Maioria das imobiliárias esteve parada em abril

08/05/2020
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Os números revelam que 50% dos inquiridos suspenderam totalmente a sua atividade, e 45,8% suspenderam-na parcialmente. 95,3% indicou ter registado uma quebra no volume de negócios e 92,5% registou quebra na procura. 62,7% das empresas reportaram desistências de negócios em curso por parte dos clientes, e 19,8% destes desistiram das compras após a celebração do Contrato de Promessa de Compra e Venda.

«Estes números demonstram que a atividade esteve praticamente parada durante o mês de abril», comenta Luís Lima, presidente da APEMIP, que avança que, em breve, «serão revelados os números oficiais que confirmarão esta realidade: estivemos encerrados devido ao plano de emergência nacional, mas temos consciência e congratulamo-nos pela eficácia que as medidas tomadas a ter no abrandamento da curva de propagação da epidemia».

Nos últimos dois meses, mais de metade das empresas inquiridas recorreu a alguma das medidas excecionais previstas pelo Estado. «A quebra de receitas das empresas foi brutal e é natural que tenha havido necessidade em recorrer aos apoios promovidos, que não tenho dúvida de que ajudaram a garantir a sobrevivência de muitas empresas».

A APEMIP congratula-se com a decisão de abertura das imobiliárias na primeira fase de desconfinamento, que se iniciou a 4 de maio. Luís lima acredita que é dado «um sinal ao setor de que, finalmente, o mesmo é considerado em paridade com outras atividades, dando-se o devido valor à importância desta classe e àquilo que representa no panorama económico nacional».

Luís Lima acredita que «neste momento haverá uma fase de adaptação por parte das empresas à nova realidade, nomeadamente no que diz respeito ao cumprimento das regras e recomendações de higiene e segurança. É necessário dar tempo ao tempo e compreender que neste período haja um decréscimo na procura e nas visitas, pois as pessoas estão receosas não só com a questão sanitária, mas também com o real impacto económico que esta pandemia poderá ter nas suas vidas».

O líder da APEMIP considera que «devemos estar otimistas», destacando «uma oportunidade da dinamização do mercado de arrendamento e do investimento para este setor (que se estima que cresça) e também uma janela de oportunidade na captação de não residentes para Portugal, que não sendo imediata poderá ser promovida pela generalização do teletrabalho e pela segurança que o país tem transmitido pela forma como está a lidar com esta crise sanitária».