Funchal retoma gradualmente ‘confiança’ nos investimentos imobiliários

24/06/2020
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O mercado imobiliário da Madeira tem vindo a sentir um aumento da procura, quer motivada pelo turismo, quer pelo investimento por parte de não residentes. Para além dos emigrantes que continuam a investir no imobiliário da Madeira, vindos da Venezuela, e com um maior crescimento dos residentes na Africa do Sul, os não residentes na União Europeia, com principal tendência das nacionalidades francesa, a holandês, a sueca, a alemã, a inglesa e norueguesa têm eleito esta geografia como destino dos seus investimentos. Aliás, esta procura externa e a falta de produto tem resultado com que os preços do imobiliário continuem em valorização.

Claro que o efeito da pandemia de Covid-19 veio trazer novos desafios à Ilha, nomeadamente ao Funchal. Carlos Nunes, responsável de Vendas Retalho da Direção de Crédito Especializado e Imobiliário, do Millennium bcp, referiu ao Público Imobiliário que o encerramento da ilha da Madeira terá originado um período bastante complicado, já que o mercado vive muito da sua componente turística e, sobretudo, do investimento dos não residentes. “Felizmente que a pior fase está ultrapassada, a ilha já se abriu ao exterior e isso é visível, particularmente para nós, com a recuperação no número de negócios de imóveis propostos nesta região. Naturalmente que é uma retoma gradual, mas estamos convictos de que avançamos pelo caminho certo, no sentido de recuperarmos os níveis de confiança do período pré-Covid”.

Dois imóveis, diversas potencialidades

A propriedade ou ativo em destaque na presente edição do Suplemento Imobiliário corresponde a um conjunto de dois imóveis, com diversas potencialidades, situados na cidade do Funchal, mais propriamente na zona sul da Ilha da Madeira.

Um dos imóveis é composto por um edifício de dois pisos e um anexo, os quais estão inseridos numa parcela urbana com 1.270 m2. Outro dos imóveis corresponde a uma parcela de terreno para construção com 1.360 m2, estando registada como tal, a qual tem sido utilizada como parque de estacionamento de apoio à forma de utilização do primeiro imóvel referido.

Até à data, conhecida como Quinta LidoSol, esta propriedade encontrava-se utilizada como espaço para realização de eventos vários, tais como casamentos, batizados, aniversários, reuniões, formações e outras festas em geral. Beneficia do facto de ser uma quinta tradicional madeirense dos anos 30, que permite desfrutar de vários ambientes, quer interiores, quer exteriores como um terraço/varanda e um jardim com calçada madeirense que ladeia quase toda a área exterior.

Carlos Nunes salienta que o ativo é exclusivamente para venda conjunta pois um sem o outro não faria qualquer sentido, já que se complementam. “Como tal, deve ser visto como uma propriedade única”, disse.

Trata-se de um imóvel que na sua génese é uma habitação, e fruto das suas características, localização e posicionamento, configura-se, segundo este responsável, “numa opção muito interessante para desenvolvimento de projeto turístico ou para a realização de eventos pois tem todas as condições para o efeito e que, aliás, foi a sua utilização mais recente”. No entanto, Carlos Nunes enfatiza que nada do anteriormente referido pretende colocar de parte a possibilidade de converter este ativo puramente para o segmento habitacional.

O perfil investidor-empreendedor

Quanto aos principais interessados serão, sobretudo, “investidores empreendedores que veem neste ativo todo o seu potencial, desde a sua utilização na área de turismo, eventos ou mesmo de habitação”.

Considerando que o asking price é adequado ao ativo em causa, Carlos Nunes menciona que os investidores nacionais e, em particular os que habitualmente investem na ilha, “já nos habituaram a perceber que são perspicazes o suficiente para não deixarem passar esta oportunidade de investimento”. Diz ainda que não seria a primeira vez que o interesse apareceria por parte de investidores estrangeiros, “sobretudo por quem já investe no nosso país e em ativos do Banco e que obtiveram bons resultados neste tipo de investimentos”.

Embora em termos matriciais, o imóvel edificado se encontre registado com uso habitacional, a data da sua construção (anterior a 1950), isenta-o de emissão de licença para alteração de uso, no entanto, para a atividade que esteve aí em curso é obrigatória a existência de licença sanitária, face à legislação em vigor.

Fruto da revisão do Plano Diretor Municipal em 2018, a propriedade encontra-se integrada em “Espaços de Atividades Económicas”, sujeita aos seguintes parâmetros urbanísticos máximos: índice de utilização do solo 0,9; Índice de área coberta 0,6; índice de utilização volumétrico 6m3/m2. Na zona que abrange o ativo em questão é inda admitida a construção de habitação, aplicando-se os seguintes parâmetros máximos: índice de utilização bruto 0,6; índice de utilização líquido 0,8; índice de área coberta 0,5; número de pisos acima do solo 2.


O Banco estará a analisar propostas de compra, feitas para este imóvel, até às 17 horas do dia 15 de julho de 2020.

Para visitas e informações adicionais, contactar o respetivo gestor: José Jacinto; e-mail: [email protected]