De acordo com a análise detalhada e recente do idealista, com dados recolhidos até ao termo de fevereiro e relativa ao principal marketplace imobiliário de Portugal, o município de Benavente, no distrito de Santarém, destaca-se claramente como o município mais económico de todo o país para quem pretende arrendar uma habitação.
A pouco mais que cinco euros
Localizado numa zona estratégica entre Lisboa e o interior, com boas acessibilidades rodoviárias, Benavente oferece aos proprietários a possibilidade de pedir, em termos medianos, apenas 5,2 €/m2. Este valor representa não só o preço mais baixo registado a nível nacional para o arrendamento habitacional, como também uma oportunidade particularmente atrativa para famílias ou profissionais que procuram tranquilidade longe do bulício das grandes cidades, sem sacrificar completamente a proximidade à capital.
Os restantes do top cinco
O ranking dos cinco municípios mais acessíveis para arrendar casa completa-se com localidades de diferentes regiões do país, refletindo a diversidade geográfica e económica de Portugal.
Em segundo lugar surge Bragança, capital do distrito homónimo do nordeste transmontano, onde o valor mediano se situa nos 6,7 €/m2. Seguem-se Castelo Branco, no centro do país, e Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, ambos com o valor de 7,1 €/m2. Fechando o top cinco está Viseu, no coração da região centro, onde o arrendamento atinge os 7,5 €/m2.
E ainda abaixo dos 10 euros
Ainda confortavelmente abaixo dos 10 euros por metro quadrado, surge uma longa lista de municípios que se revelam opções bastante interessantes e acessíveis para os inquilinos que desejam equilibrar custo com qualidade de vida.
Entre estes destacam-se Abrantes, no distrito de Santarém, Barcelos, no Minho, Covilhã, na região da serra da Estrela, Vila Nova de Famalicão, no Vale do Ave, Ovar, junto à costa aveirense, Esposende e Caminha, ambas no litoral norte, Alcobaça e Leiria, no distrito de Leiria, Valongo, no distrito do Porto, Viana do Castelo, a capital do Alto Minho, Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, Lourinhã e Caldas da Rainha, na região oeste, e Ílhavo, vizinha de Aveiro.
E ligeiramente acima
Continuando o ranking, surgem os municípios de Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Braga, três localidades do norte de Portugal. Nestes três concelhos, o preço médio de arrendamento fixa-se uniformemente nos 10,2 €/m2. Logo a seguir aparecem Torres Vedras e Peniche, ambos no distrito de Lisboa, onde o valor se situa nos 10,4 €/m2.
No polo oposto, os mais caros
A mesma análise do idealista identifica os municípios mais caros e exclusivos para arrendar casa em Portugal. Lisboa, naturalmente, lidera de forma destacada esta lista, sendo a capital portuguesa, com o seu centro histórico Património da Humanidade, os bairros icónicos, a vibrante vida cultural e uma procura constante que faz subir os preços. Aqui, o metro quadrado atinge os 21,7 €/m2, o valor mais elevado registado a nível nacional.
Seguem-se-lhe Cascais, na linha de Estoril, onde o preço mediano chega aos 20,1 €/m2. Depois surge Sines, no litoral alentejano, com 18,6 €/m2; Loulé, no coração do Algarve, a 17,2 €/m2; e ainda Oeiras, com 17 €/m2.
Esta análise permite perceber, de forma clara e inequívoca, que é possível encontrar opções bastante acessíveis, tranquilas e com boa qualidade de vida em diversas regiões do interior, do norte e do centro do país – muitas delas com excelente acessibilidade, património cultural rico, natureza abundante e um ritmo de vida mais sereno –, sendo que os valores elevados se concentram nas áreas metropolitanas e zonas de maior procura turística e económica, como a Grande Lisboa, a Linha de Cascais, o Algarve ou outras regiões costeiras de prestígio.


