentejo com 3,3%. A Região Autónoma da Madeira apresentou um ligeiro aumento de 0,8%, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa se manteve estável, com uma variação de duas décimas negativas. Em sentido contrário, verificaram-se descidas no Algarve com -6,1% e no Norte com -3,3%.
A Área Metropolitana de Lisboa continua, sem surpresa, a ser a região mais cara do país para arrendamento de casa, com um preço mediano de 19,4 euros por metro quadrado. Segue-se-lhe a Região Autónoma da Madeira, com 15,7 euros e o Algarve, com 14,9 euros.
Surgem depois surgem o Norte, com um valor de 13,7 euros por metro quadrado e o Alentejo a 11,6 euros. As regiões mais económicas continuam a ser a Região Autónoma dos Açores, com 10,7 euros por metro quadrado e o Centro com 10,1 euros.
Metodologia do estudo
O índice de preços imobiliários do idealista é elaborado a partir dos preços de oferta publicados pelos anunciantes na plataforma, expressos por metro quadrado construído. São excluídos os anúncios atípicos ou com valores considerados fora de mercado. Incluem-se as moradias unifamiliares e eliminam-se os anúncios que permanecem na base de dados há muito tempo e sem qualquer interação por parte dos utilizadores. O valor final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos em cada um dos mercados analisados.


