Parque da Cidade: investimento de mais de 300 milhões dá vida a um novo bairro em Setúbal

15/07/2026
Parque da Cidade: investimento de mais de 300 milhões dá vida a um novo bairro em Setúbal

Criar um bairro em vez de um simples empreendimento residencial. Foi esta a ambição que guiou a Madre Property Development na conceção do Parque da Cidade – Riverside Living Setúbal, um projeto que representa um investimento superior a 300 milhões de euros e que promete transformar uma das zonas de expansão da cidade sadina.

Localizado na zona nascente de Setúbal, junto ao estuário do Sado, com vista para a Península de Troia e a poucos minutos da Serra da Arrábida, o projeto prevê a construção faseada de 676 apartamentos distribuídos por 16 edifícios, complementados por comércio, serviços e um Parque Verde com mais de 30 mil metros quadrados.

"O Parque da Cidade é mais do que um empreendimento residencial. É uma operação urbana que pretende criar uma nova centralidade para Setúbal, onde habitação, natureza, comércio, espaço público e mobilidade suave convivem de forma integrada", explica o promotor.

A localização foi um dos fatores decisivos. Além da proximidade a Lisboa, Setúbal reúne hoje características cada vez mais valorizadas pelos compradores: qualidade ambiental, boas acessibilidades e uma crescente atratividade para viver e trabalhar.

Um bairro pensado para diferentes gerações

O empreendimento integra apartamentos com tipologias entre T1 e T4, procurando responder a diferentes perfis de compradores. Os T2 têm assumido um papel de destaque, “sobretudo entre jovens famílias, casais, profissionais em mobilidade e compradores que procuram uma solução equilibrada entre área, funcionalidade e preço”, explica o promotor. Já as tipologias maiores “foram pensadas para famílias que valorizam mais espaço, conforto e uma relação quotidiana com a natureza, sem perder a proximidade aos serviços e à cidade.”

O projeto contempla cerca de 92 mil metros quadrados de construção residencial e aproximadamente 4.000 metros quadrados destinados a comércio e serviços, reforçando a lógica de bairro e reduzindo a necessidade de deslocações diárias.

"Mais do que disponibilizar apartamentos, queremos criar um lugar onde o dia a dia seja mais simples, confortável e próximo da natureza", refere o promotor.

Os preços começam nos cerca de 280 mil euros, com os T2 a partir de aproximadamente 335 mil euros e os T3 desde 470 mil euros.

A aceitação do mercado tem sido positiva. Mesmo encontrando-se numa fase inicial, o empreendimento já ultrapassou a marca das 100 frações comercializadas.

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O Parque Verde como elemento central

Ao contrário de muitos empreendimentos onde os espaços verdes funcionam como complemento, no Parque da Cidade acontece precisamente o inverso.

"O Parque Verde não surge como um elemento acessório. É ele que estrutura todo o conceito urbanístico e organiza a relação entre os edifícios, os moradores e a cidade."

Desenhado pela Broadway Malyan, o parque inclui mais de 30 mil metros quadrados de áreas verdes, percursos pedonais e cicláveis, zonas de lazer, playground, pet place, praça central e diversos espaços de permanência.

A componente paisagística contempla ainda a recuperação da galeria ripícola, a plantação de mais de 500 árvores e cerca de 10 mil arbustos, procurando reforçar a biodiversidade e melhorar a qualidade ambiental de toda a envolvente.

Sustentabilidade aplicada ao quotidiano

A sustentabilidade esteve presente desde as primeiras fases de desenvolvimento do projeto.

Os edifícios foram concebidos para privilegiar a eficiência energética e hídrica, recorrendo a soluções construtivas que favorecem o isolamento térmico, a iluminação natural, a ventilação e a redução dos consumos ao longo do ciclo de vida do empreendimento.

Segundo a Madre Property Development, o objetivo passa por "criar edifícios eficientes, confortáveis e preparados para uma utilização responsável dos recursos".

Numa primeira fase, o projeto enquadra-se no Sistema Nacional de Certificação Energética, supervisionado pela ADENE, embora a empresa admita vir a avaliar outras certificações sempre que acrescentem valor ao empreendimento.

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Espaços para viver e trabalhar

Os primeiros edifícios Riverside incluem um conjunto de serviços e áreas comuns pensados para responder às novas formas de viver.

Entre as comodidades previstas encontram-se espaços de coworking, wine bar, lounge com fire pit, kids place, sensory garden e zonas zen, procurando criar ambientes de trabalho, lazer e convívio dentro do próprio bairro.

Esta componente comunitária é reforçada pelo Parque Verde, assumido como o grande espaço comum de todo o empreendimento.

Atualmente, o parque encontra-se concluído e decorre a construção dos três primeiros edifícios – Riverside II, III e IV – que totalizam 158 apartamentos com arquitetura desenvolvida pela Quadrante, num investimento conjunto de cerca de 60 milhões de euros. A conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2028.

Millennium bcp: um parceiro desde o primeiro momento

Para um projeto desta dimensão, o apoio financeiro revelou-se determinante. Nesse contexto, o Millennium bcp assume um papel particularmente relevante ao assegurar o financiamento do Riverside III e ao acompanhar de perto o desenvolvimento do empreendimento.

Segundo o promotor, esta colaboração resulta de uma relação construída ao longo dos anos, baseada em confiança e conhecimento mútuo.

"Num projeto desta dimensão, contar com parceiros financeiros sólidos e alinhados com uma visão de longo prazo é essencial para garantir estabilidade, previsibilidade e capacidade de execução."

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Uma nova visão para Setúbal

Os desafios foram proporcionais à dimensão da operação: licenciamento, infraestruturas, coordenação entre múltiplas entidades e recuperação de um território que permaneceu vários anos sem desenvolvimento.

"Transformar um loteamento sem vida numa visão urbana coerente, atualizada e preparada para responder às necessidades da cidade exigiu um enorme trabalho de coordenação."

No final, a ambição mantém-se clara: contribuir para aumentar a oferta habitacional, mas também elevar a qualidade dessa oferta.

"Hoje, o mercado precisa de mais casas, mas também de melhores casas. O Parque da Cidade pretende responder a ambas as necessidades, conciliando cidade, natureza e qualidade de vida."