A adaptação do setor imobiliário às exigências ESG

03/04/2024
A adaptação do setor imobiliário às exigências ESG
Edifício Bom Sucesso, em Lisboa, desenvolvido pela Vogue Homes com certificação BREEAM

Numa era onde a sustentabilidade e a responsabilidade corporativa são prioridades, o setor imobiliário adapta-se a um novo contexto mais exigente, impulsionado tanto por regulamentações locais quanto por tendências globais.

A pressão regulatória está a aumentar, obrigando à integração de fatores ambientais, sociais e de governação (ESG) nas decisões de investimento e práticas operacionais. A estratégia decorre no âmbito do Regulamento “Sustainable Finance Disclosure Regulation (SFDR)” e das diretivas “Corporate Sustainability Due Diligence (CSDD)” e “Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD)” da UE, observando simultaneamente outra regulamentação em vigor como a Taxonomia Verde e a Lei de Bases do Clima.

Este enquadramento molda as práticas de construção e promoção imobiliária e influencia as políticas de financiamento e investimento. Os investidores valorizam cada vez as operações sustentáveis e os que não se adaptarem às exigências ESG podem enfrentar restrições no acesso ao financiamento.

Principais referências que podem influenciar as políticas bancárias relacionadas com sustentabilidade e ESG no contexto de empréstimos a empresas promotoras imobiliárias em Portugal:

Legislação da União Europeia (UE), como o Regulamento sobre Divulgações de Sustentabilidade nos Sectores de Serviços Financeiros (SFDR))

Os Princípios do Equador, que fornecem diretrizes sobre como avaliar e gerir riscos ambientais e sociais em projetos de financiamento.

Certificações de construção sustentável e outras: LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental), BREEAM (Building Research Establishment Environmental Assessment Method) ou a Certificação Energética e Ambiental de Edifícios (SCE), a ISO 14001 e a ISO 26000.

Requisitos de divulgação e relatórios: Os bancos podem solicitar informações sobre os impactos ESG, bem como planos de mitigação ao longo do ciclo de vida do projeto.

Integração comunitária: É valorizado o relacionamento das empresas com os seus stakeholders: o envolvimento com a comunidade local, o diálogo com grupos de interesse e a prestação de contas às partes interessadas. 

Práticas de responsabilidade social corporativa: incluem diversidade no local de trabalho, ética e envolvimento comunitário.

O Banco de Portugal pode localmente estabelecer diretrizes relacionadas com a sustentabilidade financeira e práticas responsáveis.

Há muito que a Vogue Homes trabalha com esta visão e consciência. “Queremos deixar uma marca positiva, não só com a criação de espaços de enorme qualidade, mas também no nosso respeito pela Natureza. É um caminho óbvio que envolve todos os nossos parceiros. O resultado deixa-nos satisfeitos, mas sempre atentos ao que devemos e podemos fazer melhor”, refere a empresa.