Imobiliário não residencial na Madeira ganha novo dinamismo

07/10/2020
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O facto de a Madeira ser uma zona tranquila em termos de Covid-19 tem contribuído para o ressurgimento do interesse em imóveis na região. Não só no mercado residencial, com a procura, nomeadamente por parte de estrangeiros, a ser cada vez mais relevante, mas também na vertente comercial.

Sabemos que a ordem decorrente da pandemia impôs novas regras após o confinamento e a Madeira reabriu o comércio e serviços com medidas apertadas, tal como outros mercados. No entanto, a vida diária de todos adapta-se sempre a qualquer nova ordem imposta, e ao nível das atividades comerciais e de serviços os especialistas advogam que até pode ter sido uma oportunidade de rever o tipo de oferta, as localizações e a sua dinamização.

As empresas, as profissões liberais precisam de rever os seus espaços, o seu layout para ir ao encontro do seu público. O comércio de rua ganha relevo face aos grandes espaços comerciais e dinamiza-se. A procura por produtos e serviços não deixa de existir, e as oportunidades surgem.

Millennium bcp disponibiliza 750 ativos

Neste sentido, o Banco tem cerca de 750 ativos localizados nas diferentes freguesias da Madeira, dos quais 25% correspondem a ativos comerciais ou de serviços.

Sobre estes ativos comerciais ou de serviços, nomeadamente lojas e escritórios ou espaços comerciais com caraterísticas adequadas a serviços, está a ser desenvolvida uma ação comercial e de promoção por parceiros locais, nomeadamente, pela ERA Madeira Garajau e ERA Funchal Forum/ Barreiros, e pela Predifunchal.

São aproximadamente 60 ativos, com áreas entre 4,3 m2 e 767 m2, com preços de venda que podem variar entre 7.000€ e 760.000€, localizados não só no Funchal como na periferia, como Santa Cruz, Machico, Câmara de Lobos, Caniço e São Martinho.

Para este conjunto de ativos, foram delineadas estratégias comerciais de promoção e venda, entre os parceiros e o Banco, com ações de promoção distintas e adequadas. De acordo com as caraterísticas do mercado onde se inserem, atendendo às necessidades do mesmo, e às caraterísticas dos espaços, “procura-se fazer um trabalho minucioso e eficiente, de forma a, entre compradores locais e de fora, nacionais ou estrangeiros, se encontrem as atividades ou negócios mais úteis para a procura local”, esclarece o Banco. Os clientes finais serão o target destas ações, numa ótica de aquisição, mas sem pôr de parte a ótica do investimento para arrendamento.

Para além de todas as oportunidades existentes na Madeira, das quais se destacam oito na página seguinte, o Banco gostaria de evidenciar o escritório e a loja, interligados (ref. 98349 + 23395), num total de 773 m2, localizados na Av. Arriaga, uma das mais importantes e históricas artérias da cidade do Funchal.

O Banco relembra que estes ativos podem ser adquiridos através de leasing, uma modalidade de financiamento que o Millennium bcp dispõe em qualquer das suas sucursais.

Oferta uniforme e diversificada

Carlos Nunes, responsável de vendas Retalho, da Direção de Crédito Especializado e Imobiliário do Millennium bcp, explica que esta é uma oferta simultaneamente uniforme e diversificada. “Por um lado, temos lojas de rua e alguns espaços destinados a serviços e, por outro, temos lotes de imóveis ou espaços com áreas distintas, com e sem montra, com e sem saída de fumos, ou seja, imóveis passíveis de serem adequados a diversas atividades em função da necessidade especifica das mesmas, como área, centralidade ou visibilidade, entre outras”. Neste sentido, e de forma global, Carlos Nunes crê ser uma oferta capaz de responder a várias necessidades e exigências distintas e competirá aos investidores identificar quais os espaços que melhor se adequam às características do seu negócio.

Está a ser comercializada diretamente pelos parceiros locais do Millennium bcp, a ERA Garajau, a ERA Fórum/Barreiros e a Predifunchal, os quais têm preparado um plano de atuação para divulgação ao mercado local, o qual passará não apenas pela publicação de anúncios na imprensa escrita local e pela utilização das Redes Sociais, como também pelo contato direto com possíveis compradores ou investidores. “Internamente, o Banco vai também comunicar aos seus clientes a existência destas oportunidades, da forma como poderão aceder a elas, contar com a capacidade comercial da nossa rede de sucursais, onde os compradores poderão encontrar a solução de financiamento ideal para cada caso, incluindo o leasing modalidade de crédito muito adequada para a aquisição deste tipo de ativos”.

Para o especialista, tratam-se de ativos igualmente dirigidos a compradores locais para ali desenvolverem as suas atividades e, numa perspetiva de investimento, ao mercado de arrendamento, podendo este abranger investidores nacionais e estrangeiros que muito bem conhecem a Madeira e as suas potencialidades. “No caso particular do investimento para arrendamento, é conhecida a tradição do investimento com origem em emigrantes com raízes na Ilha, que ali fazem os seus investimentos para obterem retorno. Temos experiência na venda de vários espaços de comércio e serviços a investidores com estas características, precisamente para colocação no mercado de arrendamento e acreditamos continuar a ter procura com esta origem, já que o lote de imóveis em destaque adequa-se a esse tipo de investimento”.

Vantagens competitivas

Helder Correia, da ERA Forum/Barreiros, um dos parceiros na comercialização destes ativos, expõe que, se por um lado o contexto de pandemia veio trazer algum receio no investimento comercial, por outro lado há empresas, com poder de compra e capacidade de expansão, que procuram oportunidades abaixo do valor de mercado para poderem investir e capitalizar. “É aqui que esta campanha pode ser particularmente interessante. O Banco é todas as propostas, para além de oferecer vantagens competitivas face aos imóveis de outras empresas e particulares”. Helder Correia referia-se, por exemplo à isenção do IMT e à possibilidade de o ativo ser adquirido em leasing. “Também é verdade que muitos empresários em nome individual, que necessitam de pequenos espaços ou escritórios, em vez de pagarem uma renda, possam optar precisamente pelo sistema de leasing, com um valor inferior à renda e a possibilidade de o espaço ser seu passado 15 anos”.

Para Francisco Teixeira, da ERA Garajau, a retoma já se está a fazer sentir, depois de uma natural quebra resultante do período de confinamento. “No entanto, e porque a região tem tido o número de infetados mais ou menos controlado, já está a registar um maior dinamismo”. O especialista diz que as oportunidades continuam a existir, nomeadamente em Santa cruz e Machico. “Temos vários espaços ideais para o desenvolvimento de negócios, quer de dimensão mais pequena, quer de dimensão mais robusta. É uma oferta muito diversificada, sustentada numa geografia com muito movimento de pessoas e bem servida de acessos”.

Ricardo Silva, da Predifunchal, outro dos parceiros na comercialização destes ativos, destacou o dinamismo que toda esta oferta vem dar à região, nomeadamente no que à criação de emprego diz respeito. “Este é o primeiro ponto positivo. Depois, os imóveis estão estrategicamente bem situados, que vão impactar as localidades, e são locais onde passam milhares de pessoas todos os dias, pelo que a abertura de novos negócios nessas zonas vai ter muita visibilidade e atrair novos clientes”. Também Ricardo Silva enfatizou o facto destes imóveis pertencerem ao Banco, com as facilidades que isso pressupõe. “Acredito que neste momento, quem vá investir, não seja com captais próprios mas que recorra aos instrumentos de leasing, pelo que, sendo do Banco, os ativos ainda se tornam mais interessantes”.